Receita: picolé de Negresco (sem leite!)

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Já chegou verão, calor no coração -e aonde quer que a gente vá. E nessa época do ano confesso que não consigo pensar em outra coisa a não ser beber e comer coisas geladinhas e refrescantes como chás, sucos, saladas e sorvetes.

Este verão foi oficialmente o meu primeiro sem qualquer derivado de leite. Já contei no blog minha relação com o leite em outros posts e, embora seja diagnosticada como intolerância a lactose desde pequena, insistia em tomar sorvetes industrializados convencionais (e arcando com as consequências). Com o diagnóstico da APLV e de entender os riscos que o consumo pode trazer no futuro, decidi levar a dieta sem leite a risca e por conta desta nova condição, vivo testando e inventando receitas para tentar ajudar outras pessoas com as mesmas dificuldades a encontrarem alternativas mais saudáveis e tão gostosas quanto.

Apesar de ser louca por sorvete de frutas, confesso que ás vezes batia a vontade de tomar um sorvete cremosinho e foi a partir disso que eu criei esta receita, usando apenas 3 ingredientes e levando como ingrediente-base, o leite de coco -sim, aquele de garrafinha que vende em qualquer supermercado. Para quem tem intolerância, APLV ou é vegano, o leite de coco é uma mão na roda e dá para criar várias receitas a partir dele, inclusive brigadeiro (receita que eu prometo publicar aqui em um futuro próximo!), que não deixam nadinha a desejar para os tradicionais.

E foi assim que nasceu essa receita de picolé cremoso de Negresco sem qualquer resquício leite, inclusive na bolacha. Uma receita ridiculamente fácil de fazer, prática, gostosa, sem ingredientes mirabolantes e sem leite para fazer seu verão mais feliz, gostoso e sem consequências indesejáveis.

Ingredientes:

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1/2 pacote de Negresco (sim, não tem leite!)
400ml de Leite de Coco Tradicional (sim, aqueles que vendem no mercado. A quantidade é equivalente a 2 garrafinhas)
1/2 xícara de café de Calda de Agave (escolhi o agave para reduzir um pouco o açúcar da receita, mas se preferir, pode substituir por 1 xícara de café de açúcar demerara, de coco ou tradicional)

Modo de Preparo:

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Primeiramente, despeje o leite de coco em um recipiente e coloque no congelador por mais ou menos 1 hora ou até ficar bem gelado (não congelado, pfvr). Depois, coloque a mistura no processador (ou batedeira) e deixe bater por uns 10 minutos, ou até ficar com uma textura mais grossa, semelhante ao chantilly. Quando estiver com esta textura, acrescente a calda de agave ou açúcar e deixe bater mais um pouquinho. Depois, acrescente as bolachas picadas a mistura e despeje nas forminhas de picolé. Aguarde pelo menos 3 horas, desenforme e pronto! <3

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A receita rende mais ou menos 10 picolés do tamanho tradicional. As minhas forminhas comprei no eBay, mas elas são super fáceis de encontrar em lojas de utilidade doméstica, supermercados ou depósitos de doces e material para confeitaria. Para quem não gosta de Negresco, não come chocolate ou quer dar uma variada na receita, uma dica é aproveitar a base da receita e substituir a bolacha por coco ralado. Assim, você ganha um picolé de coco ultra gostoso e super cremoso.

Gostou dessa receita? Se fizer, me marca no Instagram @borboletando ou volta aqui para contar o que achou. Quer ver outras comidinhas sem leite mas cheias de amor? Então clica aqui para ver outros posts da TAG!

03/52 Álbuns: para curtir um dia de sol

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Este post faz parte do desafio “52 Álbuns em 2015″, que consiste na indicação de um álbum por semana até a primeira semana de 2016. Para saber sobre o desafio e como participar, clique aqui. Acompanhe as resenhas do blog lendo a TAG “52 álbuns”. Para acompanhar as indicações dos outros participantes, entre no grupo do blog no Facebook.

O terceiro desafio do 52 Álbuns foi o mais difícil até agora. No começo foi por falta de sugestões e depois, por várias, entre indicações de amigos (que inclusive uma delas virou pauta para outro post), preferências pessoais e coisas que eu nunca tinha falado no blog. No fim, rolou quase um uni-duni-tê e decidi analisar, entre os finalistas, quais eu conseguiria indicar em outros momentos do desafio. E foi assim que eu cheguei na escolha do terceiro álbum para ouvir em 2015 com um pequeno atraso, confesso.

Celebrity Skin (1998) é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana de rock alternativo liderada por Courtney Love, a viúva do Kurt Cobain. E antes que comecem o mimimi, importante dizer que: 1) Nirvana está entre minhas bandas favoritas desde a adolescência 2) reconheço que Courtney não vale o donut que come no café da manhã, mas se tem uma coisa que ela soube fazer bem nessa vida foi música e principalmente, este álbum.

Hole foi uma das primeiras bandas de rock que eu comecei a gostar a ponto de colecionar cds. Polêmicas de Miss Love a parte, sempre simpatizei pela banda pelo fato da formação ser composta por uma maioria esmagadora de mulheres, tendo apenas o guitarrista Eric Erlandson como homem da parada -provavelmente uma forte influência do meu amor pelas Spice Girls e pelo lema do “girl power”.

Courtney Love de coroa de flores before it was cool

Courtney Love usando coroa de flores before it was cool

Se em “Pretty On The Inside” (1990) e “Live Through This” (1994) o Hole mostrava uma sonoridade mais puxada para o grunge, em Celebrity Skin a banda parte para um lado menos “a solidão me fez roqueira” com gritos e distorções, e mais pop com um toque de California, sob a co-produção de Billy Corgan, vocalista do não menos maravilhoso Smashing Pumpkins. O resultado desta mistura do Brasil com o Egito foi um álbum completamente diferente dos trabalhos anteriores da banda, com menos gritos de Love e muitos #1 nas paradas de sucesso em todo o mundo -inclusive no extinto Disk MTV *sdds*.

Essa transformação fica evidente logo na primeira faixa do álbum, “Celebrity Skin”, escolhida também para ser o primeiro single da era. A letra satiriza o glamour dos famosos e os altos e baixos da vida de celebridade. Algo que, diga-se de passagem, Courtney entende como ninguém, principalmente quando remetemos às polêmicas sobre a vida privada da cantora que vão do uso de drogas durante à gravidez aos boatos em torno de um suposto envolvimento na morte de Kurt Cobain (o que, até que nos provem ao contrário, é pura lenda urbana).

A segunda faixa e terceiro single do álbum, “Awful” continua com a vibe rock-pop-divertido proposto pela banda na primeira faixa, inclusive na letra, que pode ser considerada uma “continuação” da desconstrução do glamour das celebridades.

A surpresa, no entanto, está reservada na quarta faixa do álbum e segundo single da era. “Malibu” é uma baladinha deliciosa, com cara de verão, de música para descer a serra e para cantar em luau na praia, só na voz e violão. A inspiração para a canção e para o clipe não poderia ser outra: a icônica praia de Los Angeles e cenário de um dos seriados mais famoso dos anos 90, Baywatch (ou SOS Malibu). Certamente uma das (para não dizer a melhor) música do Hole e do rock 90’s, coisa linda de Deus <3.

As duas faixas seguintes, “Reasons To Be Beautiful” e “Dying” soam como uma DR de Courtney e seus relacionamentos após a morte de Kurt. Já a triste (e linda!) “Northen Star” remete claramente sobre a dor da perda de Kurt e a falta que ela sentia dele apesar de seus novos relacionamentos nos 4 anos seguinte à morte do lider do Nirvana (“And blackest night and I wait for you / It’s cold in here, there’s no one left / And I wait for you / And nothing stops it happening / And I knew I’d cherish all my misery alone”). Mais uma música para sacar o violão e cantar num luau.

Depois de um bloco deprê, a vibe divertida proposta no álbum volta com um super combo, começando com a deliciosa “Boys On The Radio”, que novamente nos remete a um rock californiano, daqueles que dá vontade de ouvir enquanto toma um solzinho na praia. Ainda nesta mesma vibe cremosa, vem a excelente “Heaven Tonight”, seguida da também ótima “Playing Your Song”.

O álbum é encerrado de forma magnífica com a maravilhosa “Petals”, que lembra um pouco daquilo que foi apresentado em “Malibu”, com uma combinação de instrumentais em sincronia perfeita com a voz marcante de Courtney Love. Uma das melhores faixas do álbum e também, uma das favoritas da minha vida toda <3.

Embora o Hole não seja uma unaminidade por conta da impopularidade de Courtney, podemos dizer que Celebrity Skin levou Love a um novo nível, fazendo com parte das pessoas conhecessem o trabalho dela além do título de “viúva do vocalista do Nirvana”. É uma faceta mais pop, divertida e descompromissada de um dos principais ícones do rock alternativo da década de 90.

Ficha Técnica
Celebrity Skin (1998)Spotify | Deezer
Melhores músicas: “Celebrity Skin”, “Malibu” e “Boys On The Radio”
Pior música: “Hit So Hard”
Não deixe de ouvir: “Northen Star”, “Heaven Tonight” e “Petals”
Por que você deveria ouvir?: porque apesar dos pesares, Courtney pode fazer algo bom e esse algo bom se chama música. Dê uma chance ao Hole e ouça o Celebrity Skin.
Numa escala de 1 a 5 Courtneys, quantos likes merece esta princesinha do grunge?

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Mixtape #54 – Good Music Never Gets Old

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Que eu gosto de música velha, isso já não é uma novidade entre os leitores do blog. Meu gosto musical parou na primeira década de 2000 e desde então, acabo ouvindo as mesmas coisas e, quando são coisas novas, geralmente se parecem muito com as que eu já conhecia.

Daí, que um dia desses me peguei ouvindo New Order e Madonna das antigas e pensei o quanto os anos passam e aquelas músicas, produzidas há 20, 30 anos atrás, soam como novas. Foi ai que veio a ideia de fazer uma mixtape com hits que parecem só melhorar com o passar dos anos. Confesso que comecei a editar com uma lista enorme de músicas em potencial, mas como a mixtape ficaria gigante, acabei focando em músicas que fizeram sucesso até o comecinho dos anos 90 -e ainda assim ficou um monte de coisas que eu amo de fora. Ou seja: bem provável que aquela música que você ama e também acha eterna entre numa segunda ou terceira parte da lista!

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