As mulheres de Nova, o pseudo-feminismo e o amelismo

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Lembro como se fosse hoje a primeira vez que eu comprei uma revista Nova. Tinha lá pelos meus 18 anos e com a minha assinatura da Capricho chegando ao fim, fui em busca de uma revista que tivesse mais a minha cara e que falasse mais a linha língua afinal, não dava para ler naquela altura dicas e dúvidas de relacionamento destinadas a meninas de 12 anos né? Naquela época, nem Lola nem Gloss existiam: ou era Capricho, ou era Nova, ou Claudia. A Capricho eu era muito velha, para a Claudia, muito nova. Me restava a Nova.

Até que um dia, voltando da faculdade, resolvi parar na banca e arriscar. Folha após folha, não conseguia encontrar sequer uma página que me deixasse a vontade ou no mí­nimo instigada para ler a matéria. Tudo se resumia a matérias no melhor estilo “como ser bem sucedida em 3 passos”, “seja sexy e arranque suspiros na rua”, “como entrar em um jeans 36, manter um popô digno de mulher fruta e segurar o gato” ou “como conciliar trabalho, família, filhos e não perder o sex appeal”. Isso sem contar o constrangimento de chegar em casa com uma revista com uma sessão denominada SEXO LACRADO e suas 299304405056596678 dicas de como enloquecer seu parceiro na hora H com técnicas surreais e posições dignas de artistas do Cirque du Soleil. Logo na primeira tentativa vi que não era uma revista para mim, tampouco para a minha vida. Naquela época, achei o discurso muito balzaquiano para uma adolescente com um pé na vida adulta. Resultado? Passei para a minha prima, 6 anos mais velha.

INSIRA AQUI QUALQUER NOME BIZARRO A LA NOVA PARA ESTA POSIí‡íƒO

Quase 7 anos depois e o lançamento de outras revistas no mercado destinadas ao público da minha faixa etária (Gloss, Lola e a repaginação da Criativa), continuo achando que a Nova não é o tipo de revista para mim, uma mulher como muitas por aí. Se aos 18 anos eu não tinha a malícia e um olhar mais crítico com relação as matérias, hoje aos 25 tenho uma opinião que pode ser representada em uma só palavra: bizarra.

Nova não é uma revista que me representa, e vou além: não representa 99,99% das mulheres brasileiras e quiçá, do mundo inteiro. A mulher que Nova apresenta é independente, linda, gostosa, sexy, bem sucedida, ótima mãe, excelente filha, realizada, bem resolvida, bem vestida, cheia de iniciativa e boa de cama, sempre em busca de uma novidade para apimentar a relação. É a mulher que é solteira mas não se incomoda de sair por ­ em busca de sexo casual mas que ao mesmo tempo, busca um homem para chamar de seu e que tenta a todo custo, prendê-lo, mesmo que seja por meio do sexo. É a mulher que precisa de um homem para se sentir completa ou ela será uma fracassada. É a turbinada da Mulher Maravilha, o esteriótipo da mulher perfeita das duas ultimas e quem sabe, do novo século. Ou não.

IMPRIMA, RECORTE, COLOQUE SUA CARA E SEJA TAMBí‰M UMA MULHER DE NOVA

Há quem diga que a Nova segue um discurso feminista, mas sinceramente, acho que esta mulher sugerida pela publicação nada mais é do que a uma versão atualizada da Amélia, aquela que diziam por aí que era a mulher de verdade. Aquela que lavava, passava, cozinhava, cuidava dos filhos, limpava a casa e ainda tinha que estar linda para o marido a noite. A mesma que lia Jornal das Moças e Cláudia e seguia os seguintes conselhos para segurar o marido e manter a famí­lia:

– “Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.” (Jornal das Moças, 1957)

– “Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.” (Revista Cláudia, 1962)

– “A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.” (Jornal das Moças, 1945)

– “A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.” (Jornas das Moças, 1959)

– “A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa.” (Jornal das Moças, 1955)

– “Se o seu marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.” (Jornal das Moças, 1957)

– “A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido ás experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.” (Revista Cláudia, 1962)

– “Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.” (Revista Querida, 1954)

– “É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.’ (Jornal das Moças, 1957)

– “Lugar de mulher é no Lar. O trabalho fora de casa masculiniza” (Revista Querida, 1955)

Não sei para você, caro leitor deste humilde blog, mas leio as frases retiradas de revistas da década de 50 acima e não consigo diferenciar a intenção dessas publicações do tempo da nossa avó para as matérias e dicas publicadas pela Nova nos últimos tempos. Ok, a posição das mulheres dentro da sociedade mudou (ainda bem!) mas a intenção tanto das chamadas da capa deste mês quanto das frases retiradas das revistas das nossas vós acima é a mesma. O que muda é um discurso feminista-liberal para esconder um machismo embutido adaptado para os novos tempos, porque no final das contas, o que ambas pregam é no fundo, o papel de submissão ao homem e sua imagem perante a sociedade. Ou seja: se no tempo das nossas avós o negócio era ser uma mulher de “família”, cuidar do lar e estar sempre preparada para o marido, hoje as mulheres são massacradas pela imagem da mulher bem sucedida, super-m]ae, super-mulher dona de um corpo escultural e bem resolvida sexualmente, a ponto de sempre levar coisas novas para o companheiro ou o carinha que ela está saindo atualmente. Se voê tem alguma dúvida disso, basta ler alguma das chamadas das matérias publicadas na versão on-line de Nova:

6 tipos de sexo que o seu amor adoraLeia

“Se é como a gente pensa, que eles não vivem sem sexo, isso não significa que anseiam por um repeteco da noite anterior. Saber das preferêcias masculinas ajuda a variar o repertório e, mais ainda, a manter nos dois a chama da paixão bem acesa.”

30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos!)Leia

“Seus dedos incendeiam qualquer cara, mas outras partes do seu corpo são capazes de derretê-lo ao menor toque. A seguir, uma lista de manobras que vão matar seu amor de prazer – e sem deixar digitais!”

O que os homens pensam durante o sexoLeia

“A Alinne Moraes, a celulite que flagrou – apesar de seus esforços para escondê-la -, o gol de um craque… será que isso passa pela cabeçaa deles no rala-e-rola? Sim, essas coisas e muitas outras. O nosso espião entrega tudo!”

Como fazer um strip-teaseLeia

“NOVA traz, passo a passo, um strip-tease que vai deixar o seu homem caidinho, louco para ter você nos braços dele. Confira, aprenda e arrase!”

Receitas sexy para esquentar sua relaçãoLeia

Anote as receitas explosivas que vão fazer qualquer um comer na sua mão (ou em outro lugar do seu corpo). Preaqueça o quarto, junte uma lingerie sexy, um homem lindo e sua fantasia mais apimentada. Misture bem e leve à cama (ou ao carro, à banheira, à  balada…).

Estilo rock and roll para seduzirLeia

“Deite e role com tachas, correntes, couro, microcomprimentos, paetês… O gato vai dançar conforme sua música!”

A saia mais provocante do verãoLeia

“A mega-hiperadesiva saia bondage foi eleita a peça mais sexy da estação. Numa destas, você vai convencer qualquer homem a confessar todos os pecados. E ainda cometer mais alguns!”

Vestida de forma provocante para arrasar no primeiro encontroLeia

“A temperatura vai subir já no primeiro encontro. Então, vista-se com segundas intenções, sem deixar de lado os tecidos fluidos, de cores intensas e formas sedutoras. Seu novo gato não vai resistir e o final desse encontro será… só o começo!”

50 coisas para fazer nuaLeia

“Atitudes ousadas para você curtir e exibir seu corpo – sozinha, com um gato e até com as amigas”

Para mim, Nova nutre a imaginação de mulheres normais que acabam se massacrando com todas as exigências da Mulher Maravilha do século XXI. Sou muito feliz com a minha profissão e meu emprego, sou feliz solteira e não estou desesperada para prender o peguete da vez, tá longe de ser gostosa, de ter um corpo perfeito, de querer sair por aí soltando olhares 43, mordiscadas nos lábios para seduzir ou aplicar alguma das milhares de dicas da revista até porque, tenho a impressão de que qualquer homem com o mí­nimo de bom senso deve olhar para as mulheres que aplicam isso entre 4 paredes e pensam: WTF?

TULE, PAPEL CREPOM, COLA BASTíO, TESOURA SEM PONTA, VENTILADOR E CARíO: VAMOS FAZER A CAPA DA NOVA

Nova definitivamente não me representa. Assim como todas as mulheres de verdade desta década, tenho minhas imperfeições mas isso não me impede de ser feliz de verdade, de viver meus momentos, de curtir a vida. Não quero dicas para segurar meu homem, não quero saber qual a roupa que faria atrair todos os olhares, não preciso de um guia de etiqueta sexual para conduzir meus novos relacionamentos. Gosto das coisas simplesmente por gostar, não para agradar ninguém. Quero me vestir da maneira que eu acho que é a minha cara e não porque uma pesquisa X disse que saia Y combinada com sapato Z atrai mais homens. Não preciso levantar qualquer bandeira, seja de mulher independente, de “feminista” ou qualquer outra coisa que as matérias levante para ser quem eu sou. Não preciso de um manual de instruções para conduzir minha vida, meus gostos, minhas escolhas.

Não dá para levar essa revista a sério. Mesmo. Para mim, ler as matérias da Nova virou sinônimo de piada, de humor, de troll, assunto de conversa no bar com as amigas.

70 comentários em “As mulheres de Nova, o pseudo-feminismo e o amelismo”

  1. David às 20:36

    O falso feminismo da nova é apenas jogada de marketing para tentar restabelecer padrões vencidos e mofados, moldando mulheres a partir de uma fragilidade por exemplo “um relacionamento frágil, a culpa é da mulher que não faz como o homem deseja” tudo armadilha simplesmente fiquei chocado com o tanto de besteira e falsidade desta revista.

  2. Mary às 10:31

    Nossa concordo plenamente! Uma vez ganhei uma assinatura da nova por 6 meses. Tinha até ficado animada com o brinde (Pobreza feelings kkkk), pois na época não conhecia o conteúdo da revista.
    Mas de cara fiquei chocada, a revista insiste no tema `como agarrar seu homem`!! Pela amor né?? Nessa altura do campeonato???!
    Meses atrás estava no consultório aguardando minha vez e dei de cara com a Nova de novo. E não é que continua a mesma coisa. aff
    Acho farofa e tb acabo tendo a impressão que é piada.
    UÓ!
    Beijos,
    Mary

    1. David às 20:38

      Super farofa!!

  3. Bezzi às 09:36

    Revista Nova não dá! Só pelas escolhas da maioria das capas, já dá pra ver que sempre foi um embuste.

  4. @reginokaa às 10:06

    Genial!!

  5. @esmelvenzi_bfr às 12:54

    Concordo 100% com tudo que você disse no post. A única pessoa que conheço que gosta dessa revista é meu pai, minha mãe detesta! :)

  6. Dayane às 04:24

    E nem é só a nova, muitas são assim! Descilpe, mas cm iri ter que repetir, copiarei o que escrevi no blog da LOla, pois tbm cabe nesse post:
    Quanto ao assunto das revistas antigas- moda, beleza, culinária e maternidade- hoje não mudou tanto,não é? Quero dizer, eu amo todos esses assuntos, meu sonho é ser mãe, gosto de assuntos que falem sobre moda e cosméticos, mas as revistas agem cm se essa fosse a única preocupação das mulheres! Essas revistas Nova, Marye Claire (se escreve assim) chegam ao cúmulo de trazer na capa "Aprenda a segurara seu homem com 50 posições!". Esses dias vi uma notícia de capa que me envergonhou "Ela venceu as 5 amantes do marido com o poder do sexo. Saiba cm!". Gente, a revista te ensina a ceitar um marido com 5 amantes e ainda se desdobrar pra "segurar esse homem!".

  7. camis às 15:48

    ahhh mas isso é pra mulheres bem resolvidas, como a gente… tá cheio de gente mal resolvida por aí, por isso que a revista ainda vende…
    e é legal as vezes para dar uma risada na espera do dentista…

  8. Patricia às 17:31

    vende..gente…vende sim. Comprar revista feminina não é fácil. Comprei a Lola já umas 3x, tem bastante texto, matérias legais, os editoriais de beleza são bem luxuosos, afinal..quem compra sombra Chanel assim…digamos…sempre? mas ok

  9. Letícia Almeida às 12:54

    UFA!!!! Que alívio saber que tem uma galera que acha a mesma coisa que eu! Resumo a maioria das revistas femininas como: cafonas/machistas. Graças a deus eu não quero/preciso soltar a leoa que existe dentro de mim! Aff!!!

  10. Thais às 00:14

    Adorei esse texto e concordo 100%. Discordo de vários comentários, porque eu não gosto de NENHUMA revista feminina – nem TPM, nem Criativa, nem Gloss, nem Lola, nem Cláudia, Marie Claire… acho todas super fakes e superficiais. E não estou falando de profundidade não, mas de escrever um texto com embasamento, algo cultural. A ELLE, por exemplo, tem matérias de moda super boas. A única revista feminina que eu consigo comprar de vez em quando é a Women`s Health… que é o que a Nova era há uns 20 anos – a mulher que quer ser saudável, autônoma, amada etc, mas sem fazer isso por causa de outra pessoa, ainda mais um suposto parceiro. Mas, no geral, é isso – todas as revistas impôem essa m* e são machistas a seu modo, o que é lamentável. Por sorte, existem os blogs! o/

    1. Liz às 21:33

      Adorei o texto e o comentário!

  11. Isabela às 20:44

    Olá! Parabéns pelo Post! Achei excelente, para falar a verdade não assino nenhuma dessas revistas, acho todas inúteis, pois elas são caras e só inidcam besteiras. Concordo plenamente com o seu post Nova (e muitas outras) = Amelismo! Bjs!
    Visitem: http://belasepattys.blogspot.com

  12. Ana às 21:51

    Gente.. adorei o post, e ao mesmo tempo me senti mal pois eu cheguei a assinar a revista por um ano! rsrrs, isso mesmo!! Mas eu tinha apenas 18 anos, acabava de me descobrir como mulher, e a revista ainda nao falava de "menage", tinha um namorado mais velho e não queria parecer uma santa! e como minhas amigas eram mais ingenuas do que eu, resolvi tentar aprender sozinha! Sozinha NÃOO!! com a NOVA! Hahahahah. Hoje com 24 anos, me deparo com edições no consultório da minha dentista, e sempre prefiro ler sobre novelas, pois "é o que tem pra hoje". E hoje concordo com tudooo o que a Victoria e as outras 53 comentaram!!! Adorei!!! Bjss

  13. daniela às 17:03

    NOVA e bem a revista pra mulher totalmente dissimulada. Aquela q tem de sorrir qdo ta morrendo de raiva. Faz pose de loba e feroz na cama qdo na verdade so quer agarrar aquele gato do escritorio e casar de veu e grinalda com ele. Precisa parecer uma profissional poderosa de salto e bem sucedida mas na verdade chora no banheiro…enfim aquela revista da mulher imagem e de plastico q faz joguinhos com tudo e todos pra se dar bem.

    Sou muito mais a TPM q e revista da mulher de verdade q questiona e participa.

    No geral as revistas femininas estao bem chatas…

    1. liz às 21:47

      Gente, estou adorando todos os comentários!!! muito legais

  14. Raquel Braga às 22:15

    Mylla, eu tenho muitas dessas revistas de 2000 a 2009, acredito que até de 1998 eu deva ter alguma! Me manda um e-mail que posso te emprestar ou até mesmo te dar algumas. Eu tive assinatura por muito tempo, então acho que as duas vão sair ganhando! rs
    Me escreve: raq[ponto]olive[arroba]gmail.[ponto]com que a gente combina!

  15. Bru Capraro às 16:50

    Mandou benzão nesse post, vivi! Concordo com você, a mulher que a NOVA representa é um ser alienígena hahahaha… e o que é a foto da Flávia Alessandra? CHOQUEI!!!!

  16. Raquel Braga às 01:54

    Eu sempre leio, nunca comento, e pra ajudar aind atenho uma prima que trabalha com você! Stalker define… rs Vou confessar: adoro a revista Nova. Assinei dos 16 aos 20 (é, coisa de escorpiana) e mesmo nessa época, já tinha sacado a contradição no discurso. Parei de assinar a Nova quando surgiu uma revista também chamada Querida, que era uma versão mais bacana ainda da Gloss: a propaganda tirava sarro desse desnível, “Dossiê Primeiro Beijo” x “Kama Sutra avançado”. Mas a Querida morreu e eu fui vivendo até a Gloss e a TPM… Aí é que está: eu adoro a Nova, justamente pq não levo a sério. Dou risada da maioria das coisas, gosto dos guias lacrados (again, escorpiana, não me julguem! rs), mas sei que é muito irreal. Em matéria de comportamento, quando a revista acerta uma (lembro de uma ed. com uma reportagem bacana sobre autoestima), erra 3 (depois da reportagem de 2 páginas, 12 pg de um editorial de moda com uma magrela periguete agarrada a um boymagia). Mesmo assim, evito comprar – pego emprestada, leio em um café… A Gloss e a TPM também têm seus defeitos: na maioria das vezes esquecem que o público é 50% de estagiárias e tascam editoriais de moda impossíveis de preço e prática, às vezes se esforçam pra ser cool demais (e na TPM, evitar o mainstream a todo custo)… mas ainda assim, estimulam a tal visão crítica. O negócio é o seguinte: pra cada revista Nova lida, um disco da Rita Lee ou um livro da Virginia Woolfe, pode ser? rs Sorry pelo comentário/reportagem, beijos e continue com essa visão crítica maravilhosa!

  17. Luciana às 21:59

    victoria cheguei aqui a partir de um link no twitter. e concordo com você, de feminista não tem nada. por surgir na década de 70 com essa idéia de mulher "liberada" sexualmente, a nova pode ser considerada progressista, mas a revista não acompanhou as transformações e necessidades das mulheres ao longo desses anos. mantem-se essa aparência moderna, mas nas entrelinhas percebemos o discurso tradicional, conservador sobre o "feminino". além de todas as questões que você levantou, tem a da heteronormatividade, da mulher só conseguindo prazer no sexo através de um parceiro masculino. tempos atrás comecei uma pesquisa sobre, mas foi não pra frente :/ adorei você ter levantado a bola aqui no seu blog.
    abre o caminho pra uma pesquisa sobre a recepção desse discurso pelas leitoras, não é?
    mando o link de um artigo relacionado: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-8839200
    beijo!

  18. Tamara às 21:24

    SENSACIONAL!!!!

  19. Mylla às 15:36

    Alguém aqui nos comentários disse que Nova não tem nem nunca teve nada com o feminismo, mas não é BEM assim. A revista surgiu justamente nos anos 70, na onda da pílula anticoncepcional e tal, pra explorar, esse "segmento" de mulheres emancipadas que tava surgindo. Antes tinha Cláudia e suas dicas de como ser boa esposa e boa mãe, como tu bem mostrou no post. Naquela momento, Cláudia jamais se atreveria a escrever sobre coisas que a Nova foi lá e escreveu. Se eu não me engano ela até publicou artigos sobre o Relatório Hite – uma pesquisa enorme que fizeram sobre a sexualidade feminina na década de 70. Bem interessante. O problema da revista, ao meu ver, é que ela perdeu totalmente o foco e virou uma coisa absurdamente caricata, especialmente nas tais dicas de sexo. Não tem como ler as matérias e não achar graça, HAHAHA.

    Parabéns pelo post, Victoria. Meu TCC deve ser justamente sobre esse assunto, então tá sendo muito legal coletar informações e ler opiniões a respeito. Só tá difícil encontrar edições antigas da Nova pra analisar, HUAHUAHUAHA, então se alguém resolver se livrar dos exemplares da bendita depois de ler o que tu escreveu, podem mandar pra mim que vou ficar muitíssimo feliz. XD

    Beijos. :*

    1. Luciana às 22:16

      mylla, comentei sem ter te lido antes. e depois que li até fui atrás de uma cópia do texto "o desencontro marcado – a velha mulher nova e o machão moderno" que tenho rs. fala do surgimento da nova, que é uma versão da cosmopolitan, né, e que tem a proposta de "ajudar a mulher a se emancipar, ser bonita e ser feliz". levando isso em conta, os interesses das leitoras, apoiou algumas propostas dos movimentos feministas, mas, segundo a autora, isso logo se perdeu.

      quanto aos exemplares é mesmo complicado conseguir. descobri que não é uma revista colecionável. e as que tenho, já do começo dos anos 2000, comprei em sebos no mercado livro e consegui com uma assinante que conheci numa comunidade da revista no orkut haha tava em desespero na época!

      tenho algumas referências…como esse livro de Denise Alves e o artigo da Swan: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-8839200
      se precisar de alguma coisa, meu email: luciana.slvr@gmail.com :)

      1. Mylla às 06:31

        Ah, obrigada pelas referências! :) Quando fiz meu projeto de TCC só li sobre o surgimento da revista, pra dar uma situada. E depois de ter lido fiquei com a firme impressão de que a coisa toda já não era como pretendia ser – ou pelo menos não se concretizou do modo como a revista esperava. Até porque né, imaginar que seríamos todas mulheres maravilhas não era lá muito realista, né? HAHAHA. Os exemplares que eu quero são justamente os de 2000 a 2009, Luciana! Até achei alguns no Mercado Livre, mas fiquei com pena de gastar tanto dinheiro assim e fiquei de dar uma olhada em sebos. A procura preliminar que eu tenho não deu lá muito certo… Não quer me emprestar as suas? HAUHAUHA. XD :*

  20. Cleusa às 10:19

    Compro muito pouco essas revistas…não gosto muito das matérias…

  21. Caroline® às 10:18

    Vc disse tudo: Nova é a revista da "Nova Amélia" (piada infame), aquela que, além de fazer tudo que já fazia no passado – estar sempre impecável, ser submissa, cuidar de casa, filho, marido… – ainda tem que ser uma atriz pornô amadora e modelo de editorial de moda francesa. Revista boa pra mulher adulta de hoje é a TPM, que desfaz todos esses rótulos e imposições e prega o "seja feliz consigo mesma e não tente atingir padrões inalcançavéis". É ótimo ler uma revista que diz: tudo bem em ser você mesma (e não uma bombshell da Globo), desde que você esteja feliz.

  22. Liss às 23:10

    Concordo com tudo! E vejo que não sou a única, por sorte ainda temos uma geração antes dos 30 anos que está percebendo que rótulos são pra geléias! Beijos @lis_endehors

  23. Thaina às 21:26

    Acho a Nova uma negação! As poucas vezes que comprei, me decepcionei. Hoje em dia eu leio a Lola (porque a Gloss – que já foi bacana – tá me saindo uma mistura de Nova com Capricho), e confesso publicamente o pecado de nunca ter comprado uma TPM na vida. Hora de corrigir esse lapso e ver se encontro mais uma fonte de entretenimento!

  24. Karla às 19:23

    Uma vez quase comprei essa revista, mais quando dei uma olhada na capa dela e vi todas aquelas matérias bizarras eu desisti na hora, e não me arrependo! Esse post foi 10! Beijos.

  25. Mariana às 18:23

    Sempre leio o blog e nunca comento… mas devo dizer que depois desse texto, tinha que vir aqui falar alguma coisa. Sempre achei que as mídias voltadas para as mulheres, de forma geral, não representam o que elas são, mas impõem um modelo do que elas deveriam ser. Impossível conseguir realizar bem todas essas funções e ser linda, gostosa e boa de cama sempre! E tudo isso nunca para agradara si mesma, mas sempre a terceiros. Você conseguiu traduzir nesse texto minha opinião de uma forma que nem eu conseguia expressar :) Adorei o post! Bjooos

  26. lucy às 17:51

    Victoria, te sigo no twitter e blog e sempre me identifiquei com algums tweets e posts, mas depois desse post eu decidi perder a vergonha e comentar. Terminei de ler e respirei aliviada por ver que você e outras tantas meninas que leram, comentaram (ou não) também se sentem como eu. Essa pressão de ser a versão turbinada da mulher maravilha vai nos consumindo silenciosamente, todos os dias, pela sociedade, pela moda… de repente estamos achando que tem algo errado com nós mesmas, mas não tem!
    Adorei o post! Você é uma querida!

  27. Rissa às 15:07

    Pois é Vivi, eu também passei por essa fase: "O que ler depois da Capricho?".

    Lembro que também arrisquei a NOVA, e a capa era "18 maneiras de conseguir um orgasmo". HAHHAAHAH…. eu não sabia nem porque tinha comprado aquilo, mas comprei por falta de opção.

    Finalmente a Gloss apareceu e salvou a minha vida, tenho todas. E mesmo assim, acho que ela ainda vai me alimentar até uns 35 anos.

    Agora, essa NOVA realmente é para mulheres fora da realidade da porcentagem brasileira. Todas ricas, gostosas, felizes. Isso é pra atriz da Globo ou gente rica. Não da. Nem a Vougue é tão com os pés fora do chão como essa.

    1. Victoria Siqueira às 17:41

      Então, a Nova pra mim está para a Vogue na moda. Pode ser a bíblia e bla bla bla, mas acho muito deslumbre sabe? Gosto mesmo da Elle, que tem informação de moda mas sem firulas, sem deslumbres… é a informação passada de um jeito gostoso, fácil de absorver.

      E gente, a Gloss salvou muito nossa vida né? Amém senhor! Se bem que eu acho que ela já foi melhor. Tô gostando muito da Criativa, já leu?

  28. Dani Alarcon às 14:46

    Vicky, adorei o post. Concordo com tudo o que disse! bjão

  29. fernanda às 14:17

    Já tentou a TPM? ;)
    Aliás, pelo menos no início, a Lola era feita pra mulher "cool e ryca" aos 40 anos, mas acho que pelo fato de ser "cool" ela atinge um pessoal mais novo também.

    1. Victoria Siqueira às 17:46

      Então Fê, eu leio a TPM e gosto bastante. Como eu comentei com as meninas aqui nos comentários, é uma revista para mulheres que aborda tudo de uma forma divertida, sem frescuras. Eu tb gosto muito da Elle, pq mesmo sendo uma revista de moda não coloca a informação de um jeito "glamourizado" como a Vogue… sei lá, mas tenho uma simpatia por ela rs.

      Meu trauma com a Nova é antigo, é da época que não tinha Gloss, a Criativa era a "Nova" da Globo. Agora a gente tem uma variedade legal de revistas pra nossa faixa etária, mas confesso que acho a Nova cada vez mais bizarra hahaha.

      Comprei a primeira ou segunda Lola e não gostei, mas vou tentar de novo, pq vai que a edição tava chatinha :(

      =*

  30. Chell às 14:16

    apoio total! Mas infelizmente não é só essa revista que prega o que nós mulheres "devemos" fazer. Acho que todos e todAs deviam ser felizes pelo q são

  31. Luiza às 13:50

    Uma vez eu peguei uma revista emprestada com uma amiga e tenho que dizer que ri muito. Nova parece uma versão mais velha da Capricho. É destinada a mulheres desesperadas com baixa autoestima e sedentas por atenção. Sei lá, eu não consigo encontrar outro esteriótipo que precise ler 'Vestida de forma provocante para arrasar no primeiro encontro'.
    Eu leio muito Criativa, adoro os ensaios de moda principalmente por caberem no meu bolso, haha.
    bjs, adorei o post

  32. Lari às 13:09

    Pior que a maioria das revistas ditam alguma coisa, em como devemos ser ou agir, tanto que a maioria das revistas são destinadas ao público feminino. Resta saber qual te agrada, no meu caso, Nova não tem nada a ver comigo, tampouco me identifiquei também.

    1. Victoria Siqueira às 17:40

      Acho que assim Lari. Toda revista tem até uma certa ditadura, mas acho que não rola uma coisa tão utópica sabe? Sei lá, essa é a impressão que eu tenho da Nova…

  33. Lilly às 12:53

    Essa porcaria de revista nunca teve nem terá nada de feminismo. Ela gosta é de tratar a mulher como mero objeto sexual, além de "sugerir" que a mulher seja perfeita no trabalho, vida pessoal, etc etc. Generaliza horrores, e ainda acha que impõe opinião e padrão para alguma coisa.

  34. @LukaPires às 12:47

    Tô quase beirando os 40 anos, e lá pelos meus 20,eu era assinante da revista. Eu gostava do textos de humor, do temas que beiravam a psicologia (como eram bons,variados e extensos!),enfim, o tempo passou começaram as propagandas sem fim de roupas que jamais teria condições de comprar, e essas matérias nada a ver com o meu dia a dia,tampouco com a pessoa que eu sou. Uma pena! Texto mto bem escrito,parabéns.

    1. Victoria Siqueira às 17:39

      Eu lembro que um tempo atrás a revista não era assim, era como uma intermediária entre a Capricho e a Cláudia. Mas acho bizarro ler isso hj, um bombardeio de informações puramente sexuais e aquela pegada utópica. Não curto não :(

    2. terracotabolsas às 22:10

      Eu também lia a Nova há quase 30 anos, e a revista era boa, mas de uns 20 e poucos anos pra cá foi só ladeira abaixo… focaram em um assunto só (adivinha?) e quiseram impor um modelo absurdo de comportamento que, como a Victoria disse, *não* representa 99,99% das mulheres brasileiras. Coitadas das que caem no conto da Nova, se bem que tem muito marmanjo deitando e rolando com isso… ah, e concordo com a teoria do amelismo, elas se colocam ao serviço dos homens, de uma forma ou de outra.

  35. Beatriz às 12:35

    Adorei seu Texto!!

  36. Paula às 12:20

    Concordo e discordo com você ao mesmo tempo. Acho que sua critica é muito valida, mas serve não
    só para Nova e sim para quase todas as revistas, não só do Brasil, como do mundo. A diferença nesse caso é que nova foca muito na parte “sexual” da coisa, exatamente pq esse o ponto forte da revista.
    Mas no geral, todas as revistas pregam que devemos estar sempre lindas, dizem como devemos ou não agir para conquistar um cara, dizem o que é “certo” e o que é “errado”, tanto nos relacionamentos, quanto na vida, quanto na moda.
    Acho que quando uma revista não tem nada que nos agrada é apenas pelo fato de que nao foi feita para nos, não somos o públco alvo dela.
    Digo isso porque trabalho em CAPRICHO e uma cois que vejo muito são pessoas que nao são o publico alvo da revista criticando conteúdo, projetos, e etc …
    Por isso acredito que, se NOVA nao te agrada (assim como também não me agrada) é pelo fato de que nao foi feita para nós. Todas as vezes que li a revista nao achei nada que me chamasse a atenção, só a parte de sexo, que eu considero boa e bem completa, pq nenhuma outra revista do “segmento” é tão “safadinha” assim, haha

    Resumindo: se é uma revista que esta a tantos anos no mercado é pq tem um publico grande (e tem!). Mas nós, no caso, eu e você, nao somos seu publico alvo. Por isso não critico :)

    1. Line às 10:16

      Todas as revistas femininas são feitas para todas as mulheres, mas nem todas são obrigadas a se identificar, não é porque a maioria gosta que outras não tem o direito de dizer sua opinião diante de tantas futilidades. A revista Capricho nem sempre agrada todas as adolescentes mesmo as de classe média-alta das grandes metrópoles, nem todas as adolescentes são noveleiras, micareteiras, patricinhas ou consumidoras de qualquer bobagem lançada para o público "teen" ou de mau gosto e nem todas as mulheres de 25 anos que tem um emprego, que moram nas grandes matrópoles e de classe média-alta se identificam com a revista Nova por ser seu público alvo. Não é porque tem público grande que todo mundo deve virar um zumbi sem direito a ter uma opinião própria.

  37. Pamela às 12:13

    Rsrsrs, realmente Vi, concordo com cada palavra! E ainda da para perceber que é de coisas assim que surge o #lingerieday, por exemplo, mascarado de protesto feminino, querendo dizer que as mulheres são independentes e bla bla bla, quando na verdade é um bando de mulheres com esse perfil dando motivo pra marmanjo (ou moleque tbm né? hahaha) brincar de 5 contra 1.

    Se essa é a imagem da mulher perfeita, ela passa longe de mim, e honestamente, ainda bem! Viva a autenticidade :D

    Beijo sua linda =****

    1. Victoria Siqueira às 17:37

      Sobrinha, o que eu acho é que cada um deve fazer aquilo que se sente a vontade, e não PARA o outro. É isso que me incomoda na revista: pq tudo é pro homem, nunca é pra vc. Que saco gente! HAHAHAHA

      =*

  38. Emily às 12:04

    Revista que só tem "gostosa" photoshopada na capa eu nem trisco.

  39. Angélica às 11:41

    Eu sempre achei a revista Nova meio "Fachada", um pouco forçação de barra. Nunca acreditei em regrinhas e dicas de como ser feliz, linda, sexy e independente. Sempre tentei seguir minha vida como eu sou. Não sou perfeita, mas me acho linda do jeito que sou e sei sim ser sexy quando eu quero, sem precisar de revistas com dicas de como segurar seu homem na cama. Imagina se todas nós seguimos essas diquinhas baratas? hahahaha Que mundo sem graça esse seria. Homens desesperados por mulheres diferentes e normais… kkkkkk
    Mas brincadeiras a parte… essa revista distorce o significado da palavra felicidade. Seja você mesma, se ame acima de tudo! Só assim você se sentira feliz e independente de qualquer conceito moderninho de hoje em dia. ;)

    Amei o post Vicky! Sempre surpreendendo!
    Beijokas!=***

    1. Victoria Siqueira às 17:36

      Falou tudo, sua linda <3

  40. NathaliKitty às 11:34

    Mas uma coisa é certa se a revista existe e esta até hoje nas bancas…
    é porque exitem mulherees deste perfil =/

  41. Sara às 11:33

    Isso me fez lembrar minha reaçao quando estava no salão e as unicas revistas que tinham eram.. OPS, Nova :( a atendente ainda ficou toda orgulhosa de oferecer uma das revistas como se fosse: nossa, que chique. Eu ofereço revista Nova para minhas clientes. Estava com o iphone mas twitter tava devagar, facebook também, estava enjoada dos meus joguinhos e aceitei a revista. Primeira análise foi na capa: só temas sexuais. Ok.
    Comecei a folhear a revista… e tive a mesma sensaçao que voce: a medida que via as matérias NENHUMA me incentivava a ler, pelo contrário, me fizeram ficar de cara e WTF, sério que tem gente que lê e compra essa mierda?
    Só que agora lendo seu texto e lembrando desse acontecimento cheguei a conclusao que a Nova é devil :(
    pq sério, pessoas com uma bagagem cultural um pouco maior como a nossa vai ignorar, evitar essa revista.. mas e pessoas com pouca cultura, educaçao e etc? Tomo como exemplo esse dia no salão, tirando eu que fiquei abismada com a futilidade E inutilidade da revista as demais clientes liam animadas e comentavam entre elas ou com os profissionais que estavam atendendo ela. E liam com orgulho sabe? Achando o máximo? Ou seja, minha conclusao foi que a revista aproveita dessas mulheres com pouca cultura, futeis tambem e todo resto, para vender.

    Ps.: revista feminina q eu adorava e faz tempo q nao compro e nao sei a quantas andas é a TPM. Bom conteudo <3

    E aproveito para fazer um adendo: só eu odeio a gloss? Acho uma revista tao tao inutil :(

    1. Victoria Siqueira às 17:36

      Sá, todo mundo AMA a TPM, e pq? Pq falam sobre tudo sem frescura. É uma revista divertida, que mostra como é ser eu, vc e qualquer outra menina nos tempos de hj. É boa mesmo, gosto muito!

      E sobre a Gloss, já gostei mais e fui até assinante, mas depois desisti pq achei que ficou mto teenager. Agora só assino a Elle e a Criativa.

  42. NathaliKitty às 11:26

    Concordo plenamente!
    comprei uma vez a revista
    fiquei com nojinho serio
    só falava de vulgaridade…nenhuma informação util
    titulei a mesma como "revista para biscates" xD

    1. Victoria Siqueira às 17:34

      O maior problema é um apelo sempre muito sexual. Fico constrangida, sério.

  43. Ba Moretti às 11:21

    Assino em baixo. Nada como ser nós mesmas e dançar de acordo com a nossa música.
    E outra, se for pra ser linda, gostosa e sexy que sejamos pra nós mesmas e quanto aos outros que se encaixem ou nem tentem. Tá na hora dessa macharada se ajustar as nossas regras e não nós as deles. HAHA Ok, mentira! Na verdade tá na hora da sociedade acordar pra vida e deixar que todos gostem de si e dos outros da formam que não e não da forma que outros ditam como regra! ;)

    1. Victoria Siqueira às 17:34

      O que me incomoda é um pouco desse esteriótipo de vc sempre precisar ser sexy, até para as coisas do dia a dia. Gente, ser feminina não implica em ser sexy all the time. Bizarro. Ainda bem que eu não sou sozinha nessa :~

      =*

  44. Loma Sernaiotto às 11:20

    Pensei que fosse a única a achar a Nova uma revista bizarra! Totalmente não a minha cara, uma mulher conceitual impossível de existir. Esse apelo de mulher sexualmente linda e independente sempre me pareceu utópico, e a revista meio que assusta pelos assuntos e temas. É algo que dá vergonha de ler, no onibus, em casa, na rua. Amei o seu post! Agora tenho a certeza de que não a única que pensa assim… e é errado folhear capricho até hoje? Bom, eu sou mega curiosa com editorial e diagramação, amo fuçar em tudo que é revista. Se duvidar, até playboy eu fuço. Mas Gloss continua sendo a revista fofa / séria / gostosa que tanto adoro! <333

    1. Victoria Siqueira às 17:33

      Eu adoro a Capricho em termos de diagramação, não há nada de errado hahaha… mas é pq né, eu não consigo mais ler e me identificar. Mas é uma revista que eu acho visualmente indiscutível. Eu gosto muito da Elle, que mesmo sendo uma revista de moda e com um foco em meninas ryyyycas, traz matérias gostosas e tem uma diagramação linda!

      =*** sua linda

  45. Bel Salemme às 11:17

    Perfeito, não preciso nem dizer muito pra dizer que concordo com absolutamente tudo, tive as mesmas experiências, o mesmo constrangimento ao ler a Nova e digo ainda que esse tipo de conselho formador de mulherer maravilha do século XXI se estende a muitos blogs e portais femininos >< É feio de ver que na era da informação, meios de comunicação preguem esse tipo de conceito =/

    1. Victoria Siqueira às 17:32

      Eu acho estranho qnd defendem o conceito, o formato. Gente, mais realidade, por favor. De contos de fadas já basta o que nós ouvimos durante nossa infância.

  46. Luma às 10:24

    Aliás, lembrei de outra matéria ridícula: http://trendytwins.com.br/2010/08/regras-pra-viajar-com-o-namorado-not-nova-not/

    Afinal, o que importa é sempre estar linda e impecável pro seu homem ¬¬

    Todo mundo gosta de agradar a pessoa que ama, mas essas neuroses me tiram do sério. E tem muita gente que usa isso como guia.

  47. Luma às 10:20

    Não podia concordar mais!

    E de feminista a Nova não tem nada mesmo. Tem toda essa questão de mulher independente e tal, mas, como você falou, é só máscara. A mulher continua tendo a obrigação de trabalhar pra caramba, cuidar da casa e do marido. Do jeito que a revista fala, parece até que é só responsabilidade da mulher fazer mil malabarismos pra agradar o homem na cama. E o prazer dela, como fica?

    As capas dessa revista são uma piada. De muito mal gosto mesmo.

    E as matérias parecem ser feitas para fazer rir, só pode. Aliás, toda sexta-feira me acabo de rir com os posts sobre os artigos da Nova no Groselha News: http://srtabia.com/tag/revista-nova/
    O post sobre as “30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos!)” me fez chorar de tanto rir!

    1. Victoria Siqueira às 17:31

      Luma, quando escrevi esse post vc foi uma das pessoas que eu lembrei pelo seus tweets. Sei lá, acho bizarro sabe? Não curto o lance de levantar bandeira, e talvez seja isso que mais me incomode na Nova. Acho tudo um exagero, uma utopia… só nos resta rir das matérias né? hahaha

      Eu já li esses 2 posts e AMO! Acho que é a melhor forma de encarar tudo isso: rindo.

      =*

  48. kazinhalacerda às 10:01

    eu sempre leio, e quase nunca comento… mas eu concordo com quase tudo q vc diz.
    Me senti órfã de revista "feminina" até descobrir a TPM que fala sobre um mundo mais parecido com o meu. Acho a Nova caricatural demais. A imagem de super mulher bem sucedida, liberada, leoa na cama não faz minha cabeça. Não me identifico e não é uma imagem que almejo…

    1. Victoria Siqueira às 17:29

      Eu comecei a ler a TPM por causa da coluna da Joo e da Loo (Vende na Farmácia) e tb gostei bastante da revista. É uma forma divertida de mostrar como nós somos de vdd, sem essa coisa clichê nem o lance de ser mulher maravilha.

    2. drielle às 10:53

      A TPM jah foi melhor e + diferenciada, atualmt esta fi[kando i[gual as ourtras: soh global na capa e assuynrto bobos!

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