Mixtape #48 – Party like it’s 90s

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Não tem jeito: por mais que a gente acorde animado e de bem como a vida, segunda-feira sempre será segunda-feira e sempre terá aquela cara de ressaca do final de semana. Principalmente D-E M-A-N-H-í, com aquele gosto amargo de que a semana só está começando. E esse é um dos motivos que eu sempre publico as mixtapes às segundas: melhorar um pouco o humor dos leitores aqui do blog :D.

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A Mixtape #48 é para compensar a anterior, que era mais ~relax~ e ideal para ajudar na concentração e no foco no trabalho/estudos. E o tema é não só o meu favorito, mas também de grande parte dos leitores do blog: anos 90. Já fiz mixtapes de rock, de dance, de p-o-p, mas nunca tinha colocado tudo junto no mesmo balaio. A seleção dessa semana começa com Nirvana, passa por Double You e finaliza com Aguilerinha começo-de-carreira-catfight-cá-Britney. Pra ouvir e amar como se você estivesse em uma festchinha de garagem no ano de 1999.

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Gostou dessa mixtape? Para baixar, clica aqui. E para ouvir todas as outras que já passaram para o blog, vem pra cá. Tem alguma sugestão de mixtape? Deixa nos comentários ou compartilha no grupo do blog no Facebook.

Giro da Blogosfera #12

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Sim, eu voltei domingo passado. E advinha quem voltou girando, e para ficar, nesse domingo?

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Essa semana foi mega rica de posts incríveis e confesso que foi bem difícil chegar nesses 9 -se eu pudesse, indicaria uns 50. Nesta semana, temos posts sobre o #StopTheBeautyMadness, o caso dos vazamentos das fotos da JLaw, feminismo, sororidade, posts sobre amor para encher nosso coraçãozinho peludo de alegria, inspirações e uma receita sem lactose para é intolerante/alérgico ao leite. Um post melhor que o outro e que valem o clique!

A Bia fez um post incrível sobre feminismo, stopthebeautymadness, vazamento das fotos íntimas da JLaw e sororidade. Vale a leitura! Texto impecável do Murilo Araújo para o Vestiário sobre o que Inês Brasil tem a nos ensinar, graças a Deus! Paulinda maravilhosa dando dicas de bons sons dos mares gelados da Escandinávia! Érnica mais uma vez mandando muito bem nos textos e traduzindo o sentimento que muitos de nós sentimos <3 Pensando em dar uma cara nova pro seu cantinho? A Camila dá uma dica simples e que faz toda a diferença! A Gabi fez um post mostrando o projeto A Jana Rosa fala sobre as delícias e dificuldades de cair no mundo sozinha A Rê Vitrola me mandou esse link e já quero testar *o* Post IMPECÁVEL da Stephanie Noelle sobre fotos nuas, porn revange e sororidade, um complemento do excelente post da Bia. Vale a leitura! Image Map

Tem uma dica de post para o giro da semana que vem? Manda nos comentários ou compartilha comigo no grupo do blog no Facebook! :)

Parem com essa paranoia da beleza. Sério!

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Não vou mentir: sempre tive uma relação conturbada com a minha auto-imagem. A verdade é que, durante longos anos, lutei em busca de algo que eu não sou e jamais serei. Durante anos sonhei em ser baixinha, magrela, nada de peito, de bunda e da perna fina. Mas não era um sonho meu: eram um sonho dos outros que eu achei que deveria realiza-los. Era o sonho da minha professora de ballet que dizia que eu era muito alta para o resto da turma quando eu tinha 10 anos e 1m63. Era o sonho das pessoas que estudavam comigo aos 11 anos, em que as meninas ainda iam para a escola sem sutiã enquanto eu usava um sutiã 42. Era o sonho da minha mãe, que achava que eu tinha que emagrecer para usar calça cintura baixa. Era o sonho das minhas melhores amigas da adolescência, que usavam manequim 38 e almejavam um 34/36, enquanto eu usava 40/42 e me sentia a mais gorda das criaturas aos 15 anos, 1m70 e 62kg. E era o sonho de todos ao meu redor que eu fosse menininha, delicadinha, meiguinha, quando na verdade sempre fui desastrada e estabanada, sobretudo, por conta da altura (hoje já aceitei que é um traço da minha personalidade mesmo).

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Crescer nos anos 90 e comecinho dos 2000 teve seu lado bom e também, seu lado ruim e cruel. Se hoje existem milhares de bandeiras hasteadas nos dizendo que temos que nos aceitar como nós somos, naquela época isso era algo absolutamente raro. Na verdade, era ao contrário: dizer que gostava do que via no espelho era quase um pecado e você automaticamente ganhava o apelido de “tassia-achando” ou era considerada como metida e esnobe. E que eu, sem fazer parte do “padrão” que “eu” sonhava, comecei a admitir que eu era feia. Se as pessoas me elogiavam, diziam que elas eram cegas e eu era feia. Foi uma forma que eu encontrei de balancear minha “ausência de beleza” para parecer ser legal para as pessoas e poder chamar a atenção de outro jeito, ainda que eu estivesse me massacrando por dentro. Nessa época, ser modelo era a profissão dos sonhos e as revistas para adolescentes não falavam sobre outra coisa -e você poderia não querer ser, mas era induzida a parecer uma. A lógica do peso era a seguinte: no mínimo 20kg a menos do que os centímetros da sua altura. Por anos, sonhei em pesar 45kg, na minha cabeça perfeitos para o meu 1m70. Dietas malucas, ginástica em casa com os vídeos da Solange Frazão… tudo em vão.

O fato de eu ter criado uma “baixa auto-estima de estimação” nunca me impediu de gostar de me arrumar, de comprar roupas ou de usar maquiagem, pelo contrário: me ajudou a criar uma casca de antes (~~~~feia~~~~) e depois (~~~~arrumadinha~~~~). O problema é que chegou num nível que eu só me sentia bem quando estava maquiada e a ideia de sair de casa sem pelo menos uma base ou corretivo de casa era aterrorizante –mesmo com os vários anos de tratamento contra acne, algumas manchas ficaram misturadas as minhas sardas de sol, isso sem falar nas minhas olheiras e alergias de contato.

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Precisei de alguns anos aprendendo a lidar com a minha insegurança e minha baixa auto-estima para superá-la e, sendo sincera, ainda tenho um bom caminho pela frente. É um processo longo, uma coisa que nós vamos construindo dia após dia, até percebemos que o que é importante é nos sentirmos a vontade com a gente mesmo, e não para os outros. Afinal, quem carrega essa pele e se olha no espelho todos os dias não são as pessoas ao nosso redor, e sim nos mesmos. Se alguém está definindo como você deve ser, é porque tem algo de MUITO errado.

Nesta minha caminhada, já aprendi duas coisas importantes. A primeira é que, o fato de me sentir bem comigo mesma não impede de mudar o que me incomoda ou de recorrer a outros artifícios, como a maquiagem, dieta ou tratamentos estéticos, desde que seja uma mudança por motivos puro e simplesmente pessoais, e não externos. A segunda é que as minhas escolhas só importam à mim mesma, sobretudo, quando o assunto é aparência. Já tinha falado um pouco sobre isso neste post e devo reforçar que não existe nada mais libertador do que ser você mesma.

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Foi por estes e outros motivos que eu abracei a campanha do #StopTheBeautyMadness antes mesmo da Ari ter me convidado para publicar minha foto sem maquiagem. Nem todo mundo admite para si mesmo que é afetado por estes milhares de padrões de beleza e conduta, e muitas vezes, é por não perceber como isso o afeta. Desde que a campanha chegou por aqui, li alguns comentários dizendo que “só é afetado quem se deixa afetar” ou que é uma hipocrisia mulheres que usam maquiagem diariamente, sobretudo as ligadas em blogs de beleza e maquiagem, estarem aderindo a campanha e postando fotos sem maquiagem ou incentivarem outras mulheres a deixarem a maquiagem de lado, tudo isso em meio a tantos comentários positivos sobre a iniciativa e muitos depoimentos de pessoas que se sentem afetadas por estes padrões. Isso sem falar que com o passar dos dias e do crescimento da campanha, a proposta tem sido distorcida: se por um lado muitas meninas estão passando a mensagem para frente e incentivando amigas e seguidoras a fazerem isso, outras tem colocado isso como uma aposta valendo um prêmio, como se um rosto lavado e real fosse um castigo -e indo contra justamente, a proposta da campanha.

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