alternativo

Mixtape #60 – Morning Morning

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mixtape60

Maio acabou, o aniversário do blog passou (mas ainda vai ter comemoração, afinal são 9 anos de Borboletando!) e eu não consegui vir aqui comemorar com vocês. Mas o motivo desta vez é ótimo: troquei de emprego e agora faço parte do time digital de uma das empresas mais bacanas do mundo <3 <3 <3 *suspense*. Nesse meio tempo, tive que finalizar os projetos na agência antiga e iniciar o período de transição/adaptação neste novo momento da minha carreira e por isso, acabei deixando o blog em segundo plano. Mas agora com tudo entrando em ritmo normal e reorganizando minha nova rotina diária, estou me programando para reservar um tempinho extra para voltar a me dedicar ao blog, que é algo que eu amo fazer e que faz muita falta no meu dia-a-dia.

E para começar a rodada de posts do mês, nada melhor do que uma Mixtape caprichada para embalar essa quinzena. A Mixtape #60 traz uma seleção de músicas delicinhas para começar o dia e entrar no ritmo, perfeita para ouvir ao caminho da faculdade ou do trabalho.

mixtape60lista

Gostou e quer levar com você? Sincronize essa mixtape no Spotify ou Deezer. Para ouvir todas as Mixtapes que já passaram por aqui, clique aqui. Quer sugerir um tema? É só falar nos comentários ou contar para mim lá no grupo do blog no Facebook.

PS: não esqueci do faixa-a-faixa do “The Desired Effect” nem do post de aniversário do blog, muito menos do retorno triunfal dos 52 álbuns. Vai tudo rolar nos próximos posts -aguardeãn *ler na voz do Sílvio Santos*

Anos 90: 10 álbuns de rock para amar hoje e sempre

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Ok, não é definitivamente nenhuma novidade para quem acompanha o blog do quanto eu amo/sou anos 90, sobretudo quando o assunto é música. Costumo, inclusive, brincar que meu goto musical parou na metade da década passada, porque a última banda que realmente me conquistou a ponto de ser fã foi o Killers, porque o resto acaba ficando na década de 80 e principalmente, a de 90.

FAZENDO DO RÁDIO MINHA MAQUINA DO TEMPO

Aproveitei essa vibe maravilhosa noventista e o “Dia do Rock” para fazer um post que já estava sambando na minha pasta de rascunhos há tempos: álbuns de rock anos 90 para você amar ontem, hoje e sempre e atualizar a sua biblioteca de músicas.

#01 Hole, Celebrity Skin (1998)

hole

Os fãs mais xiitas provavelmente dirão que este é um dos piores álbuns da banda liderada pela deusa/rainha/diva do grunge, Courtney Love. Mas eu, que também sou fã da banda, direi que é o melhor. Bem diferente de seu antecessor, o aclamado pela crí­tica “Live Through This” (1994), Celebrity Skin mostra uma faceta mais pop e divertida da banda ”“embora seja muito subestimado. í‰ de longe um dos meus álbuns favoritos dos anos 90.

Singles para você amar: Celebrity Skin, Awful e Malibu.
í“timas surpresas: Northen Star, Boys On The Radio, Heaven Tonight e Petals.

#02 Garbage, 2.0 Version (1998)

garbage1

Assim como os fãs do Hole, alguns darklings vão falar que o o primeiro álbum do Garbage é melhor, mas euzinha levanto o dedinho e faço isso na cara do underground:

NíƒO *TSC TSC TSC*

NíƒO *TSC TSC TSC*

O segundo álbum do Garbage é, na minha opinião, o melhor da banda. Uma mistura perfeita de rock alternativo com elementos eletrí´nicos resulta em um daqueles CDs que você larga tocando sem pular nenhuma faixa. Tanto é que depois dele, virei fã incondicional da banda -e esse amor perdura desde 1998 <3.

Singles para você amar: Push It, I Think I”™m a Paranoid, Special, When I Grow Up e You Look So Fine.
í“timas Surpresas: Medication, Sleep Together, Hammering In My Head e The Trick Is Keep Breathing.

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Perfeccionismo, Saudosismo e o Garbage, ah o Garbage!

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Eu sei. Tí´ sumida. E eu sei que eu sempre prometo ficar menos tempo sem dar notí­cias, mas desta vez resolvi ser sincera com vocês: ás vezes tenho até tempo de escrever, mas meu perfeccionismo acha que os textos não estão tão bons assim. Daí­ espero o final de semana seguinte para conseguir escrever e Pí, a sí­ndrome dos textos não tão bons o suficientes ressurge e me impede de vir aqui escrever. Poderia escrever qualquer groselha aqui, mas convenhamos que vocês merecem um post bom para compensar meus desaparecimentos. Por isso, depois de desabafar no Feicetruque e quase ter uma crise se nervos neste final de domingo, resolvi seguir os conselhos do André Pacheco e to aqui escrevendo, sem revisar e me dando o direito de escrever um texto desconecto e longe de ser perfeitinho ”“mas juro que é de coração e cheio de emoção tá ok?

Então. Daí­ que semana passada realizei um dos maiores sonhos da minha vida: o de ver minha banda favorita ao vivo. Ok, sei que as pessoas sonham em conhecer a Disney, casar e ter uma famí­lia digna de comerciais de margarina, ter a casa própria e outros desejos clichês dignos da Porta da Esperança (e também não vou negar que eu não tenha esses sonhos), mas preciso admitir que ver o Garbage ao vivo foi a realização de um desejo e o fim de uma espera de 15 anos.

GARBAGE: AMOR VERDADEIRO, AMOR ETERNO -E DURADOURO

Minha paixão pelo Garbage começou quando eu tinha lá pelos meus 11 anos, dividindo minhas atençíµes com os Backstreet Boys e as Spice Girls, nos áureos tempos da MTV e sua programação que marcou uma geração (sdds Sabrina Parlatore e Disk MTV). Com 15 anos, o Garbage assumiu a posição de minha banda favorita para nunca mais sair ”“o Killers tá ali, quase junto, mas Shirley & Cia ainda são soberanos no meu iPod e no meu coração. E para quem não lembra ou sabe, meu primeiro blog-domí­nio, o solikearose.net de 2005, era por causa de uma das minhas músicas favoritas da banda.

Nunca achei que eu fosse ver a banda ao vivo, por isso, quando começaram os primeiros boatos de que eles viriam ao Brasil neste ano, fiquei aguardando ansiosamente a confirmação. E ela veio, no final de julho. Da compra do ingresso (que eu acabei passando para frente, graças aos lindos a Voe Gol, muito obrigada pessoal!) ao dia do show, foram milhares de esquentas diários no iPod, uma ~bizoiada~ em trechos dos shows que tinham disponí­veis no Youtube e, ao lado da expectativa enorme, o medo da decepção afinal, já pensou se ao vivo não fosse do jeito que eu sonhava que seria?

Chegado o grande dia, nada estragou meu humor. Nem a chuva, nem a enxaqueca, nem o sapato que machucou, meu pé durante o evento que eu cuidei do trabalho muito menos meu celular que resolveu pifar, do nada, bem naquela ocasião. E, se eu duvidava que existem coisas e situaçíµes mágicas, neste dia passei a acreditar: cheguei em cima da hora, tive que deixar o carro num canto, procurar taxi em pela Berrini faltando poucos minutos para o show e, quando pisei no Jockey imaginando encontrar o Main Stage lotado e me contentar em ver tudo do telão, vejo quase vazio porque toda a galera estava no Indie Stage acompanhando a performance da Azealia Banks. Resultado: comecei o show mais ou menos na 10 fileira e terminei na 3, mais um pouco, grudava na grade \o/.

Ajustes posicionados, desligam as luzes e nem precisaram tocar os primeiros acordes de Automatic Systematic Habit para eu sentir meu coração desparar, meu corpo tremer e meus olhos lacrimejarem. Quando a Shirley Manson entrou, demorou a ficha para saber que um dos meus sonhos haviam se tornado realidade e que minha diva era real. Era como se eu tivesse voltado 15 anos da minha vida e eu estava ali, finalmente de frente, a banda que fez a trilha sonora da minha vida e a mulher que inspirou meu estilo na adolescência.

O show foi tecnicamente perfeito e, mesmo a banda tendo um estilo de rock mais eletrí´nico, fica maravilhoso ao vivo. A banda inteira é extremamente simpática e enérgica. Fez um setlist recheado de hits, uma média de 3 de cada álbum, que fizeram todo mundo cantar e vibrar. Difí­cil escolher uma performance favorita, mas preciso confessar que três em especial me chamaram mais atenção: #1 Crush, Special e Push It, que foi seguida pelo hit Only Happy When It Rains de 1996 ”“que diga-se de passagem, poderia ter chovido neste momento porque seria épico.

E o que dizer da Shirley Manson? Maravilhosa em todos os sentidos, entrou divando mostrando que os anos não passam nunca para ela, cheia de energia e desenvoltura (dizem que ela fez aulas de tratro para fazer bonito no palco), não desafinou nenhum segundo e soube se sair super bem mesmo quando errou as próprias letras. Encarnou cada personagem de acordo com as ERAS da banda: da melancolia-sexy do álbum Garbage í  androgenia cheia de atitude de Beautiful Garbage, Shirley foi as várias mulheres que ela mesma interpretou ao longo desses 18 anos de carreira. Não poupou elogios ao público brasileiro e estava visivelmente feliz por estar no Brasil ”“tanto é que nos dias que seguiram sua permanência no paí­s, não cansou de elogiar São Paulo e disse que estava apaixonada pela cidade e pelas pessoas.

Quando acabou o show, um misto de euforia com um vazio, que se soma a incerteza se irei vê-los novamente um dia ao vivo. Já fui em muitos shows na minha vida, mas acho que essa foi a primeira vez que tive essa sensação de êxtase, de realização, quase alma lavada. Como eu já disse um pouco acima, é como se eu tivesse voltado no tempo e revivido uma época muito boa e feliz da minha vida. Acho que essa é uma das grandes vantagens de quando você tem uma banda favorita há anos: o poder quase que mágico dela de teletransportar para vários momentos da sua vida, contando um pouco da sua história através de músicas.

Obrigada Garbage por fazer parte da minha vida há tantos anos e por ter proporcionado esse que deve ter sido, se não o mais, um dos mais felizes da minha vida. E obrigada a Gol pelos convites e por ter permitido que eu proporcionasse essa mesma sensação de euforia para o Caio, que é um dos meus melhores amigos, fã de Garbage e pode dividir comigo este momento.

E por último, se me permitem, gostaria de deixar registrado um conselho aqui: jamais deixem a oportunidade de ver sua banda favorita ao vivo. Se ela estiver no paí­s ou na sua cidade, simplesmente vá e seja uma pessoa mais feliz.