blogagem coletiva

5 personagens que me marcaram e me representam

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Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Quem nunca assistiu um filme e sentiu que aquele personagem poderia ser seu melhor amigo ou até, você mesmo? Ou ainda, aquela série que poderia ser um retrato da sua vida?

Costumo brincar que minha vida é um grande sitcom, dada as situaçíµes que acontecem comigo todos os dias. Tenho muita certeza que cada vez que eu entro em um ambiente, os sonoplastas soltam risadas tipo aquelas do Chaves.

Enquanto nenhum canal faz um sitcom baseada na minha vida, respondi a uma das blogagens coletivas do mês lá no Rotaroots, contando quais personagens do cinema/desenho/séries/novelas me representam ou que eu gostaria de ser. Vamos a minha lista? :D

#05 Um dos Ursinhos Carinhosos

Dentro da mente de uma “little Vic”, meu segundo sonho depois de ser Paquita, era viver aonde os Ursinhos Carinhosos viviam. Imagina, viver num lugar cheio de coisas fofas e amor? Abraçar cada um deles até os olhinhos pularem? Deitar nas nuvens? Poder pegar estrelas sorridentes na mão? Combater o mal soltando raios de coração diretamente da barriga? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

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Serião, amo tanto que vira e mexe me pego assistindo a abertura ou algum dos episódios no Youtube! HAHAHA.

#04 Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)

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Não o tempo todo, mas acho que todo mundo, em algum momento da vida, se identifica com a Becky Bloom -ainda que em uma proporção infinitamente menor do que a personagem. Afinal, quem não se sente mais feliz quando compra algo que gostaria muito ou ainda, comprou algo por impulso e se arrependeu?

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Confesso que já fui muito mais consumista do que eu sou hoje e já trouxe muita tranqueira para a casa -de sapatos a maquiagem. Em tempos de eBay, AliExpress, Asos e outros sites tentadores, tento ser mais contida comprando apenas o essencial ou o que eu quero muito. Para isso, penso um trilhão de vezes antes de passar o cartão.
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Dos discos que marcaram minha vida

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Quem acompanha o blog já deve ter percebido que música é um dos meus assuntos favoritos. E é mesmo. Sou movida í  ela em todos os momentos: da hora que eu acordo ao momento até o momento que eu chego em casa depois de um longo dia. Gosto mesmo e adoraria que minha vida, que eu costumo brincar que é um grande sitcom dado as bizarrices que acontecem nela todo o dias, tivesse uma trilha sonora.

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Para celebrar o “Dia do Disco”, comemorado no último dia 20, o Rotaroots propí´s nesta blogagem coletiva que nós contássemos quais eram os discos que marcaram nossa vida ”“e não necessariamente os favoritos. E olha, vou fizer que foi difí­cil pra caramba separar os meus favoritos dos que realmente marcaram minha vida, ainda que eles se confundam em vários momentos.

Vamos a minha lista? :)

1986-1995: Xuxa, Xou da Xuxa (todos)

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Assim como boa parte das crianças nascidas entre os anos 80 e começo dos anos 90, Xuxa foi meu primeiro í­dolo. Eu AMAVA a Xuxa, era louca por ela e meu grande sonho era ser paquita, só para ficar perto dela todos os dias. Tomava café da manhã na hora do “quem quer pão”, fazia altas coreografias nas festinhas infantis ao som dos hits da rainha dos baixinhos, tinha o microfone, a sandália, comprava sopa de letrinhas dela, enfim, muito fãzoca.

Aliás, pode incluir nesse cálculo todos os álbums da Xuxa até o “Tí´ de Bem Com a Vida”.

1992: Freddie Mercury, Barcelona

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Meus pais nunca foram muito musicais, mas sempre ouviram poucas e boas coisas, daquelas músicas para a eternidade. Cresci ouvindo Abba, Cher, Gal, Madonna, Michael Jackson e principalmente, Queen e Freddie Mercury.

Lembro que todos o dias, minha mãe colocava a vitrola o vinil do “Barcelona”, trabalho solo do Freddie com Montserrat Caballe. Na época achava um saco porque eu queria ouvir Xuxa, Paquitas ou Trem da Alegria, mas hoje acho o máximo. Toda vez que eu escuto “How Can I Go On”, lembro da minha infí¢ncia, dos meus pais e do apartamento que a gente morava.
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Hoje eu não quero só flores. Quero seu respeito!

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Este post faz parte da blogagem coletiva especial do “Dia Internacional da Mulher” promovido pelo Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Vou começar este post contando uma história. Certa vez, uma menina estava passando pela rua acompanhada de sua prima, alguns anos mais velha, quando ouviu um homem falar “princesa”. Poucos meses depois, a mesma menina foi no mercadinho na rua de casa, usando um shorts jeans e uma camiseta, e voltou sob os olhares de um homem que parecia querer devora-la. A personagem desta história é real. A tal menina era eu, aos 11 anos, 1m70 e um corpo em desenvolvimento.

Ao longo dos anos tenho, infelizmente, colecionado outras situações desagradáveis que fizeram com que eu criasse um certo pavor de ser abordada enquanto estou na rua. Do cara que me encara no trem, o senhor com idade para ser meu avô tentar acariciar minhas costas, ao homem que me ficou me cercando quando saí para comprar um café na galeria ao lado da faculdade. “Você pediu, com certeza estava usando uma roupa provocante”, diriam os mais machistas. E eu respondo: não, uso na maior parte das vezes jeans e camiseta. Mas quer saber? Mesmo que estivesse com uma roupa sensual ou nua, ninguém (veja, eu disse ninguém) tem o direito de invadir meu espaço e nem de qualquer outra mulher. Nem de desrespeitá-la.

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Mais triste ainda, é saber que muitas outras mulheres, engrossam este coro. Já ouvi (e acho que você também) de outras mulheres que elas nunca foram abordadas na rua porque não usavam roupas decotadas ou se comportavam de uma maneira digna para uma mulher. A pergunta é: quem definiu o que é digno ou não? Digno para mim, é uma pessoa que é honesta, que honra com seus compromissos e principalmente, respeita o outro, independente não só do seu sexo, mas também sua religião, raça, orientação sexual entre outras peculiaridades que fazem as pessoas serem diferentes uma das outras (graças a Deus, né gente?). Isso sem falar nos pequenos preconceitos que as próprias mulheres plantam no dia-a-dia. De chamar uma mulher sensual de “piranha” í  frase “toda mulher se veste para outra mulher” ”“mentira, eu me visto para mim mesma, e só.

Se hoje eu falo sobre esse assunto no blog, devo confessar que nem sempre foi assim. Durante muitos anos, moldei minha reação à estas situações a partir do que a sociedade machista pregava. Embora tivesse toda a educação e orientação aqui em casa, era difí­cil manter este pensamento quando eu botava o pé na rua ”“começando pelas cantadas e abordagens no caminho da escola ou da faculdade, quando na verdade eu só queria chegar ao meu destino sem ser incomodada. Por anos, acreditei que o fato de me sentir mal com estas cantadas estava associado com a minha extrema timidez e não saber lidar com “elogios”, principalmente de estranhos. Hoje sei que o problema não sou eu e que essa abordagem está longe de ser um elogio.

Ní“S NíƒO ESTAMOS SOZINHAS (FONTE: THINKOLGA.COM/CHEGA-DE-FIU-FIU)

NÃO ESTAMOS SOZINHAS (FONTE: THINKOLGA.COM/CHEGA-DE-FIU-FIU)

Devo parte disso a Internet e os movimentos que me fizeram entender que eu tenho o direito de poder viver minha vida sem ser julgada ou incomodada. Por conta de depoimentos de outras mulheres em blogs e redes sociais, ou campanhas informativas independentes como a “Chega de Fiu Fiu”, percebi que não estava sozinha. Que apesar de viver em um mundo extremamente machista, eu tenho o direito de me impor, exigir respeito e fazer da minha vida o que eu bem entender.

Este post é para lembrar você, leitora e leitor, que toda mulher tem o direito de ser ela mesma quando, aonde, como e com quem ela quiser. Não só no dia 8 de Março, mas em todos os dias do ano. Você não é um objeto, você é um ser humano que merece respeito, dignidade e liberdade para fazer o que quiser da vida. Tem o direito de ir e vir sem ser incomodada. Usar a roupa que você quiser usar sem receio de ser julgada. De dizer NÃO e NÃO QUERO sem ter medo das consequências. De sair com quem você quiser e fazer o que bem entender da sua vida sem se importar com que as outras pessoas pensam.

Sei que, infelizmente, essa é apenas uma gota no oceano entre todos os problemas que as mulheres lutam todos os dias para superar. Junto com isso, tenho mais uma porção de desejos: a de que não só eu, mas como todas as mulheres e outras minorias do planeta, possam viver da maneira que eles bem entendem. E espero que meus filhos e herdeiros usufruir de um mundo mais justo, digno e que respeitem uns aos outros.

Hoje eu não quero só suas flores, chocolates, sua poesia, seu cartão, seus parabéns. Eu quero também seu respeito vitalí­cio.

Uma carta aberta ao meu antigo eu

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O que você faria de diferente na sua vida? Quais conselhos você gostaria de dar para você mesmo anos atrás? Quais escolhas você tomaria?

A primeira blogagem coletiva do mês do Rotaroots foi quase um soco no meu estí´mago. Quando a Paloma sugeriu essa ideia no grupo, inspirada na TAG original do Hypeness, jamais achei que fosse ser tão impactante. E foi. í‰ como uma viagem no tempo e quase uma terapia, principalmente para reforçar alguns dos aprendizados do nosso “eu” hoje e nos ajudar a traçar novas diretrizes daqui para frente.

Convido você a ler esta carta aberta ao meu antigo eu e que ela inspire não só a pessoa que quero ser, mas também outras pessoas. Para começar a experiência, dê o play aqui:

“Oi Victoria, tudo bem?

Eu sei que você odeia ser chamada assim, até porque eu sou você daqui alguns anos ”“para ser exata, 10. Mas, mesmo sabendo que neste exato momento você deve estar bufando porque eu não estou te chamando de Vic ou Vivi, resolvi optar por uma abordagem mais séria. Ou mais ou menos isso. Mas fica tranquila, vim em missão de paz.

A vida passou rápido daí­ pra cá e, conhecendo você melhor do que ninguém, sei que esse jeito desligado vai fazer com que você nem perceba quando chegar aonde eu estou hoje, cada vez mais perto dos 30. Não estou aqui para te dar um spoiler do que vai acontecer daqui para frente, mas te dar conselhos de alguém que já percorreu esse caminho para que talvez, você possa fazer algo diferente.

Ní“S, SEPARADAS POR ALGUNS ANOS E MUITAS EXPERIíŠNCIAS

Ní“S: SEPARADAS POR ALGUNS ANOS, MUITAS EXPERIíŠNCIAS e UM DESCOLORANTE

Para começo de conversa, esqueça os roteiros. Sim, esqueça deles. A vida não será exatamente como aquela que você planejou nas enquetes do colégio, ou nas brincadeiras feitas com papel sulfite e dobradura. E antes que você se desespere com isso, saiba que isso vai ser legal. Confie em mim.

Não sofra por antecipação. Aliás, pare de sofrer. Pare de transformar todo e qualquer acontecimento em um roteiro digno de novela mexicana. Pense mais, respire, relaxe. Lembre-se que tudo na vida se resolve, mesmo que nem sempre o desfecho seja aquele que nós gostarí­amos.

o tenha medo de errar. í‰ eu sei que você odeia errar, mas não tenha medo, muito menos se envergonhe disso. Tropece, uma, duas, três vezes. Escolha um caminho, se não gostar, faça o retorno dele e recomece. E também não se cobre tanto. Eu sei que você quer dar seu melhor, que você não quer decepcionar as pessoas, que você não quer se decepcionar, que você tem medo de se auto-frustrar. Seja menos perfeccionista, seja mais humana. Você não é uma máquina. Você é uma humana, e tem todo e qualquer direito de falhar.

Não se culpe. Não se flagele. Remoa menos mágoas. Se precisar chorar, chore. Se precisar gritar, grite. Você sabe qual o melhor jeito de se sentir melhor, de botar aquele sentimento ruim para fora. Seja mais gentil com você mesma.

Preocupe-se menos com que as pessoas pensam. Faça o que você tem vontade, diga o que você pensa, pare de engolir sapos. Aliás, a cada vez que você pensar em engolir um sapo, lembre que você tem fobia í  anfí­bios. Coloque um filtro imaginário em seus ouvidos e nos seus olhos, absorva apenas aquilo que é relevante e importante para você como pessoa.

Ame-se mais. Ao contrário do que diziam para você na adolescência, se olhar no espelho e se sentir bem com o que vê no reflexo não te torna uma pessoa pior. Eu sei que você se esconde atrás de uma parede de timidez, mas não precisa ser assim tá?.

Aceite-se mais. Você não precisa ser como as pessoas gostariam que você fosse. Mudanças são sempre bem vindas e eu sei que você adora isso, mas não faça isso pelos outros e sim por você. Não deixe que isso consuma sua energia e sua força.

Não tenha vergonha de ser você mesma. Ouça as músicas que fazem seu dia mais feliz (inclusive aquelas que seus amigos fãs de rock alternativo consideram vergonha alheia), ria das piadas mais sem graças, admita que você assiste programas de TV toscos quando ninguém está assistindo, vista o que você sente vontade. Acredite em mim: um dia isso será absolutamente normal e você estará cercada de pessoas que entenderão esse seu lado B.

Não se entregue nem se dedique tanto aos outros. Eu sei que atrás dessa personalidade forte tem um coração mole com cobertura de caramelo e cravejado com açúcar. Não tenha medo, nem sinta culpa de dizer não. Não espere reciprocidade das pessoas, a maioria delas são ingratas. Faça o que seu coração manda, mas não espere que as pessoas façam o mesmo por você.

Não deixe que erros e traumas do passado dominem e conduzam sua vida. Seja menos medrosa e mais persistente. Controle a ansiedade, seja menos impulsiva. Pense 2, 3, 4, 5, 20x se for preciso.

Cerque-se das pessoas que te fazem bem, que te apoiam incondicionalmente e que façam você sorrir. Afaste-se das pessoas e situaçíµes que lhe fazem mal. Não permita que ninguém roube seu sorriso e sua alegria de viver. Tenha poucos e bons amigos. Sabe aquela história de contar em uma palma da mão com quem você pode contar? í‰ isso.

Não se envergonhe de gostar de ser uma pessoa solitária. Você cresceu assim. E não há nada de errado com isso. Não tenha vergonha de ficar sozinha em casa no sábado a noite, ouvindo o CD da sua banda favorita ou assistindo um filme na TV. Aliás, aproveite que você gosta de ser sozinha e pare de depender dos outros na hora de viajar ou de ir a um show que você quer muito ver.

Corra atrás dos seus sonhos, realize suas vontades, faça o que te faz feliz. Faça as aulas de guitarra que você sempre quis fazer, volte a fazer aula de canto porque te faz feliz. Deixa a preguiça de ir para a academia depois da faculdade. Comece a praticar algum esporte que você goste.

Foque nas suas paixíµes, dedique-se a elas. Escreva mais. Leia mais,ouça mais músicas, assista mais filmes. Saia mais, curta mais, viaje mais. Busque muitas referências para sua vida, saia do mundinho de mais do mesmo.

Ouça mais seus pais. Eles sabem mais da vida do que você. Acredite nos conselhos, ouça as broncas, confie nas intuiçíµes deles.

Por fim, jamais permita que os outros definam quem você é e o que vai fazer da sua vida. A vida é curta demais para você viver para os outros. Pouco tempo demais para ser desperdiçado com que e com quem não vale a pena.

Um beijo do seu eu aos 28,
Victoria.

PS1: já que vim do futuro, aproveito para deixar 2 músicas para você que estão logo no começo desta carta. Elas vão te ajudar nos momentos mais difí­ceis.
PS2: você fica melhor loira do que morena, invista nisso.”

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