05/52 Álbuns: sempre lembram de mim quando escutam

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Este post faz parte do desafio “52 Álbuns em 2015”, que consiste na indicação de um álbum por semana até a primeira semana de 2016. Para saber sobre o desafio e como participar, clique aqui. Acompanhe as resenhas do blog lendo a TAG “52 álbuns”. Para acompanhar as indicações dos outros participantes, entre no grupo do blog no Facebook.

O quinto álbum do 52 Álbuns era, de fato, um desafio: perguntar para meus amigos qual álbum fazia eles se lembrarem de mim. O objetivo aqui era mais surpreender do que ser algo, digamos, óbvio. Primeiro, pensei em perguntar para dois grupos distintos de amigos, mas achei que a opinião ficaria sugestionada ou a Killers ou a Britney. Daí resolvi soltar a pergunta no meu perfil do Facebook que eu reúno estes e outros grupos de amigos (e nem tão conhecidos assim) e cheguei ao meu objetivo -que, diga-se de passagem, foi muito além do que eu esperava.

Entre escolhas mais óbvias e outras nem tanto assim, que iam de Killers à Só Pra Contrariar, uma maioria esmagadora citou o Spice, das Spice Girls. Fiquei muito feliz com o resultado por vários motivos. O primeiro é que eu era muito fã das Spice, a ponto de ter fã-clube, pasta e brincar de grupo cover cásamiga. O segundo é que eu conheci boa parte das minhas amigas da adolescência por conta das Spice, seja por troca de cartas, seja por afinidade entre colegas do colégio. E o terceiro foi o tanto de coisas que eu aprendi por conta delas e como isso influenciou na minha vida até hoje -mas isso é tema pra outro post que vocês vão ler em breve por aqui. Isso sem falar do meu amor pela Inglaterra (juro que quando eu fui pra Londres chorei quase todos os dias por realizar este sonho digno de fã das Spice!) e na influência que a Mel C teve até na hora de fazer meu primeiro piercing (risos). Isso sem falar na pequena coleção de coisas que eu guardo até hoje com muito carinho, dos VHS oficiais à Polaroid e a barbie da Geri, compradas recentemente graças ao eBay.

Conheci as Spice de uma forma um pouco diferente da maioria das pessoas -e nem foi pela música. Era final de 1996 e, em uma das edições da Capricho, eles falaram sobre uma banda inglesa formada por meninas e uma das integrantes tinha o mesmo nome que o meu. Dai fiquei curiosa por conta da minha xará e consegui encontrar, no comecinho de 1997, o CD delas no departamento de música do Mappin (história mais anos 90, impossível). Acabou que eu trouxe o CD pra casa, me apaixonei pelas músicas, comecei a colecionar coisas sobre elas, montei um fã clube e até apareci no caderno infantil do Diário do Grande ABC falando sobre ele uns meses depois.

O mais curioso é que, no final das contas, a Victoria não virou minha Spice favorita, e o posto era dividido entre a Geri e a Mel C (e no ~grupo~ cover dazamiga eu fui primeiro a Mel C e depois a Geri, inclusive com cabelo vermelho e tudo mais que ficou ô, uma bosta). Apesar disso, durante muitos anos como fã das Spice, muita gente achava que meu nome era fake por causa da Victoria Beckham ou que eu tinha acrescentado o “C” para ficar igual o dela -mas meu nome é Victoria mesmo, tá no RG, com C e sem acento.

GIRL POWER, AMIZADE E MUITO AMOR PELA TERRA DA RAINHA <3

Falta uma girl band que una todas as tribos como foram as ~~~~~~Space~~~~~~ Girls

Bom, mas voltando ao que interessa. O Spice (1996) é o álbum de estreia das Spice Girls e cravou sua marca na história da música pop, não só dos anos 90, mas de todos os tempos. Primeiro pelo fato de ser uma banda pop formada por meninas, mais ou menos nos moldes do que foi o New Kids On The Block no começo da década. Segundo porque elas faziam uma música pop, com pitadas de R&B, o que era algo novo e inovador para o mercado fonográfico até então. E em terceiro, e talvez característica mais marcante, o feminismo sendo abordado nas atitudes e letras da banda.

A primeira prova disso aparece na primeira faixa do álbum e single de estréia das meninas, “Wannabe”, em que elas elencam as qualidades que o boy tem que ter se quiser ter um relacionamento com uma garota como elas, inclusive se dar bem com os migos e migas. E daí tiramos a primeira lição de vida importante: a outra parte do relacionamento precisa aceitar nossos amigos, porque amores passam, amizade é pra sempre (ou ás vezes).

Não satisfeitas em arr%mbarem a música pop, elas vieram e esfregaram o segundo single na cara da sociedade, “Say You’ll Be There”, uma das minhas músicas favoritas da banda até hoje. Na biografia da banda, Mel B diz que a letra fala sobre companheirismo dentro de uma relação, seja de amor ou entre amigas. E o que dizer deste clipe icônico e desértico, meio “Thelma e Louise”? Muita maravilhosidade, muitos lives no Deserto, migos!

Tá poco hit, manda mais? Foi assim que as Spice lançaram o terceiro single do álbum, a baladinha “2 Become 1”. Hino dos primeiros mozões da adolescência, pra dançar coladinho no bailinho e fazer corações no caderno com o nome do mozão, a música relata uma relação sexual romantizada (chora Christian Grey). Diz a Mel B que a música tem uma mensagem sobre sexo seguro, porém, tá aí uma coisa que eu nunca consegui interpretar na música (mas se ela falou, tá falado).

O álbum segue com dois hinos desperdiçados. A primeira, “Love Thing”, tem toda uma vibe pop-chiclete made in England -certamente um dos não-singles favoritos dos fãs. Já “Last Time Lover” tem uma batida R&B 100sual e rebolativa, tão desperdiçada que sequer fez parte de algum setlist de shows em toda carreira da girlband.

Os dois singles seguintes foram lançados praticamente em conjunto e na mesma época. O primeiro, “Mama”, foi uma homenagem as mães das cantoras e ganhou um clipe fofucho com a participação das mesmas, fotos de quando elas eram pequenas e representação de crianças fazendo cover das Spice. Fofurinha <3

Já o segundo single dessa série foi o icônico “Who Do You Think You Are”, um dos maiores hits da banda até hoje. O clipe ganhou também uma segunda versão em parceria com o Comic Relief, uma fundação que arrecada fundos para acabar com a fome em países como a Etiópia. Nesta versão, humoristas criam uma versão das Spice e contracenam com as próprias.

O álbum segue pra reta final com influências de R&B em “Something Kinda Funny” e a excelente “Naked”, faixa que as próprias Spice definem como a sensação de entrar em uma sala nua e ser observada por pessoas estranhas. Para fechar com chave de ouro, o R&B volta a se encontrar com o pop-chiclete-britânico na ótima “If U Can’t Dance”, que é a cara da banda e do pop dos anos 90.

Ouvir o “Spice”, para mim, é como se fosse uma viagem no tempo, recordando todos os momentos e lembranças que eu tive nesta época da minha vida. E, ao mesmo tempo, ver como o álbum foi visionário e que as músicas nunca se tornarão velhas ou datadas, como muitos hinos do pop atual. Para amar ontem, hoje, amanhã e sempre <3.

Ficha Técnica
Spice (1996)Spotify | Deezer
Melhor música: “Say You’ll Be There” e “Who Do You Think You Are?”
Pior música: desculpa, mas não consegui escolher nenhuma Não deixe de ouvir: “Love Thing” e Naked”
Por que você deveria ouvir?: é um marco da música pop e patrimônio dos anos 90. Diz que gosta de 90s e não gosta das Spice? POOOOOOOOSER!
Numa escala de 1 a 5 Geris de Raiz vale o Spice?
GERI

Clique aqui para acompanhar todos os posts do “52 álbuns para ouvir em 2015”. Tem algum álbum para indicar para as próximas fases do desafio? Então deixa nos comentários ou sugere no grupo do blog no Facebook. Para acompanhar as indicações de outros blogueiros este tema do desafio, vemk. :)

PS: esse é o tema da semana passada e sim, atrasei

27 comentários em “05/52 Álbuns: sempre lembram de mim quando escutam”

  1. Mariana às 11:57

    Victoria,

    Conheci seu blog hj e foi amor à primeira vistaaa!
    Muito amor principalmente pelas mixtapes!
    Parabéns!!!

  2. Julia às 23:08

    Som da minha infância, um clássico!

    http://wishingpink.blogspot.com.br/

  3. Grazy às 10:41

    Que delícia de post! Ameii escutar as músicas e lembrar das minhas amigues! ?

    Bjinhos

  4. Nat às 08:22

    Tô apenas MORRENDO pra começar logo essa tag, acho que hoje já faço o primeiro post (atrasada).
    Esse álbum é apenas SENSACIONAL <3

    http://www.tendamagica.com

  5. May às 14:42

    Eu era pequena quando as Spice faziam sucesso, mas lembro que adorava aquele pirulito com pozinho que tinha a cara delas na embalagem! UAHSUASHAUSHAUSS

    Beijão,
    May :*

  6. Camilla Marques às 11:29

    Oi Victoria quase chorei lendo esse post! Eu sou fã das Spice até hoje!! Essa semana fez 18 anos que elas fizeram aquela apresentação icônica no Brit Awards, então meu nível de saudosismo está altíssimo. Esse álbum é todo excelente e exerceu também uma grande influência na mina vida! enfim, adorei o post, perfeito! bjs

    De Coturno & Spikes

  7. Fábio Rodrigues às 19:39

    Gente, eu acessava o borboletando quando tinha uns 16 anos, e olha como isso tá?? Maravilhoso! Adorei ter lembrado desse blog, voltarei a acompanhar, está tudo lindo! Parabéns!

  8. Rodrigo às 17:44

    ÁLBUM MARAVILHOSO!!! Não pulo uma faixa sequer ? Melhor girlband ever!

  9. Malu às 12:32

    Oi Vic! Comentário mega aleatório: Amo seu blog, to sempre por aqui!
    Eis que hoje recebo um email seu do trabalho! Nossos trabalhos se cruzaram por email hahahaha
    Uhul! Bom saber que estamos conectadas paralelamente hahaha
    Beijos <3

  10. Mila às 15:12

    Cara! Spice Girls marcou minha vida. Ouço até hoje, canto junto, adoro! Preciso colocar pra minha filha ouvir e já ir aprendendo as letras pra cantar comigo.
    Dia desses tive que colocar no lixo uma VHS que tinha o show delas que a Globo transmitiu acho que em 1998 ou 1999. Gravei da TV, maior trabalho cortar os intervalos e não perder nada, tava perfeita a gravação. Uma pena, mas não tenho mais vídeo e a fita estava embolorada. =(

  11. Fernanda Rodrigues às 22:51

    Vic, que delícia é ler este post.
    Como há gente no planeta que não goste das Spice, eu não sei. Sei que elas fazem uma puuuuuuuuuuta falta e eu queria demais que elas voltassem (pense na miga surtada com a apresentação do fim das olimpíadas). Eu me sentiria orgulhosa de ser lembrada por este álbum! :D

    Um beijo!

  12. Bianca às 13:02

    Se tem uma música que me deixa feliz é Wannabe, mas confesso que essa é a única que eu conheço delas. Foi muito legal poder ouvir outras canções, mesmo que não seja muito o meu estilo.
    Aliás, o projeto dos 52 álbuns foi muito criativo. Estou acompanhando os posts muito animada :)
    http://www.naogostodeunicornios.com

  13. Neli Carpinter às 22:08

    Olá!
    Como é gostoso relembrar as Spice Gilrs! Amei ouvi-las de novo!
    Bjus

  14. Renata Carvalho às 21:39

    Que nostalgia é ler esse post, muitas lembranças e saudades. Os anos 90 marcou minha infância e claro que eu curti muito as Spices Girls. Também costumava forma essa girlband com as primas. Eu achava que devia ser a Emma por ser a única loira, mas minha prima queria ser ela também, no fim resolvi mudar e ser a Geri e sou feliz com essa escolha até hoje, hahahaha.

    Beijos!

  15. Mila às 10:25

    VIC, obrigada por esse post recheado de vida.
    Spice me lembra tanta coisa boa… tanto poder, sério. Só quem conhece mesmo sabe qual o sentimento. Numa época em que nós meninas sofríamos com tanta coisa, apareceu essas maravilhosas. Olha, só sei sentir.

    E ó, brigada pela citação sobre o Mappin, me senti representada. <3

  16. dri chaves às 10:03

    Ha, Spice definitivamente não faz parte da minha vida, tanto que até agora eu tô confusa: é Mel C ou Mel B? Ou são duas Mel? HAHAHA (acho melhor dar uma googada). De todas mesmo eu só conheço a Victoria e por causa do Beckham. Ok, então eu deveria ficar caladinha aqui no meu canto, mas é que é tão legal ver essa identificação que algumas pessoas tem com certas bandas e cantores que fica meio irresistível. Tô acompanhando aqui, mesmo sem entender muita coisa e aprendendo um tiquinho também, vez em quando.

    P. S: Todo mundo sorrindo e a Victoria com carão, vish!

  17. Vera às 11:07

    Apenas gostaria de ressaltar essas baladas incríveis que tocam ‘Spice’ inteirinho nax fexta tudo! <3

  18. Memories às 10:20

    Amei o post e as músicas!

  19. Heloisa às 09:25

    Que post incrível…
    eu também era louca pelas Spice, a ponto de ter as paredes do meu quarto inteiramente forradas com pôsters delas.
    E olha a coincidência: minha preferida era a Geri mas também alternava com a Mel C, haha.

    aaaah, volta anos 90!

  20. Conrado Cooper às 13:48

    Duas palavras: ME ABRAÇA!

  21. Aline Bitencourt às 13:21

    Noooossa relembrei muitas músicas delas nesse post. Gostava muito das Spice. Mas os boymagia da rua de trás eram meu favoritos do mundo todo…kkk. Eu e minhas amigas tínhamos cada uma seu favorito. O meu era o Brian…ai ai. So so soooo sad por não ter ido ao show que eles fizeram em sampa naquela época. Até hoje escuto as música e sei de cor as letras…

  22. Caio às 22:40

    Como não ama-las?!

  23. BA MORETTI às 21:14

    meudeux minha adolescência

  24. Mareska às 20:06

    NAKED MELHOR MÚSICA DO CD <3

  25. Ludimara Souza às 17:36

    Tenho Wannabe no mp4 e sempre escuto quando estou em uma vibe Girl Power haha

  26. KARIN BEZERRA DE OLIVEIRA às 17:01

    Como não amaaaaarrrr!!!!
    Corri para ouvir o álbum depois que li esse post (e estou ouvindo agora, hehehe!)
    Bateu saudades
    Quem foi adolescente nos anos 90 e não ouviu Spice Gilrs, não sabe o que é felicidade!
    E Geri, é o símbolo máximo de Girl Power!!!

    Estou amando essa série de posts e acompanhando toda semana!!!
    Beijos!!!

  27. Alê às 13:59

    Trocaria facil Mama e Who do you think you are por clipe/single de Last Time Lover e Live Thing! <3

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