aniversário

Aquela dos (quase) trinta

postado em  •  12 comentários

HAPPY VDAY <3

Quando fiz 25 anos, comecei a me lamentar, quase diariamente, sobre o quanto eu estava ficando velha. Lembro que naquele aniversário, cheguei do trabalho, cortei o bolo que minha famí­lia tinha preparado e subi para o quarto. Fiquei ouvindo as músicas que tocaram no meu aniversário de 15 anos e das coisas que eu costumava ouvir na minha adolescência, e pensando no quanto o tempo passou e que nem sempre as coisas correram como eu havia planejado.

Aos 26, a história não foi muito diferente. No dia mesmo, mal consegui curtir: fui com o Caio comprar a decoração da festa de aniversário, que iria acontecer alguns dias e emendei com uma longa tarde no salão de cabeleireiro para ficar loira de novo depois de mais um dos meus surtos capilares. A noite saí­mos e a escolha foi uma festa anos 90, mais uma vez numa tentativa, ainda que inconsciente, de querer que o tempo voltasse.

Passei boa parte dos meus 26 anos reclamando que estava mais perto dos 30 do que dos 18, me pegando em breves amores de metrí´ por meninos que deveriam estar entrando na faculdade ou no meio delas. Tive um pequeno surto quando achei meu primeiro fio de cabelo branco (e o único, OBRIGADA DEUS!) e quando a máscara de cí­lios me deu alergia, incharam meus olhos e deixou uma pequena ruga de herança ”“e o que me fez sair correndo na farmácia para comprar o creme para área dos olhos mais potente.

Mas apesar dos apesares, devo dizer que os 26 foram muito mais incrí­veis do que meus 16. Nunca havia me divertido tanto, vivido tanto. Eu, como boa sagitariana que sou, cumpri uma das minhas promessas dos 26 e de 2012: viver mais offline e principalmente, intensamente. E vivi. E me diverti. E devo dizer que me cerquei de pessoas maravilhosas, incrí­veis, divertidas e do bem. Gente que eu conhecia há anos, gente que eu conhecia por @, gente que eu conheci na casa de amigos, gente que eu conheci no meio da balada e trocamos perfis de Facebook. Isso sem falar que tive a oportunidade de ver minha banda favorita desde os 12 pela primeira vez ao vivo, que me fez voltar alguns bons anos da minha vida.

Aos 26 também cresci e amadureci em vários aspectos. Troquei de emprego 2x e acho que finalmente me encontrei e me sinto 100% confortável profissionalmente, naquela condição de gostar do que a gente faz e também aprender diariamente algo novo.

Aprendi também a levar a vida menos a sério: me preocupar e me estressar de menos, desapegar mais. Guardar menos mágoa, rancor e mais amor e lembranças boas. E olha, recomendo fortemente por motivos de a gente já tem tantas coisas para nos preocuparmos normalmente que ficar procurando pêlo em ovo é desnecessário.

Acho que entro nos 27 entendendo que os 30 são os novos 18 e que, embora as coisas não tenham saí­do como eu planejava aos 14 (tipo casar aos 25 e ter filhos aos 27, HALP!!!!!1111), é preciso agradecer ao destino por ter dado aquele empurrãozinho para que minha vida tomasse outro curso! :D

“E há pouco tinha quase 20 tantos planos eu fazia e eu achava que em 10 anos viveria uma vida e não me faltaria tanto pra ver
Tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha, e velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem”
Sandy, Aquela dos 30

Nunca fui muito chegada í  Sandy e Junior, passei minha infí¢ncia e adolescência renegando os filhos de Xororó, mas provavelmente Sandy se tornaria minha melhor amiga neste momento. Acho que ninguém traduziria tão bem como eu me sinto rumo aos 30 :~.

PFVR soprando velinhas!

Agora só me resta uma coisa: a água que a Gwen toma para não envelhecer jamais. Kd?

O ato de Borboletar

postado em  •  21 comentários

Parece que foi ontem, mas o Borboletando completou 6 anos de existência. A maior parte dos leitores atuais não acompanharam toda a trajetória do blog, não tenho todo o passado dele registrado aqui porque apaguei os registros mais pessoais em momentos de fúria. Mas uma das coisas mais bacanas é quando alguém que viu o blog nascer vem falar que acompanha minhas postagens desde sempre. Ou que ficou feliz quando o blog voltou a ser pessoal. Ou que tem ainda como um dos seus blogs favoritos.

E nesses 6 anos, quantas mudanças! O blog, no começo, era extremamente pessoal mas depois comecei a me sentir mal por me expor tanto quando me dei conta de quantas pessoas liam meus desabafos diariamente. Passei por uma fase impessoal, quase não autoral, e com a ajuda dos colaboradores, mas sentia que aquele não era o meu blog, o meu espaço e decidi fazer o caminho de volta para casa. No meio do caminho, tive vontade de desistir, de jogar tudo pro alto, mas decidi que levaria o blog menos a ferro e fogo, com mais diversão e menos cobranças. E que bom que consegui encontrar um novo caminho, colocando na balança as coisas boas e ruins dos dois extremos e fazendo aquilo que eu posso oferecer de melhor ”“mesmo que eu fique um bom tempo sem dar nenhum sinal de vida. Aprendi a respeitar minhas crises criativas, meu cansaço mental e principalmente, em priorizar assuntos que sejam bacanas não só para mim, mas para os meus leitores afinal, o blog só existe até hoje por causa de vocês.

Nesses anos todos, não foi só o blog que mudou: eu também borboletei, e muito. Talvez nunca tenha dito aqui no blog sobre o quanto ele é responsável por um monte de coisas boas na minha vida. Primeiro conheci um monte de gente bacana por causa do blog e que acabaram virando meus melhores amigos da vida real (vide Thiago, Vitor e Bee, só para citar alguns dos mais antigos e presentes). Também descobri uma nova vocação graças a ele: eu, que quando abri o blog enquanto cursava Administração Hoteleira, acabei migrando para a área de mí­dias sociais, primeiro como redatora e agora com relacionamento e influência ”“e não consigo me imaginar fazendo outra coisa que não seja nesta área. Se não fosse pelo blog, a esta hora provavelmente estaria dentro de um escritório em algum hotel da cidade e infeliz com a minha profissão.

Mudei meu cabelo, meu estilo, meu modo de pensar, a forma de encarar e viver a vida. Hoje, 6 anos depois, vejo que o nome do blog não poderia fazer mais sentido para mim: sou essa transformação, essa necessidade de exteriorizar minhas mudanças.

í‰ como já diria Raul: “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. E que bom que a gente muda, transforma e evolui né? :)

As fotos da festa ficaram ótimas.exe

postado em  •  8 comentários

Sexta-feira foi dia de festa duro, de dar bafão, de reunir gente linda e querida para celebrar meus 26 anos com um delay de 13 dias e ao lado de outros amigos aniversariantes do mês!

Este ano eu, o Caio, o Alberto e a Lilla resolvemos nos reunir para comemorarmos juntos nossos aniversários, em uma festa que nós batizamos como Ví‰SH-ame, nome inspirado no viral Me Filma e Me Edita. Nossa idéia era fazer uma festa aonde todo mundo pudesse dançar até o chão e se divertir sem medo de perder o que resta de dignidade em 2011 -e foi o que nós e nossos convidados fizemos. No line-up, o melhor da música pop e bagaceira tocado por nós aniversariantes e pelos nossos DJs convidados Thiago (aka BFF) e Thaí­s Maranho.

E teve balão no teto, bexigão com bala e glitter, spray de espuma, chuva de papel picado, cardápio de bebidas memético, Xuxa travestchy, Amy Winehouse ressussitada e descaracterizada, brigadeiro de colher, bala de coco e cupcakes da Wondercakes para quem era lindo! HAHAHA

Continue lendo →