360 Tour

Da série shows dos sonhos: U2

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U2: amor verdadeiro, amor eterno

U2 foi uma das primeiras bandas de rock que eu comecei a ouvir saindo da infí¢ncia e indo para a pré-adolecência. Lembro que foi mais ou menos na época da PopMart Tour, fiquei facinada com a estrutura do palco e do show, transmitido pela TV, e lembro como se fosse hoje que eu adorava assistir o clipe de Discotheque na MTV. Alguns anos depois, veio Sweetest Thing e Bono e sua banda ganharam oficialmente meu coração.

Ver o U2 de perto sempre esteve na lista de shows dos sonhos, daqueles que eu tenho que ver antes de morrer. Depois da PopMart que eu não fui por motivos óbvios (10 anos, oi?), veio a Vertigo Tour em 2005 e não fui novamente, dessa vez porque não consegui comprar ingressos muito menos, uma companhia para ir comigo.

Quando anunciaram que a 360º passaria pelo Brasil, não hesitei. Primeiro porque consegui companhia (yeah!) e segundo, porque traria também o Muse, uma das minhas bandas favoritas (alí´ Bellamy, seu lindo!). Duas tentativas de comprar ingressos nos shows do dia 09 e 10 e nada. Para o show do dia 13, eu e a Sara fizemos uma perigrinação on-line, deixando o site da T4F logado bem antes do horário da abertura de vendas, dando F5 freneticamente. Até que eu finalmente, depois de inúmeras tentativas, consegui comprar meu ingresso.

Da compra do ingresso ao grande dia, foram 4 meses de espera, ansiedade e curiosidade para conferir de perto a maior turnê da história e realizar o tal desejo -isso sem contar os 14 anos esperando a oportunidade de ver tio Bono ao vivo. E confesso que toda a espera valeu e muito a pena!

Já fui em outros shows grandes shows internacionais e posso garantir que essa foi uma experiência absolutamente diferente das demais. E não é só pela estrutura do palco, efeitos especiais ou qualquer outra coisa visual ou sonora que esses eventos podem proporcionar: eu gosto é de ver a energia, a presença de palco, sentir o carisma do artista ali na minha frente. Já sai de show com cara de “nhê” porque apesar de gostar da banda/artista, rolava uma decepção ao vivo. Esse foi o caso do Kings Of Leon no SWU ano passado, que eu decidi ir exclusivamente para vê-los ao vivo e por mais que eu tenha cantado minhas músicas favoritas, sai um pouco decepcionada porque achei que Cabeb e sua banda deixaram um pouco a desejar no quesito presença de palco: versíµes das músicas idênticas ao cd, poucos diálogos com o público, uma postura fria e um pouco diferente das outras bandas e artistas que passaram pelo festival, como a Joss Stone, que mesmo não conhecendo quase nada (para não dizer nada, só Super Duper Love) do repertório dela, fiquei bem entusiasmada. Em compensação no show da Madonna em 2008 por exemplo, sai impressionada com a energia que a rainha é capaz de transmitir e mesmo odiando a era Hard Candy mas amando a artista, acabei até gostando de algumas músicas do álbum depois de assistir as performances ao vivo.

A história da Joss Stone e da Madonna se repetiu com tanto com o Muse quanto o U2: ambas conseguiram transmitir essa energia positiva para o público e levantaram o Morumbi inteiro. No caso de Bono, The Edge, Adam e Larry mostram que muito mais do que ser uma banda bem sucedida, com grandes hits e a tantos anos na estrada, o carisma e a presença de palco são essenciais. Sabe quando você sente que o artista está feliz de estar ali em cima do palco? í‰ disso que eu gosto. A estrutura do palco em 360º e que mais parecia uma nave espacial, as passarelas que se moviam, o jogo de luzes e o telão que mudava de forma são lindos, de encher os olhos, mas nada disso adiantaria se a banda não mandasse bem ali. E talvez isso justifique o porque a banda está a tantos anos na estrada, arrastando uma legião de fãs de todas as idades e cada vez mais fiéis.

í‰ Bono, você defintivamente proporcionou um Beautiful Day não só para mim, mas para todos as quase 300 mil pessoas que foram ao Morumbi para te ver de perto nesses 3 dias de show.

Obrigada, Bono. Seu lindo <3 PS1: fiz uns ví­deos do show do Muse e do U2 e subi lá no Youtube. Quem quiser assistir, clica aqui. Não são os melhores ví­deos do mundo, mas o que vale é a intenção né pessoal? HAHAHA