Sobre o que Lizzie e August tem a nos ensinar

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Uns dias atrás, fiz um post sobre uma das minhas principais resoluçíµes para 2014 e apresentei a Lizzie Velasquez, uma mulher tão incrí­vel e com tanta coisa para nos ensinar que o mundo precisava conhecer. Lá, contei um pouco sobre o sentimento que muitos de nós temos em crescer sob as expectativas alheias, muitas vezes deixando de lado nossos sonhos e desejos com medo do que os outros vão pensar. Sem perceber, estamos desejando ter o corpo que jamais teremos, engolindo sapos para não bater de frente, abaixando a cabeça quando recebemos uma cantada nojenta na rua quando nossa vontade era mandar logo um dedo do meio.

Na mesma época que eu escrevi aquele post, comecei a ler “Extraordinário”, por indicação de vários amigos e conhecidos. O livro conta a história de August Pullman, um menino de 10 anos portador de uma deformidade facial, que o impediu de ter uma rotina “normal” de uma criança de sua idade -o que mudará a partir de sua matrí­cula no colégio e a convivência diária com outras crianças da mesma idade. Ao longo dos capí­tulos, o livro conta a história na visão do próprio August e das pessoas que o cercam, incluindo, seus novos colegas de escola.

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Por uma feliz coincidência, as histórias de Lizzie e August cruzaram meu caminho. Lendo o livro, lembrei da mensagem poderosa que Lizzie passou para o mundo a partir da sua história de superação. Ambos, fizeram o que muitos de nós procrastinamos uma vida inteira: ativar o modo “foda-se” para o que as pessoas acham sobre a gente e não ter nenhuma vergonha de quem somos, do que sentimos e do que queremos ser. E uma prova que somos mais do que corpos ou açíµes, mas que por trás de tudo isso, temos sentimentos, sonhos e desejos.

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“Extraordinário” é um daqueles livros que faz com que a gente se sinta na pele do personagem. Acho que essa sensação fica ainda mais evidente quando você, de alguma forma, passou por alguma situação de bullying no colégio, ou quando você se sente diferente de alguma maneira dentro de um grupo. E também um tapa na nossa cara quando erramos e julgamos o livro pela capa.

Recomendo demais a leitura, tanto para quem procura ser uma pessoa mais justa com os outros e, principalmente, melhor consigo mesmo :D.

Para quem quiser ler: o livro, publicado pela Intrí­nseca, está R$15,90 na Saraiva e R$14,90 no Submarino.

2 comentários em “Sobre o que Lizzie e August tem a nos ensinar”

  1. Lena às 10:06

    Eu demorei um pouco para terminar a leitura por sentir pena do Auggie em diversos momentos. Mas como um menininho de 10 anos pode ensinar tanto as pessoas! Esse livro me fez ver que meus problemas em nada são graves perante o julgamento da sociedade pela deficiência que Auggie nasceu. Aceitar-se é uma das lutas mais árduas que temos… vim me aceitar a pouco tempo e ainda tem dias que aquela outra pessoa se questiona e me dá até receio de sair na rua; mas estão cada vez menos frequentes, e é uma questão de tempo e de parar mesmo de lidar ou ligar para o que as pessoas dizem. Pessoas são más.

    Quanto ao meu preceito predileto é: Não tente ser legal o tempo todo, isso pode se tornar chato. <3

    Beijo no coração Vic!

  2. Camilla às 08:20

    A autora conseguiu equilibrar bem a narrativa que poderia ficar pesada devido ao tema ou boba devido aos "narradores". Não foi nem uma coisa nem outra. É um livro leve, mas com uma mensagem linda.
    O fato dos capítulos serem curtos dá muita agilidade. A leitura fica muito dinâmica, tanto que li em apenas um dia. Adorei que o livro é dividido em partes, com pontos de vista de vários personagens diferentes. Isso agrega muito à história. Sempre é bom conhecer todos os lados.
    Sobre a mensagem, não existe discussão: é um tema lindo que foi muito bem abordado. Foi impossível não derramar umas lágrimas. Não por ser triste e dramático, mas por ser simplesmente belo.
    Me encantei demais pela história!

    "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." ~ mantra para a vida!

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