1/4 de século

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Hoje é meu aniversário e confesso que é estranho, por muitos motivos. O primeiro deles é que o ano passou tão rápido que eu fui me dar conta que ele estava se aproximando há mais ou menos 2 semanas -e daí­ sai correndo entre um trabalho e outro para tentar armar alguma festinha. O outro motivo e talvez o principal dele é a idade: estou completando 25 anos. Sei que muitos de vocês vão me responder “mas você é tão jovem” e bla bla bla, mas é assustador pensar o quanto tempo passa rápido e sem que a gente perceba. Parece que foi ontem, e não 10 anos atrás, que eu completei 15 anos. O tempo passa rápido, a gente não percebe e de repente, fica aquela confusão mental. Passei o dia numa vibe reflexiva, repensando na minha vida até aqui, no que eu melhorei, no que eu piorei e o que eu preciso mudar.

Completo 25 com espirito de adolecente, o que não é necessariamente tão bom assim. Para ser sincera, chegou num ponto preocupante, principalmente quando eu paro para pensar nos meus planos aos 12: quero casar aos 25 e ter filhos com 27. Bizarro pensar que hoje, aos 25, nem namorado eu tenho e mesmo se tivesse, provavelmente não estaria pensando nisso. Filhos então é um sonho extremamente distante. Definitivamente, não consigo sentir o peso da idade e as responsabilidades que vem junto com ela. Parece meio sindrome de Peter Pan sabe? Me dá agústia saber que estou mais perto dos 30 do que dos 15. Não sei, mas parece que aos 12, as pessoas de 25 pareciam aos nossos olhos tão maduras, tão adultas. Ao mesmo tempo, não acho isso ruim. Ainda quero aproveitar a vida, as oportunidades, conhecer pessoas e lugares diferentes…

Meus 24 anos assim como meu 2010, foram intensos e tão decisivos como se eu tivesse 17 anos. Vivi experiências novas, consegui me encontrar profissionalmente (quem acompanha o blog desde o começo sabe o quão isso foi tenso qnd eu tinha meus 20, 21), conheci pessoas que me fizeram me abrir para o mundo, quebrei tabus e preconceitos… consegui me libertar e ser a Victoria de verdade, sem máscaras ou pudores. C’est la vie no melhor sentido da palavra. Por isso, considero meus 25 como meu novo 18. Acho que estou no caminho do amadurecimento, de encontrar um meio termo entre ser a eterna menina e a mulher.

Música que embalou meu dia reflexivo de hoje. Já pode chorar em Londres ouvindo essa música?

E espero que neste meus novos “18”, eu tome vergonha na cara para dirigir -já disse que eu tenho carta, carro e não dirijo? Pois é rs.

Feliz aniversário para mim \o/

PS: o blog anda com atualizaçíµes reduzidas mas espero voltar a um rí­tmo digno em um futuro próximo. Assim espero, amém.