Teve Lolla em 2015, sim. E foi lindo!

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lolla2015

Dai que eu fui no Lollapalooza Brasil 2015. Meio no acréscimo do segundo tempo, mas eu fui e se não tivesse ido a uma hora dessas, exatamente 1 semana depois do festival, estaria morta de arrependimento ou chorando no cantinho de tanta mágoa.

Esse foi o primeiro ano que eu demorei para me empolgar com o Lolla e não faltaram motivos para isso. Primeiro que o lineup era bem fraco em comparação aos anos anteriores e, na minha concepção, bem 8 ou 80 -ou tinha coisas que eu queria muito ver, como o Smashing Pumpkins e o Foster The People, ou coisas que eu não gostava/simplesmente não conhecia. Em segundo porque Interlagos é longe para dedeu e, como se não bastasse isso, a distância entre os palcos dentro do festival é enorme (alguns palcos chegam até 3km!) e um tempo de intervalo entre shows ridículo, o que faz com que você seja obrigado a priorizar o que ver ou tirar no palitinho caso eles aconteçam na mesma hora. E aí entra o terceiro problema: nem tudo o que você quer ver é o que seus amigos também querem ver e na condição de única pessoa emo-gótica-suave-vampira-roqueira do rolê, ia ter que ver aos shows sozinha -o que venhamos e convenhamos, faço em último caso porque acho chato demais.

Mas parece que o jogo virou mesmo e meu Lolla que tinha tudo para ser um fiasco foi maravilhoso e inesquecível. A saga do Lollaweekend 2015 começou no sábado a noite bem longe do Autódromo à convite da Sempre Livre, para conferir o Lollaparty do Foster The People. Independentemente de ir no domingo, eu já estava considerando fortemente a possibilidade de ir ao sideshow dos moços porque eu queria ver a performance deles de perto e fugir do tumulto que seria formado no show de domingo no Festival. E olha, preciso dizer que o convite veio em boa hora e a decisão de ver o show deles, certeira: casa pequena e de quebra, consegui um lugar estratégico longe da muvuca e ao mesmo tempo do ladinho do palco, com direito a Mark Foster tocando teclado e guitarra na minha cara. Melhor lugar, sim (x) com certeza (x)?

Eu, que comecei a gostar de Foster depois do boom deles (sim, comecei a curtir eles tem uns 2 anos hahaha!) fiquei surpresa com a qualidade do show e saí com vontade de acompanhar mais de perto o trabalho da banda (e juro que nem é só pelo Mark Foster, novo mozão platônico indie). Me diverti hororres, cantei todas as músicas, vi tudo de pertinho e ainda consegui voltar de boas (e sem estar cansada) para casa. Se dependesse de mim, todas as bandas do Lollapalooza fariam shows dias antes em casas pequenas para que a gente possa de fato curtir o show e não só a vibe de festival #idades #velhices.

Já no domingo, foi dia de ir para o Autódromo a convite da Pepsi e curtir o Lollapalooza, agora no meio da muvuca. Como fui com uma amiga que também queria ver as mesmas coisas que eu, combinamos de ir mais no final da tarde para ver mais um pouco de Foster The People (só que dessa vez, de longe :~) e, principalmente, o Smashing Pumpkins.

Foto por I Hate Flash para Lollapalooza Brasil

Foto por I Hate Flash para Lollapalooza Brasil

O Smashing Pumpkins foi uma das primeiras bandas de rock que eu comecei a curtir, junto com o Garbage e o Hole, tornando-se uma das minhas trilhas sonoras favoritas da adolescência e que eu tenho um carinho super especial até hoje. Nunca tinha visto a banda ao vivo, apesar de uma passagem deles bem contraditória e duramente criticada no Planeta Terra 2010 e que me fez ficar menos arrependida de não ter ido na ocasião. Quando eles anunciaram a participação no Lolla, fiquei entre ir pela realização de ver uma banda que eu adoro ao vivo e não ir com medo de destruir as boas lembranças que eu tenho da banda com um show ruim, como já aconteceu com o Kings Of Leon no SWU (pior show da minha vida, de vdd). O fator decisivo para decidir ir ao festival para vê-los foi depois de assistir a excelente performance completa da banda no Lolla Chile, que me convenceu a ir e aproveitar essa pode ter sido minha última chance de ver uma das bandas que marcaram minha vida em atividade.

A experiência de ver o Smashing depois de 16 anos foi uma das coisas mais incríveis e intensas que eu já vivi nesses 29 anos de vida, mais ou menos a que eu senti quando vi o Garbage no Planeta Terra 2012 depois de 15 anos de espera. É como se o show tivesse me teletransportado de volta para meus 13/14 anos, quando comecei a ouvir as primeiras bandas de rock alternativo e ovacionar Billy Corgan por ter escrito duas das minhas músicas favoritas da vida, “Tonight Tonight” e “Disarm”. Como se não bastasse tudo isso, este show tinha um toque todo especial: a participação do Mark Stoermer, baixista do Killers, como integrante ~suplente~ da banda exatamente dois anos depois do Lolla 2013. Coincidências? Acho que não.

Lágrimas e arrepios definem o que eu senti quando vi o Smashing Pumpkins ao vivo. Apesar de não ter me empolgado por este Lolla da mesma forma que eu me empolguei nos anos anteriores, preciso admitir que o fato de ter visto as duas bandas que eu queria ver de perto e escutado algumas das minhas músicas favoritas da vida ao vivo, bem na minha frente, compensou todas as incertezas deste lineup e o cansaço de ter que ir até Interlagos. E eu pudesse dar um conselho, ele seria: assista aos shows das bandas que você ama e tenha a oportunidade de ouvir suas músicas favoritas ao vivo. É uma experiência indescritível e você nunca mais irá ouvi-los de outra forma <3. Estou há 7 dias consecutivos ouvindo o “The Mellon Collie And The Infinite Sadness” e o “Siamese Dream” em looping eterno e com os olhos cheios de lágrimas cada vez que eu lembro que eu ouvi essas músicas que marcaram tanto minha vida ao vivo. Inclusive, toda vez que eu tiver em dúvida se devo ir ou não em um shown depois desta experiência, me lembrarei disso :].

Mais uma vez, obrigada Sempre Livre e Pepsi pelos convites e por terem proporcionado estes momentos inesquecíveis. E Lolla, nos vemos em 2016 (e pfvr, volte para o Jockey e traga o Killers, Brandon Flowers e o Garbage flw vlw).

Brandon Flowers e uma passsagem só de ida pros anos 80 em “Can’t Deny My Love”

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cantdenymyloe

Tô sumida? Tô. Esqueci o 52 Álbuns? Não, inclusive, essa semana desencanto do último post que tá preso no rascunho há quase 1 mês. Mas vim falar de coisa boa? Na verdade vim pra falar de coisa excelente e, quiçá, a melhor notícia do mundo. E sim, é claro que envolve ele, muso deste blog e mozão platônico da minha vida, Brandon Flowers, e seu novo trabalho solo. Ou seja: vai ter muito post, sim, e se reclamar, faço post sobre ele todo dia.

Bom, enquanto o Killers está em merecidas férias depois da tour de divulgação do álbum “Battle Born” e da coletânea ‘Direct Hits” (aka Hiatus Tour), os integrantes aproveitaram a folga para trabalhar em seus projetos paralelos. Junto com o anúncio da pausa em 2013, Brandon também contou que começaria a trabalhar em seu segundo trabalho solo porque né, o mundo não para e ele tem três filhos para criar, precisa garantir o leitinho da criançada. Foram meses de expectativa em torno do novo trabalho e sobre o que poderíamos esperar dele e, uma das poucas informações que tínhamos sobre, era que estava sob produção de Ariel Rechtshaid, responsável por alguns dos hits de outras bandas que amamos como HAIM, No Doubt e Vampire Weekend. Pouco depois, com o trabalho em andamento, Brandon revelou que Ariel o tirou da zona de conforto e que o álbum soaria como uma combinação explosiva de “calor, Pepsi e óculos de sol”, o que, para mim, deveria soar como o terceiro álbum de estúdio do Killers, “Day & Age” (se você nunca ouviu, ouça, pq é maravilhoso!). E tudo o que eu queria era Brandon menos coxindie e mais ousadia & alegria, se é que vocês me entendem.

Segura esse blazer de onça dourada e esse hino, migos!

Segura esse blazer de onça dourada e esse hino, migos!

O que eu não esperava é que, de fato, o álbum seguisse não só a linha de “Day & Age”, mas que também trouxesse elementos da new wave e synthpop dos anos 80. A primeira amostra disso vem na excelente “Can’t Deny My Love”, que apresenta um Brandon completamente diferente do que nós conhecíamos mas ao mesmo tempo, muito próximo de suas referências musicais pessoais, como New Order e Bowie, já ficaram evidentes em diversos momentos da carreira do Killers, como no álbum de estréia “Hot Fuss”, e também, em faixas posteriores como a maravilhosa “Deadlines And Commitments”, presente no “Battle Born”. Ficou curioso? Então tire pouco mais de 3 minutinhos para ouvir a palavra de Deus dando o play logo abaixo:

“Can’t Deny My Love” faz parte do álbum “The Desired Effect” que será lançado em 18 de maio. Além deste samba da geração, a versão standard do álbum deve conter 9 outras faixas e que, de acordo com a NME, deve contar com a participação do Pet Shop Boys e do HAIM. Ou seja: vai ter muito forninho despencando, sim!

Tá pouco Brandon? Então fica com o show do mozão no festival “Vivo Latino”, realizado na semana retrasada, e que também contou com uma performance especial de “Can’t Deny My Love”. E para quem ainda não conhece o trabalho solo dele, vai ler minha resenha do 52 Álbuns sobre o “Flamingo”.

Em tempo: 52 Álbuns não acabou, tá gente? Pelas próximas semanas, vai ter euzinha postando várias resenhas que estão pendentes para correr atrás do tempo perdido. Para quem ainda não leu minhas sugestões, pode acompanhar neste link!

Mixtape #57 – Girl Power!

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mixtape57capa

Depois de um pequeno sumiço por aqui, nada melhor do que voltar a rotina de publicações com uma Mixtape 9nha saindo do forno, não é mesmo?

Para abrir o mês de março e a semana das mulheres, nada melhor do que homenagear algumas das musas que nos inspiram dia após dia com uma Mixtape reunindo hinos do pop de todos os tempos, incentivando o empoderamento, exaltando o poder feminino, desmistificando e encorajando outras mulheres a levantarem a bandeira do feminismo. Obviamente faltou muita coisa, mas a seleção é de coração e cheia de “girl power” para embalar a sua semana. Mulheres, deem o play e uni-vos. Meninos, vocês também podem dar o play, ok? :p

mixtape57lista

Gostou e quer levar com você? Então baixe a versão editada aqui ou sincronize a playlist em seu Spotify ou Deezer. Para ouvir todas as Mixtapes que já passaram por aqui, clique aqui. Quer sugerir um tema? É só falar nos comentários ou contar para mim lá no grupo do blog no Facebook.

Ah, importante: não abandonei o 52 Álbuns tá? Tô bem atrasada, mas essa semana e a próxima vai ter combo de posts para correr atrás do prejuízo. Enquanto isso, você pode ver os outros álbuns que já passaram pelo desafio clicando aqui.