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Pequeno manual dos meus dias zero glúten e lactose

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Quem me acompanhou nas últimas 2 semanas pelo Twitter, Facebook e Instagram, acompanhou os dramas e as vitorias da vida sem glúten e lactose. Para você que não acompanhou, ou acompanhou e não entendeu bulhufas, eu explico: sou uma pessoa extremamente alérgica e/ou intolerante a algumas coisas, que incluem alimentos, mas, digamos, sempre negligenciei essa condição, principalmente quando se tratava de leite e derivados. Descobri que eu era intolerante a lactose ainda pequena, mas conseguia consumir, com algumas restriçíµes, alguns derivados como queijos, iogurtes e claro, chocolate. Mas chega uma hora que a água bate na bunda, o calo aperta etc e o corpo começa a reclamar, no meu caso, por urticárias (vulgo vergíµes vermelhos) e coceiras, que da mesma forma que aparecem, somem. Como se não bastasse isso, tanto uma nutricionista que eu fiz acompanhamento algum tempo atrás quando meu endócrino já haviam recomendado a suspensão tanto da lactose quanto do glúten, por serem alimentos com alto í­ndice de intolerí¢ncia entre as pessoas e que, consequentemente, podem atrapalhar no processo de perda de peso, uma vez que essa condição causa uma espécie de inflamação no intestino e dificultando a digestão ”“se algum nutricionista/especialista ler este post, pfvr, me corrijam se eu estiver errada. Depois de muito protelar e deixar para depois, resolvi tomar uma atitude. O objetivo é que meu corpo faça um detox destes nutrientes e, daqui um tempo, retomar o consumo para sentir como ele reagirá. Embora não tenha emagrecido muita coisa (talvez algo em torno de 1kg?), meu corpo está funcionando melhor, tive uma redução significativa das urticárias e me sinto muito mais disposta.

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

E, ao contrário do que muita gente me questionou, viver sem glúten não é o fim do mundo, e, inclusive diria que viver sem lactose é muito mais complicado. Digo isso porque muitas coisas livres de glúten levam lactose na receita, o que acaba complicando quem vive nessa condição dupla, como por exemplo sequilhos e biscoitos de polvilho. Não é a toa que, nesses últimos dias, os rótulos foram meus melhores amigos.

O lado bom é que, em pleno 2013 e com essa democratização da informação na Internet, a vida fica muito mais fácil. Claro que, em alguns momentos, você vai passar por apertos e vai perceber que nem sempre as coisas são tão fáceis assim para a “minoria”. Essa semana, por exemplo, pedi delivery no trabalho por um desses serviços de pedidos pela Internet, reforcei que eu queria o bife grelhado e… chegou a milanesa. Foram mais uns 50 minutos de espera pelo novo prato, dessa vez, glúten free.

E sim, existe amor sem trigo, aveia, cevada, centeio e leite. Na primeira ida ao supermercado após a decisão, achei que fosse entrar em depressão porque tudo que eu olhava, levava algum desses ingredientes. Mas do terceiro dia em diante, tudo fica mais fácil, principalmente com a ajuda do Google e de gente que passa por essa situação. Inclusive devo boa parte dessas descobertas a menina Verí´nica, aka personal recalquer do Bruno Ernica (rssss), que é celí­aca e intolerante a lactose, e me passou uma porção de dicas do que consumir nesse perí­odo.

Foi pensando nas perguntas que meus amigos fizeram constantemente nestas 2 semanas que eu vim compartilhar um pouco da minha rotina nesse perí­odo sem lactose e glúten, para vocês verem que não é nenhum bicho de 7 cabeças.

Café da Manhã

Suco Verde: tai uma coisa que eu virei uma entusiasta. Basicamente é um suco que leva uma fruta da sua preferência (limão e abacaxi são as minhas versíµes favoritas <3) + água de coco + couve. Não olha torto, eu juro que é incrivelmente bom e não tem nada a ver com a couve refogada que você come na feijoada de sábado. E a pele fica incrí­vel de linda depois de ums 4 dias consumindo.

Suco + Soja: sucos de soja sempre foram meus melhores amigos, desde a infí¢ncia. Gosto muito do Ades, mas nenhum suco deste mundo superará o Mupy, de preferência, de saquinho. Meu ví­cio desde que eu descobri a intolerí¢ncia a lactose, aos 4 anos.

Omelete: 1 ovo + atum ou peito de peru fatiado + tomatinho picado + manjericão + 1 fio de azeite + 1 pitada de sal + misturar com o garfo + colocar na frigideira = sucesso matinal.

Iogurte de soja: a Batavo tem uma linha chamada Naturis, com clássicos lácteos só que a base de soja. Amor vdd, amor eterno pelo lí­quido de Morango e pelo cremoso com pedaços de frutas vermelhas. Minha única reclamação é que é muito, mas muito difí­cil de achar, não sei se é por falta de interesse dos supermercados ou porque a galera não conhece ou tem preconceito.

Chocolate Quente: um tempinho atrás, a fofa da Debora do Cozinha Pequena (que também passou por uma situação como a minha hehehe) me ajudou na adaptação de uma receita de chocolate quente sem lactose. Para quem quiser aprender, é clicar aqui!

Almoço/Jantar

Aqui não tem muita complicação não, viu gente? O que eu percebi é que tem muita gente que acha que todo carboidrato tem glúten, mas não. Arroz não tem glúten,e se for integral, melhor ainda ”“e só tomar cuidado para não ser daqueles 7 grãos, que geralmente tem trigo. Batata e mandioquinha também são ótimas opçíµes, é só fugir das versíµes “purꔝ que certamente levam leite e farinha para dar uma ~engrossada~. E as saladas serão suas melhores amigas. Fritura também é bom evitar: mesmo que não sejam empanados, como batata frita, geralmente são feitas no mesmo óleo em que coxinhas, risoles e outras coisas que levam farinha de trigo, “contaminando” sua opção glúten free.

Para quem gosta de sair para jantar com os amigos, é só fugir de pizzarias e cantinas, a não ser que eles ofereçam opçíµes alternativas. No Outback e no America, eles tem cardápios especiais para quem tem algum tipo de restrição. Japonês também tá liberado, é só abrir mão do hot roll, tempurá, guioza e rolinho primavera. Na hora de pedir o temaki, é só pedir sem cream cheese ou maionese, e pronto. Para quem gosta de comida chinesa, uma boa opção é o bifum, aquele macarrão de arroz, que leva broto de bambu, pimentão e algum tipo de carne. Daí­ é só jogar shoyo e, voila!, fica maravilhosour.

Sobremesa

Chocolates tradicionais tem, além da lactose, glúten em sua formulação. A Nestlé tem uma versão zero açúcar e lactose e com 70% de cacau, que seria perfeita se não tivesse o maldito glúten na formulação. Tentei as versíµes de soja, mas parecia que faltava alguma coisa e aquele gosto não parecia em nada meu amado chocolatinho.

Daí­, lendo alguns blogs vegans (sim, eles foram alguns dos meus melhores amigos nesse perí­odo!), descobri que a Cacau Show tem duas opçíµes zero glúten e zero lactose, o Miau (vulgo o Lí­ngua de Gato deles) e em barra, ambos com 50% de cacau. E sim, são bem gostosos e até amigos meus extremamente chocólatras e sem nenhuma restrição experimentaram e aprovaram.

chocolate-semlactose

Da mesma linha do Naturis da Batavo, tem uma sobremesa cremosa de chocolate estilo ~Danette~ e um flan de caramelo, que são bem gostosinhos mas enfrentam o mesmo problema de distribuição.

Larica dos Muleque (aka para beliscar)

Oleaginosas: nozes, amêndoas, castanhas e macadí¢mias são ótimas, mas tem que tomar cuidado para não enfiar o pé na jaca já que elas são ultra calóricas (embora tenham aquela gordura que faz bem etc). Para quem acha caro ou nunca sabe a hora de parar de comer, uma boa opção são as barrinhas de nuts, que são formadas basicamente por… nuts! Custa em torno de R$2, mas recomendo não deixar na bolsa ou em algum lugar quente, já que o que dá liga e mantém o “unidos venceremos” pode derreter e transformar sua barrinha numa maçaroca.

Frutas: também tá liberado, pessoal! Sei que não é a coisa mais deliciosa do mundo (embora eu ame cereja e amora na mesma proporção que eu idolatro chocolate), mas nessas horas, elas se tornam tão apetitosas quanto um petit gateau com sorvete.

Biscoito de polvilho: não tem glúten, mas algumas versíµes que tem soro de leite. O jeito é ler o rótulo e achar alguma versão que leve água ou gordura vegetal.

Sequilhos: mesma coisa do biscoito de polvilho. Não tem glúten, mas algumas marcas o fazem com leite. Tem que dar uma lida no rótulo também.

Pipoca de arroz: vi na bomboniere perto do trabalho, que tem uma área só destinada a produtos “especiais” e peguei para experimentar. Nada mais é do que aquele “doce” de arroz cor-de-rosa que fez parte da infí¢ncia de muita gente. Esse da Vitao é mega gostosinho, não tem corantes, e é feito de arroz integral, o que não muda, em absolutamente nada, o sabor mas pelo menos é (ou pelo menos, a gente acredita que seja) mais saudável rssss.

Barrinhas de Sementes: outra opção glúten e lactose free, docinha e com poucas calorias são as barrinhas de sementes como linhaça e gergelim. São bem gostosinhas e servem mais para dar uma tapeada na vontade de comer doce do que na fome.

No bar/balada

Quase tudo permitido, exceto, uma das paixíµes nacionais: cerveja, que leva cevada na composição. Confesso que essa tem sido a parte mais frustrante da dieta, já que sempre preferi drinks mas garrei amor por ela nos últimos 2 anos. Batidas com creme de leite ou leite condensado também estão proibidas, mas who cares quando se pode tomar caipirinha and tequila né gente? HAHAHA <3

Na hora de petiscar, o jeito é fugir das frituras e apelar para a porção de frios (nada de queijo, rsss) ou coisinhas no réchaud, tipo frango/carne grelhada. Esse final de semana fui no Coconut, um karaokê bem bacana na região central de SP, e que tem boas opçíµes de espetinhos, inclusive frios com palmito, rúcula e tomate seco <3.

Ou seja: fácil não é. Mas, também não é o fim do mundo. í‰ mais questão de paciência e boa vontade. No primeiro dia você vai sentir vontade de chorar quando seu colega do trabalho come uma empadinha enquanto você tá comendo nuts, mas depois de alguns dias, vai virar tão normal quanto comer pão na chapa e tomar leite com chocolate. Questão de adaptação.

Vale lembrar que esta foi uma experiência pessoal, recomendada por profissionais e baseada no fato de eu ser intolerante a lactose e ter uma tendência alérgica. Portanto, antes de sair cortando o pão e o leite do cardápio, converse com seu nutricionista ou endócrino para que ele possa te dar uma melhor orientação.

E para quem passa por este tipo de situação, aceito dicas e sugestíµes de coisinhas para comprar e fazer aí­ nos comentários :D.

As sapatilhas + bonitas (e pechinchas!) da cidade

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í‰ oficial, Brasil: desaprendi a usar salto. Desde quando comecei a adotar a sapatilha como sapato básico para o dia-a-dia, tenho desaprendido a andar em qualquer coisa que tenha mais de 7cm de salto -ou que não tenha o mí­nimo de conforto. E tenho percebido que este não é um comportamento só meu: várias amigas também tem deixado o salto de lado e adotado tanto no dia-a-dia quanto para sair a noite.

O que me deixa mais feliz é que as marcas de sapato tem investido cada vez mais em versíµes diferenciadas de sapatilha, saindo daquele formato clássico de couro ou tecido de cores únicas e incluindo detalhes diferenciados como broches e aplicaçíµes ou até mesmo, investindo em texturas e efeitos diferentes.

Um bom exemplo disso são os sapatos glitterinados que Miu Miu e Louboutin lançaram na gringa e, felizmente, cairam nas graças também das marcas nacionais. Eu mesma já contei em algumas ocasiíµes aqui no blog que eu tenho sí­ndrome de centopéia e que eu super aderi a essa onda “travesti meets Dorothy”, começando pelo Oxford de Glitter da Empório Naka. Desde então, comecei uma busca constante por outras versíµes de Oxford e principalmente de sapatilhas de glitter para usar no dia-a-dia para quebrar um pouco do meu figurino “guarda-roupa da Mí´nica feelings” e principalmente, ter uma opção mais glam para sair com os amigos na noitchy.

Já havia encontrado no shopping as versíµes da Corello e Schutz para a moda purpurinada, mas confesso que apesar de ser super mão aberta e a favor de comprar aquilo que você de fato gosta/usa sem se importar muito com preço, estava tentando ter coragem de pagar entre R$180 e R$250 em alguma delas. Me encantei também por uma da Flats & Co, mas como todas as coisas realmente bonitas deles, estava em falta. Até que googlando e vasculhando em algumas lojas virtuais descobri que a Dakota havia lançado sapatilhas de glitter para a coleção de verão 2012. Procurei fotos, dei zoom, vi que aparentemente eram bonitas, bem feitas, com glitter do bom, do grossinho e com um preço incrí­vel: 69,90 dilmas. Daí­ fiz a Thayanni e falei “afffff me dá logo duas porque sí´ rica” não resisti e comprei as duas versíµes, ouro e prata.

Quando chegaram, chorei glitter de emoção e felicidade porque é muita beleza, riqueza e emoção em forma de sapatilha purpurinada:

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Para ouvir: Cher Lloyd

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Apesar de ter um pé e meio no rock, não consigo largar mão da minha paixão pelo pop. Já disse aqui que eu ando super feliz com essa nova safra de artistas pop e que toda novidade é super bem vinda e mais uma cantora ganhou meu coração e um espaço no meu iPod nos últimos dias.

A Cher Lloyd tem idade para ser minha irmã mais nova, faz música para teens mas que também podem ser perfeitamente ouvidas por gente grande tipo eu. Ela é inglesa, tem 17 anos e ex-participante do X-Factor, mas chamou a atenção do Will.I.Am do Black Eyed Peas que apadrinhou.

O single de estréia da linda, Swagger Jagger, tem um refrão que mais parece “í´ querida, í´ querida Clementina” com batidas mega animadas e dançantes. Conheci a música graças ao bff Thiago e suas cartas na manga quando ataca de DJ nas baladas, e não deu outra: a Blogo foi abaixo quando ele tocou, com direito a gente subindo na caixa de som e nas mesas para dançar.

Como se não bastasse uma música potencialmente apaixonante, Cher me ganhou completamente depois que eu assisti o ví­deo de Swagger Jagger, que é um dos clipes mais bacanas que eu já vi na vida. Super colorido, alegre e com direito a interaçíµes 3D num estilo street-fofo. Amor define!

Tí´ amando! O CD sai só em setembro mas confesso que já me ganhou só por essa música e esse clipe-amor. E aí­ Berê, vai rolar na Alt + Tab sexta? :D

Em um mundo perfeito

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E se você pudesse criar seu próprio mundo, como ele seria? O que existiria no seu mundo perfeito?

O recém-lançado tumblr “Em um Mundo Perfeito”, criado pelo @aldofabrini, traduz através de ilustraçíµes minimalistas engraçadinhas, como seria um “mundo perfeito”.


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