Mixtape #51 – Let’s Take a Ride

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Quem por aí já tava achando que eu ia deixar o blog de lado de novo? Pois é, quem achou isso errou feio, errou rude. Apesar da correria nos últimos dias, o cansaço e as trilhares de coisas que eu andei fazendo no meu tempo livre (exceto descansar e cuidar do blog! HAHAHA), consegui dar uma escapadela da v1d4 l0k4 para não só vir atualizar o blog mas também botar no ar a Mixtape que embalará esta quinzena.

O tema dessa vez é inspirado não só no recesso de final de ano que está chegando (eeeeeeee!), mas também no feriado prolongado no final desta semana. A Cinthya sugeriu aqui nos comentários, eu já estava querendo fazer algum tempo e calhou nesse período esquenta-verão-partiu-estrada, com músicas para embalar curtas, médias e longas viagens ao lado dos migos!

mixtape51lista Para guardar esta Mixtape e levar para onde quer que você vá, clique aqui para baixar ou ouça a seleção em seu Spotify. Para ouvir todas as Mixtapes que já passaram por aqui, clique aqui. Quer sugerir um tema? É só falar nos comentários ou contar para mim lá no grupo do blog no Facebook.

Para Ouvir: Kiesza

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kiezsa

Tem um bom tempo que eu ando com preguiça do mundo pop e acredito que para muitos de vocês, o sentimento seja o mesmo: parece que todo mundo segue a mesma fórmula e segue a risca. Daí alguém inova, bomba e o que era novo vira carne de vaca. Não consigo ouvir nenhuma dessas músicas de hoje e sentir que daqui 5, 10 anos ouvirei com o mesmo sentimento de nostalgia que eu tenho quando escuto Backstreet Boys, Spice ou Britney das antigas, por exemplo.

Outro dia estava pensando sobre o revival dos anos 90 e no tanto de coisas que ele tem trazido de volta para nossas vidas 20 anos depois -só olhar as últimas tendências de moda para ver que boa parte das “novidades” são na verdade, uma releitura do que a gente já viu em algum momento. E apesar do revival do grunge e da pegada pop-Mariah da mini Mariah Ariana Grande na música, estava faltando um toque mais dance de algo que a gente pudesse identificar facilmente estas referências.

Bem, faltava. Não falta mais. E o nome da responsável por isso atende pelo nome de Kiesza. Se você nunca ouviu, faça este favor a si mesmo e dê um play aqui embaixo:


Kiesza é canadense e tem 25 anos, ou seja, é filha dos anos 90 e gente como a gente, que viveu essa época. Uma prova disso é o visual da moça, cheio de referência à moda noventista, com suspensórios, jeans e peças esportivas (beijão Mel C!). A outra prova é musicalmente: impossível não ouvir qualquer música da moça e não lembrar dos hits da Euro Dance e do pop da primeira parte da década de 90 -ouça “All Around The World” da Lisa Stansfield + “Deeper and Deepper” da Madonna e tire suas próprias conclusões.

Manda mais referência aos anos 90 que tá poco? Então tá. Não bastava ser maravilhosa, cantar bem, ter estilo, tirar foto com mozão Brandon Flowers e fazer músicas recheadas de influências desta década mágica: tem que fazer uma versão ~samba-enredo~ para o clássico emblemâtico da dance music “What Is Love” do Haddaway.


Gostou? Não deixe de ouvir o debut da moça, “Sound Of a Woman” na Deezer ou no Spotify. Além de “Hideway” e “What Is Love”, recomendo fortemente “No Enemiesz”, “Vietnam”, “Gigant In My Heart” e “The Love” <3.

O inacreditável Pão de Mandioqueijinho (ou pão de queijo sem queijo!)

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Quando conto que sou intolerante a lactose e, mais recentemente, alérgica a proteína do leite, uma das coisas mais me perguntam é: “como você consegue ficar sem leite e derivados?”

A resposta é simples: vivendo. E digo que, ao contrário do que muitos acham, continuo vivendo e muito bem, obrigada. Já contei aqui no blog em outras ocasiões que, apesar de saber da minha intolerância desde pequenininha, sempre fui um pouco negligente com relação à isso, já que só o leite ou derivados com muita concentração de lactose me faziam mal. Mas com o diagnóstico da APLV, a coisa mudou de figura e hoje, o quanto eu puder evitar, melhor para mim e para minha saúde. Desde que eu eliminei o leite por completo da minha dieta, minha vida melhorou em muitos aspectos e percebi o quanto o consumo dele afetava no meu dia-a-dia, desde uma redução drástica nas urticárias e crises de sinusite, até disposição e concentração.

Porém, apesar de viver super bem sem o leite e derivados, confesso que sinto falta de várias coisas e que, aos poucos, tenho buscado adaptações possíveis e gostosas das minhas coisas favoritas. Uma destas coisas era o pão de queijo, que sempre foi minha opção de café da manhã ou lanche da tarde em dias corridos e amô-vdd ao lado da coxinha. Daí que, num dia desses fuçando na Internet, encontrei uma receita que tinha como base a mandioquinha (ou batata salsa/baroa, como é conhecida em outros lugares do país), e nenhum resquício de queijo ou derivado de leite. Confesso que quando eu vi, achei que fosse ficar com gosto de qualquer coisa e que a última coisa que pareceria era um pão de queijo mas, felizmente, me encanei redondamente: o resultado ficou incrível em todos os sentidos.

O melhor desta receita é que ela é muito fácil de fazer, pode ser consumida todo mundo, inclusive quem tem intolerância ou alergia ao glúten e também por veganos, já que a receita não leva ovos nem qualquer outro tipo de proteína animal. Tanto a textura quanto o gosto ficam muito próximos à receita tradicional tanto que, se você não contar que não queijo na massa, ninguém vai perceber nenhuma diferença. Aqui em casa a receita é sucesso e até meus pais que não tem alergia, aprovaram e sempre devoram quando eu faço.

Ingredientes:

500g de mandioquinha cozinha e amassada (até virar um purê)
1 xícara de polvilho doce
1 xícara de polvilho azedo
1/4 de óleo vegetal (usei azeite, mas pode ser qualquer óleo que você tenha em casa!)
1/2 de água quente

Modo de Preparo:

Em uma vasilha, misture todos os ingredientes até virar uma massa uniforme e bem consistente. Caso seja necessário, acrescente um pouco mais de polvilho para deixar no ponto. Faça bolinhas no tamanho desejado e coloque numa forma untada com óleo. Leve para assar em fogo médio-alto por 35-40 minutos, ou até as bolinhas “estourarem” e ficarem crocantes.

Essa é uma massa básica, mas você pode turbinar para deixá-la mais nutritiva e/ou saborosa. Para quem é diabético ou está de dieta, pode acrescentar farinha de linhaça ou chia à massa, já que estas fibras ajudam a reduzir o índice glicêmico, presente no polvilho e na mandioquinha. Também pode incluir ervas e especiarias como alecrim (a-m-o!), orégano ou pimenta, para variar o sabor ou dar um toque diferente à receita.

Testou? Amou? Volta aqui pra contar para mim nos comentários ou me marca no Instagram, @borboletando. Vou amar saber sua opinião e ver o resultado <3.