blogosfera

A little less conversation, a little more action. Please!

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Este ano completo 10 anos que eu blogo, sendo 6 deles aqui no Borboletando. O que começou como uma brincadeira de adolescente influenciada pelas minhas duas melhores amigas da época e meu ex, foi ganhando forma e virando coisa séria ”“ou melhor, em partes. Quando me refiro a uma coisa séria, não estou falando que o blog é profissa ou que eu tenha algum objetivo puramente financeiro com ele, mas é porque ele virou parte da minha vida, quase tão importante e necessário como estudar, trabalhar e arrumar tempo pra me divertir. O blog definitivamente é minha extensão minha vida, do que eu sou e do que eu acredito. Minha paixão pela blogosfera é tão grande que é o objeto de estudo da minha pós graduação em Relaçíµes Públicas e foi tema do meu artigo do semestre passado. í‰ algo que eu não só gosto, mas de fato me interesso, me dedico, leio e estudo.

Nesses 10 anos blogando, passei por todas as fases que vocês podem imaginar. Do blog bobinho e cheio de gifs e imagens engraçadinhas mais ou menos como vocês fazem hoje no Feicetruque ao diário do que eu fazia da minha rotina na escola e como vestibulanda, seguido pela minha vida na faculdade, as primeiras baladas na cidade grande e minhas desilusíµes da vida. Com o tempo, além de achar que eu estava me expondo demais, comecei a entrar em crise porque eu achava que o blog não tinha um estilo, uma identidade, um assunto único e passei a deixá-lo cada vez mais impessoal e centralizado nos assuntos que eu sempre me interessei como moda e beleza. í“bvio que essa fase não durou muito porque a minha motivação é outra, sou filha da blogosfera old school e preciso olhar para meu blog e me enxergar, me identificar.

Na mesma fase que eu comecei a me auto-bodiar do meu próprio blog, comecei a pegar bode da blogosfera. Além de blogueira e leitora, trabalho com relacionamento e social media e dentre minhas inúmeras tarefas da minha rotina de trabalho, faz parte ler blogs e também analisar os vários pedidos que chegam todos os dias na caixa de entrada do e-mail da firma. Dentre eles, pouquí­ssimos estão interessados em conhecer a marca e o conceito dos produtos: a maioria mesmo, só está interessada no jabá. E aí­ eu me pergunto: oferecer uma resenha em troca de um produto é mesmo válido? Eu particularmente acredito que na grande maioria dos casos, a opinião fica sugestionada, porque infelizmente a maioria tem medo de se queimar com as empresas. Não, não estou criticando o envio de jabás e a publicidade, quero mais é que quem faça um trabalho bacana, digno e honesto se dê bem. Mas o que me preocupa é a venda de opinião desenfreada e sem critério em troca de um brinde, o publieditorial velado sem identificação. E antes que me apontem o dedo e me chamem de hipócrita, sim, vou em eventos, recebo jabás pelas assessorias e agências e faço publieditoriais, mas faço tudo com o mí­nimo de bom senso e consciência. Eventos raramente eu vou porque confesso ter preguicinha, deixo para ir das marcas que eu gosto ou lançamentos que me interessam; jabás recebo muitos e quase nenhum vira post no blog ”“a maioria das resenhas publicadas aqui são de produtos que eu pago com meu rico dinheirinho e as poucas vezes que eu falo sobre algo que eu ganho, deixo claro que o produto foi enviado por uma agência/assessoria e sim, só falo quando eu gosto muito, a ponto de continuar comprando/usando, como foi o caso do Fiberceutic. Já sobre os polêmicos publieditoriais, só faço com as marcas que eu acredito, gosto e uso ”“e sempre etiquetados com o selo da campanha do Papo de Homem da transparência on-line. Por que todas essas precauçíµes? Porque eu tenho o mí­nimo de respeito por vocês, leitores. Porque tenho plena noção que muitos de vocês compram coisas influenciados por algo que eu disse e indiquei.

COMO ESTAMOS BLOGANDO? POR UMA AUTO-ANíLISE E UMA BLOGOSFERA MELHOR

E o que dizer do conteúdo? Cada vez mais do mesmo, repetido a todo instante exaustivamente e muitas vezes, sem nenhum critério e responsabilidade. No desespero de fazer algo diferente, começaram a inventar moda: receita de escova progressiva em casa combinando formol e queratina, silicone e desodorante roll-on na cara como primer, lápis de cor 36 cores substituindo a famosa paleta de 192303048 cores são alguns dos absurdos que chegaram até nós há pouco tempo, mas que estão rolando a meses/anos na web. Mas cadê a responsabilidade com o leitor? Desodorante Roll On por exemplo, tem álcool. Aí­ você sai na rua nesse calor senegalês que anda fazendo no Brasil e corre o risco de queimar seu lindo rostinho porque não quis desembolsar alguns dinheiros para comprar um produto decente. Não entendo a necessidade que as pessoas insistem em criar para coisas que vivemos tanto tempo sem, como o primer. Não tem dinheiro pra comprar o da MAC? Tem o da Koloss, da Avon. Não tem dinheiro pra nenhum dos 2? Não use, não invente receitas caseiras irresponsáveis. Sua vó, sua mãe e até você viveu tanto tempo sem, qual o problema de continuar sem usar primer?

Mas enfim, cruzar os braços e reclamar não adianta nada né? Por isso, comecei a olhar meu próprio umbigo e cortar da minha própria carne afinal, eu também havia esquecido a essência do que era ser um blog de verdade, aquele que os livros de social media e web 2.0 dizem, aquele blog maroto que eu e muitos de vocês faziam alguns anos atrás. Eu havia esquecido que o blog antes de mais nada, era meu espaço e que eu deveria impor ali minha opinião. Ter o blog atualizado 2, 3 vezes por dia rendia audiência, rendia pageviews mas bobagem… eram só números. Eu sentia falta mesmo era de olhar o blog e ver que ele tinha a minha cara, o meu jeito, a minha essência. Sentia falta de mim. Cortar a própria carne e admitir que você errou e se precipitou por um medo de se expor é um processo dolorido mas ainda assim, quis fazer o caminho de volta para casa. Parei de me cobrar, de me auto-exigir, de respeitar meus momentos de crise e inspiração zero para escrever, como eu já disse aqui. Comecei a priorizar a qualidade e não a quantidade do conteúdo não por preguiça de escrever, mas por respeito aos meus leitores, que merecem ler posts bacanas, interessantes e de qualidade, seja de moda, beleza, música, cinema, fotografia, alguma experiência bacana minha ou até mesmo um desabafo meu como esse que vocês estão lendo. Estou satisfeita porque consegui enfim encontrar um meio termo: não preciso expor minha vida ou falar sobre a minha rotina diária para ser pessoal, mas também não preciso eximir minha opinião e deixá-lo imparcial. Um ano e pouco depois da minha decisão, acho que fiz a lição de casa e estou retomando o caminho que eu queria trilhar.

Contei um pouco da minha história e um pouco de como eu me sinto perante a blogosfera porque nos últimos tempos o que eu mais tenho lido e visto são blogueiras reclamando dos blogs, do conteúdo, da forma com que as empresas se relacionam e também sobre as crí­ticas pesadas e nada generosas dos jornalistas, que quase sempre são interpretadas como “recalque”. Ao mesmo tempo que eu vejo tudo isso, são poucos que eu vejo de fato colocarem a mão na massa, mudarem aquilo que as incomodam. Todo muito quer progredir, quer se reconhecido, mas não fazem por onde: preferem apontar o dedo para a colega ao olhar o próprio umbigo e fazerem uma auto-crí­tica para saberem o que podem contribuir para uma blogosfera melhor. Mas sabe como é, o comodismo é sempre a melhor escolha para a maioria das pessoas. Falar mal também. Aliás, falar mal de quem conseguiu se dar bem também é bem presente, mas poucos estão mexendo a bunda e os dedinhos no teclado para fazer por merecer. Pra mim isso sim é recalque, mesmo que muitas vezes velado.

Um blog só é blog quando ele tem, de alguma forma, o ponto de vista do autor, não é imparcial. Porém, todos querem ser formadores de opinião mas poucos se preocupam em de fato formar opinião. Falta critério e responsabilidade no que será publicado, medir as conseqí¼ências do impacto que aquela informação vai ter para o leitor. Querem ser tratados e respeitados como imprensa, mas não se comportam com o mí­nimo ética e comprometimento. Falta bom senso, falta boa vontade e falta principalmente amor, dedicação e respeito. E falta também se acreditarem menos, se levarem menos í  sério. A gente tem tantas obrigaçíµes, tanta coisa pra fazer, tanta coisa pra se preocupar, pra que levar tudo tão a sério?

POR UMA BLOGOSFERA MAIS DIVERTIDA, LEVE E MENOS BITOLADA

A blogosfera mudou, cresceu, ganhou proporçíµes inimagináveis. Os blogs ganharam status, notoriedade e lugar de destaque dentro da web, mas precisa encontrar um ponto equilibrio. Nem tanto o céu, nem tanto o mar. Menos deslumbre com semanas de moda, eventos de marcas regados a champagnhe e cupcake e talifãs, mais pé em terra firme.

Como já diria Elvis: “menos conversa, um pouco mais de ação, por favor”. E um pouco de amor também não faz mal a ninguém.

OBS: Este post não é nenhuma indireta e nem tem o objetivo de ser. í‰ desabafo do que eu penso e sinto também conversando com outros amigos blogueiros, social medias e leitores, e também um convite para que todo mundo reflita, tome uma atitude e faça de verdade o que gosta, sem pensar nos benefí­cios e consequências do que isso trará.

Blog Day e um post como nos velhos tempos

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Ontem, dia 31/08, foi celebrado o Blog Day, uma data criada em 2005 pelo blogueiro israelense Nir Ofir para incentivar seus leitores a não só conhecerem, mas também indicarem outros blogs neste dia -3108, que se você observar bem, lembra um pouco a palavra “blog”). A idéia surgiu depois que Ofir percebeu que a maior parte dos leitores acabam lendo sempre os mesmos blog o que, diga-se de passagem é uma das grandes verdades da blogosfera.

Conversando ontem no Twitter com o Phellipe, surgiu o desejo de brincar de Blog Day, coisa que eu não fazia há pelo menos uns 3 anos porque simplesmente eu esquecia. Mas porque eu decidi brincar esse ano? Por um simples motivo: momento nostalgia da old school blogosfera.

Coincidência ou não, tenho estudado muito sobre os blogs e a evolução da blogosfera nos últimos dias por conta da minha monografia do semestre na pós graduação, que será justamente sobre o quanto os blogs mudaram ao longo dos anos e tentar entender um pouco sobre esse boom que aconteceu principalmente nos últimos 2 anos. O mais engraçado de tudo isso é que buscando referências para embasar meu estudo, me sinto viajando no tempo e relembrando tudo o que eu vivi nesses quase 10 anos blogando, sendo 5 deles neste domí­nio. Acho que só quem viveu todas essas épocas de uma forma intensa, tanto como blogueiro ou como leitor, vai entender o que eu to falando. Da época que os blogs eram atualizados com gifs piscantes e frases motivacionais “sua inveja faz a minha fama” com brilhos (como já diria Katylene, quem nooooooooonca?) , os layouts gratuitos e o fórum do By Marina, as trocas quase que semanais de layouts, o saudoso Barraco Virtual da Lari Ventorim (e você ai achando que o Tipo de Blogueira era ~inovador~), os awards organizados por domí­nios, layouts feitos em blender, o Deletéria e mais recentemente os blogs abordando temas mais especí­ficos. Claro que nem todo mundo aderiu a todas as fases, mas é curioso olhar e ver como a blogosfera funciona quase como a nossa vida, cheia de épocas, fases e tendências que desaparecem, voltam ou simplesmente mudam. E eu falo principalmente por mim, que passei por todas essas fases e hoje estou em uma outra que anda lado a lado com meu modo de vida atual: sem roteiros, sem regras, prezando apenas pela liberdade e pelo lado “fun” de tudo aquilo que eu gosto e acredito. E é assim que eu pretendo ficar daqui pra frente, porque é justamente “o do meu jeito” que me faz feliz.

De fato, devo muito do que eu sou hoje ao blog e minha convivência na blogosfera: os amigos que eu fiz, as oportunidades que eu tive e principalmente, em descobrir minha real vocação profissional. Foi blogando que eu descobri que eu gostava de escrever e me comunicar com as pessoas, e mais tarde, participando de açíµes, que eu descobri minha vocação para a área de publicidade ”“e daí­ o resto da história vocês já conhecem. Talvez se eu nunca tivesse blogado, estaria em um escritório trabalhando na área de administração de algum hotel infeliz. E não pense que eu sou a única: conheço muita gente que descobriu, blogando, o que queria ser quando crescer. Ou ainda quem percebeu, fazendo layout, que gostava tanto da coisa que acabou virando designer.

Nos últimos meses tenho blogado muito menos do que eu gostaria pela mais pura falta de tempo. Além estar trabalhando bastante (tks God né gente? Trabalhar e ter dim dim no bolso é sempre bom) estou fazendo pós-graduação, então preciso conciliar meu tempo que anda bastante corrido com tudo isso, meu tempo de lazer (que ultimamente virou lenda) e também praticando a arte que eu mais entendo: a de fazer absolutamente nada, ou seja, dormir. Por outro lado, tenho aproveitado os momentos de folga no trabalho para ler alguns blogs fora do circuito moda-beleza, porque confesso que o fato de trabalhar com este segmento me deixou um pouco de saco cheio desse tipo de leitura nos meus momentos off-work.

Por isso, resolvi fazer um Blog Day “de raiz”, seguindo o principal objetivo do tio Nir Ofir: estimular a leitura de blogs fora do circuito que muitos de vocês estão acostumados a ler no Reader. Gente que compartilha vários assuntos de uma maneira única, divertida e principalmente, cheia de paixão <3

Engraçado, divertido e deliciosamente incrí­vel. Essa é algum dos adjetivos que eu associo quando penso no Maçãs Verdes, blog daquela lindja da Mandy Arruda. Sabe aquelas situaçíµes que nós passamos todos os dias mas nunca sabemos como nos expressar? Aquela sensaão meio que indescrití­vel? A Mandy é craque em traduzir esses nossos sentimentos em posts deliciosos. O post sobre o constrangimento de comprar lingeries mais sexies é um bom exemplo disso.

E a Mandy abriu um novo blog, o “E agora, Donna Reed?”, com o dia-a-dia de uma menina prestes a subir ao altar e o desespero de se tornar, dentro outras mil funçíµes, “do lar”. O blog é novinho em folha, mas tem muitas dicas, principalmente sobre organização. Vale também a indicação e a leitura!

O Spicy Vanilla Cinthia do Make Up Atelier e confesso que se eu já amava o de maquiagem, passei a amar ainda mais esse. O foco aqui são as experiências da Cih em viagens e também em restaurantes em São Paulo e em outras partes do mundo, inclusive sobre o casamento dela em Las Vegas. Inspiração define.

E foi graças a Cih e ao Spicy Vanilla que eu conheci a Clau da Che Peccato, que além de ser minha “cupcakera” oficial, virou uma das pessoas mais queridas da minha vida.

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