90’s fangirl

22 razões porque ser fangirl nos anos 90 era sofrido, mas muito mais legal!

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fangirl

Esperei quase 19 anos por esse momento, mas ele finalmente vai acontecer: vou a um show dos Backstreet Boys e terei a oportunidade de tirar uma foto com a banda (e abraçada com o Nick!) no Meet & Greet. Ou seja: como diria Roberta Miranda, apenas olho atordoada para o teclado neste momento, sem saber o que dizer, só sentir.

Claramente eu no show

Claramente eu no show

Faltando menos de 12 horas para que esses sonhos se realize, preciso confessar que a ficha ainda não caiu.  Sonho com esse momento desde 1997, quando conheci e me apaixonei pela banda. Também sou muito grata a eles por serem responsáveis pelos momentos mais legais e inesquecíveis da minha adolescência e por ter “me apresentado” a algumas das pessoas que foram/são importantes na minha vida até hoje. Nas passagens anteriores da banda pelo Brasil, não tive a oportunidade de ir ao show  -em 2001 meus pais acharam muito caro (e realmente era), em 2009 e 2011 eu era assistente, meu salário não era dos melhores e tive que tirar no palitinho quais shows eu poderia ver. Mas dessa vez, faltando poucos meses para completar 30 anos, consegui me organizar e tirar o atraso da realização desse sonho com juros.

E para fazer um esquenta para esse final de semana dos sonhos pra qualquer fangirl, fiz esse post relembrando alguns os momentos que eu vivi como fã dos Backstreet Boys e Spice Girls, mas que certamente conta a história de fãs do Hanson, ‘N Sync, Westlife, 5ive e outras. Será que você gabarita essa? :)

#01- Montou ou fez parte de um fã-clube

Eu aos 11 anos: uma jovem empreendedora do ramo do fangirling

Eu aos 11 anos: uma jovem empreendedora do ramo do fangirling

Perfil de fã no Instagram? Fangirling no Twitter? Grupo no Facebook? Me respeita porque o negócio aqui era roots, de raiz e da vida real. Os fãs clubes uns 18 anos atrás eram um negócio físico, com direito a carteirinha e ficha dos participantes que incluíam dados pessoais e outras perguntas como “integrante favorito”, “música favorita” e “fã desde quando”. Ainda rolavam reuniões periódicas na casa de algum dos membros ou do presidente do FC para falar sobre os últimos acontecimentos da banda e treinar as coreografias novas. Real business, mores.

Eu tive 2 fã-clubes, um das Spice e outro dos Backstreet Boys. Em ambos, dei entrevistas para o encarte jovem do jornal local e revistas para fãs, o que me fez receber cartas do Brasil todo -cheguei a receber 30 cartas por semana, todas devidamente respondidas com selo de carta social (sdds).

#02- A MTV era sua fonte de informações

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Quão surreal parece lembrar que há cerca de 18 anos, Internet era artigo de luxo para a maioria dos brasileiros e que as informações eram ainda mais restritas sem redes sociais e Google? Pois essa era a vida dos fãs nos anos 90.

Nossa fonte de informação era a velha MTV, que costumava falar sobre os babados mais fortes das bandas enquanto as revistas gringas não chegavam ou as nacionais não faziam o apanhado das últimas 9dades.

#03- Seu nome estava na reserva de materiais

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Nas bancas de jornal, nas grandes livrarias ou nas lojas de CD que vendiam material importado: seu nome certamente figurava na lista de reservas semanais de coisas relacionadas ao seu artista favorito. E todo final de semana você pegava o dinheirinho economizado na cantina do colégio ou da sua mesada para completar sua coleção com um novo número da “Smash Hits”, “Superpop”, “Top Of The Pop” ou um single físico que normalmente vinha acompanhado de uma bside (e que custava o preço de um álbum completo).

#04- Você acumulava algumasvárias pastas com recortes de revista

Sim, essa é uma parte do que restou das minhas pastas do BSB! HAHAHA

Sim, essa é uma parte do que restou das minhas pastas do BSB! HAHAHA

Fotinhas no Tumblr? Instagram com fotos da banda? Sabe de nada, inocente!

De revistas importadas á recortes de notinhas de jornal, tudo relacionado ao seu artista favorito era “clippado” em uma pasta preta daquelas cheias de plástico. E não era uma pasta só: eram várias delas. Quanto mais, melhor. De preferencia, uma (ou várias delas) só com seu integrante favorito.

#05- Tamanho da coleção era documento, sim

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Obviamente não adiantava ter uma pasta ou várias fininhas: quanto mais grossa, mais imponente e mais cheia de revistas, principalmente importadas, melhor e mais fã você era. Ter materiais inéditos tipo singles, VHS, versão japonesa dos álbuns entre outros itens de colecionador era um diferencial e você era visto com respeito entre os outros integrantes do fandon.

E mais obviamente ainda, eu era a pessoa recalcada que só tinha, no máximo, algumas revistas importadas por motivos de: money que era good nois não have pq eu era uma adolescente que vivia de mesada e só consegui realizar alguns dos meus sonhos de consumo enquanto fangirling depois de velha (leia-se boneca da Geri, da Britney, do JC do ‘N Sync e a Polaroid das Spice HAHAHAHA!).

#06- Sentia ciúmes de outras meninas também gostarem do mesmo integrante que você

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Entre as amigas, a regra era clara: dentro do grupo, cada um tinha seu integrante favorito e ninguém podia “dar em cima” dele. Nos demais grupos, de duas uma: ou você praticava o “sisterwood” e dividia o boy favorito com a amiguinha ou tinha uma birra eterna e quase gratuita com ela por causa disso. No meu caso, ciúmes  era de uma famosa. Demorei um tempão pra gostar da Britney por causa dos boatos dela com o Nick, risos.

#07- Esperava a estréia da música nova no rádio (e gravava na fita K7)

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Vazar música? Baixar MP3? Isso não te pertencia nem nos seus sonhos mais otimistas. A música nova de trabalho era divulgada nas rádios, com incansáveis anúncios na programação informando a data e hora da estréia, 1 mês e pouco antes do lançamento oficial do álbum completo e físico. Ou seja: até você ter o álbum na mão, a única alternativa que lhe restava era gravar a música na sua fitinha K7 no dia da estréia com vinhetas da rádio em questão, que divulgava a música com exclusividade -que normalmente acontecia na Jovem Pan.

#08- Morria de ansiedade até a premiere do novo clipe

giphy

O segundo momento mais esperado por toda fangirl dos anos 90 era a estréia do clipe na MTV, que ou acontecia com data e hora marcada em algum dos programas principais do canal no caso das bandas grandes e para os menores, no TOP 10 EUA. Um momento de expectativa, que moldava toda a rotina do seu dia (faltei várias vezes na aula de vôlei por causa disso #prioridades) e que envolvia uma estratégia ninja para registrar o clipe para a posteridade, com play + REC + pause no vídeo-cassete.

#09- Votava incansavelmente no Disk MTV

disk

Clipe oficialmente na programação, era hora de juntar toda a fanbase para fazer o clipe do seu artista preferido estrear no TOP 10 na melhor posição possível. Depois, o desafio ficava ainda mais hard, com o objetivo de colocar a banda em #1 nas paradas ou entre as 3 primeiras posições pelo maior tempo possível.

Prova disso? “Show Me The Meaning Of Begin Lonely” foi um dos clipes da história da MTV Brasil a ficar mais tempo nas paradas do Disk, com quase 3 meses de permanência e persistência das fãs.
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