02/52 Álbuns: o favorito da minha melhor amiga

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flamingo

Este post faz parte do desafio “52 Álbuns em 2015”, que consiste na indicação de um álbum por semana até a primeira semana de 2016. Para saber sobre o desafio e como participar, clique aqui. Acompanhe as resenhas do blog lendo a TAG “52 álbuns”. Para acompanhar as indicações dos outros participantes, entre no grupo do blog no Facebook.

O segundo item do desafio dos 52 álbuns envolvia uma segunda pessoa, no caso, minha melhor amiga. Esse item foi particularmente inspirado em todos os melhores amigos, já que conheci 99% deles por conta de paixões musicais em comum. E com a Bea, não poderia ser diferente. A gente se conheceu um pouquinho depois do show do Killers no Lolla, quando ela deu um like na foto dela com o Brandon que eu havia compartilhado no meu Facebook. Acabamos nos adicionando e nos aproximando ao longo das semanas, até que a gente formou um grupinho do amor entre fãs do Killers carinhosamente apelidado de “Jardineiras” (Brandon Flowers >> Flores >> Jardineiras ãhn ãhn), o que fez com a gente ficasse ainda mais próximas.

Quando fui perguntar para a Bea qual era o álbum favorito dela, meio que já esperava a resposta. E ela ainda tentou pensar em um outro álbum, para ninguém dizer que era marmelada, mas foi inevitável não citar algo relativo a nossa paixão em comum. Por outro lado, preciso confessar que achei ótimo, já que eu sempre falei muito de Killers por aqui e pouco sobre o trabalho solo do Brandon, essa seria uma ótima oportunidade de apresentar para vocês o outro lado do meu vocalista favorito e convidá-los a conhecerem um ~outro lado~ dele, ainda mais com o segundo álbum batendo na porta.

"Euzinha, Bea e umas migas fazendo figuração no encarte" *invejosos dirão que é montagem*

“Euzinha, Bea e umas migas fazendo figuração no encarte do Mozão” *invejosos dirão que é montagem*

Flamingo (2010) é o primeiro álbum solo de Brandon Flowers, front-man do Killers e mozão da minha vida. O vocalista, que já havia se consagrado como um dos ícones do indie rock da primeira parte da década de 2000, decidiu se aventurar em uma carreira paralela durante o hiato da banda após o fim da tour de divulgação do álbum Day & Age, de 2008.

Ao ouvir pela primeira vez o Flamingo, a sensação que eu tive é como se eu estivesse dirigindo em um desses carros conversíveis vermelhos antigos pela Las Vegas Strip, espaço aonde concentra-se as principais atrações da desértica cidade do pecado, sentindo uma leve brisa enquanto meus cabelos voam. Essa sensação fica evidente logo na primeira faixa, “Welcome To Fabulous Las Vegas”, em que Brandon presta uma verdadeira declaração de amor por sua terra natal e inspiração para boa parte de suas composições e vídeos.

A sensação continua na segunda faixa e single do álbum, “Only The Young”, que em muitos momentos remete a uma versão menos elétrica e mais madura dos dois primeiros álbuns da banda, Hot Fuss (2004) e Sam’s Town (2006). O clipe mostra o lado glamouroso de Brandon e remete bastante a atmosfera dos cassinos de Vegas, lembrando algo como um Frank Sinatra em uma versão indie e descolada.

A viagem pela Las Vegas Strip com Brandon narrando mais algumas histórias. Em “Hard Enough”, Brandon narra uma DR de um casal (“And this has been hard enough on you / I know it’s been hard enough on me / Been telling myself that I can roll with the changes”), que ganha mais intensidade com os backing vocals de Jenny Lewis, vocalista da banda indie Rilo Kileys. A história parece continuar em Jilted Lovers & Broken Hearts, que une elementos do tradicional country norte-americano com uma batida que por vezes lembra hits do Killers, como “Somebody Told Me” e “When You Were Young”. Uma das minhas faixas favoritas e hino desperdiçado, já que não virou single.

Uma das músicas que a Bea citou durante nossa conversa para sobre o 52 Álbuns é “Playing With Fire”, que é uma das músicas mais sensíveis do álbum, e eu concordo em muitas partes. Brandon declarou que esta música foi composta inspirada na relação com seu pai, provavelmente por conta da carreira e o fato da família ser mormom. No entanto, a letra nos permite sentir o coração bater mais forte e talvez encaixar na relação com nossos pais ou com pessoas que amamos. Talvez seja uma boa trilha para curtir uma fossa e chorar no cantinho ou abraçada com um pote de sorvete.

Depois do momento deprê, hora de voltar para as faixas animadas. O álbum segue com a pegada country apresentada anteriormente nas deliciosas faixas “Was It Something I Said?” e “Magdalena”, que certamente influenciaram anos mais tarde a faixa “From Here On Out”, do álbum comeback da banda, Battle Born (2012).

Entrando na reta final da nossa viagem pela Las Vegas Trip, vem o primeiro single do álbum, “Crossfire”. A canção nos deu uma boa prévia do que viria semanas depois, ao mesmo tempo lembrava o tom usado pela banda em “Sam’s Town”, além de uma letra tão linda que eu decidi que tatuarei um dos trechos dela em um futuro não muito distante. O clipe, digno de um trailler de filme de ação, mostra a gatézima Charlize Theron como heroína de Brandon em um cativeiro.

Embora a versão standard finalize com “On The Floor”, uma canção gospel com participação de um coral, e “Swallow It”, recomendo fortemente que você ouça as faixas presentes na versão deluxe, que reúne boas músicas tão boas quanto. Se “Playing With Fire” foi escrita para seu pai, a country “The Clock Was Tickin'” foi composta para a mãe de Brandon, que faleceu meses antes do lançamento do álbum. Apesar da batida animadinha, a letra é super triste (“And the weeks fly by and the years roll on / House is quiet now everything inside seems to know she’s gone / There’s a picture of you both sixteen-years-old kissing / That clock upon the wall… was tickin'”) e faz qualquer um chorar. De longe, uma das músicas mais emocionantes do álbum.

Logo em seguida, vem o hino desperdiçado “Jacksonville”, que poderia ter entrado facilmente no “Day & Age” por conta das batidas eletrônicas e teclados característicos do The Killers. O mesmo vale para a faixa que fecha deliciosamente a versão especial do álbum, “Right Behind You”.

Apesar das inúmeras semelhanças sonoras com o The Killers e Las Vegas figurando como sua principal inspiração, acredito que “Flamingo” seja uma excelente oportunidade de conhecermos melhor o lado músico de Brandon e suas influências musicais pessoais, que transitam entre o inesperado country e os já manjados post-punk e synthpop usados pelo Killers ao longo da carreira.

Ficha Técnica
Flamingo (2010)Spotify
Melhores músicas: “Jilted Lovers & Broken Hearts”, “Crossfire” e “Jacksonville”
Pior música (ou a menos menos boa): “Swallow It”
Não deixe de ouvir: “Right Between You” e “Welcome To Fabulous Las Vegas”
Por que você deveria ouvir?: se você curte Killers mas anda enjoado das músicas, ouvir o trabalho solo do Brandon é como ouvir uma versão revigorada da banda
Na escala de 1 a 5 Mozões, quanto vale “Flamingo”?

mozao

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11 comentários em “02/52 Álbuns: o favorito da minha melhor amiga”

  1. Caroline às 10:26

    Já salvei lá no Spotify … gosto do The Killers, acho que vou curtir o Brandon!
    Sobre o desafio, o cd favorito da minha melhor amiga … foi um que escutamos muito quando eramos novinhas :D haha

    Destination Anywhere – Jon Bon Jovi ?

  2. Maitê às 01:40

    Minha tatuagem é da Playing with fire: “I’ve got this burning belief in salvation and love”. Grande álbum. Não tô falando só porque eu amo o Florzinho. Ele é demais. :)

  3. Letícia Faria às 21:45

    OMG! Já me apaixonei pelo blog só de saber que a autora é fã de The Killers <3
    Gosto muito de The Killers, posso dizer que é a minha 2° banda preferida. Brandon também é uma paixão que só! Adorei a ideia de Jardineiras, haha!

  4. Memories às 10:44

    Boa indicação!

  5. Chell às 07:29

    Nunca tinha ouvido, vou correr atrás aqui, afinal você der 4 mozões e meio hahaha

  6. Gih às 20:04

    Acho que quem critica ‘Flamingo’ não captou a essência do Brandon, porque esse álbum é tão autobiográfico, remete tanto à família, religião e Las Vegas, que quem é fã dele só pode amar esse trabalho solo. Sobre as faixas: amo ‘Swallow It’ porque tem duplo sentido (pelo menos na minha mente pervertida), acho ‘Welcome To Fabulous Las Vegas’ entediante e choro horrores com ‘The Clock Was Tickin’. Confesso que estou apreensiva com o lançamento do novo álbum, a declaração que ele ‘está saindo da zona de conforto” me preocupa, aliás, ele nunca me pareceu estar confortável em qualquer momento de sua carreira. Amo essa estranheza dele.

  7. Ronaldo Santos às 16:48

    Não conhecia esse rapazinho não! Mas já salvei no Deezer para escutar depois…

    Ótimo desafio. Bom para conhecer novos sons!

    Estou curtindo.

  8. Kah Souza às 09:28

    Eita homi maravilhoso!
    AMO AMO AMO crossfire <3
    Foi a primeira música que ouvi do trabalho solo do Brandon, que tb me foi apresentada por uma amiga!
    Hahaha

    Beijo.

  9. Bijou às 23:39

    Sempre ouço falar dessa banda e nunca paro pra escutar, não sei porquê. Acho que é porque eu tenho preguiça de quase todo som atual, mas já que a proposta dos 52 álbuns é também (e principalmente) ouvir coisas novas, tô me forçando a ouvir tudo o que o pessoal tá indicando e tô me surpreendendo com a quantidade de coisas que tô curtindo! Vou ouvir esse álbum e ver de qualé, mas o povo elogia tanto que aposto que vou gostar! Já gostei dessa Crossfire!

    Beijos!
    http://www.baudabijou.com.br

  10. Eduarda Barbosa às 23:27

    Nossa ele canta muito bem! A voz dele é uma delicia de ouvir, mds, acho que estou me apaixonando.

  11. Janice às 23:00

    A sua BFF não poderia ter escolhido melhor, amo esse álbum <3
    Escolher a música preferida não é fácil, mas eu tbm tenho como preferida Jilted Lovers & Broken Hearts da versão standard e tbm Magdalena, e da versão deluxe gosto mais de Jacksonville, não resisto a synthesizers.
    Resenha muito bem feita e completa, esperando ansiosamente pelas outras :)

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