borboletismos

Sobre ciclos, desapegos e recomeços

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Eu sou o tipo de pessoa que acredita em começo, meio e fim. E acredito que uma vida é feita de muitos começos, meios e fins. Pense em quantos amigos entraram e saí­ram da sua vida, quantos namorados e peguetes você teve ao longo da sua vida e a maneira com que eles apareceram e depois desapareceram delas. Isso sem falar naquela cor de esmalte que você usa exaustivamente durante um perí­odo e depois desencana dela. Pois é. A gente com a gente mesmo é a mesma coisa.

Acredito que tudo na nossa vida é formada por mini ciclos que quando agrupados, tornam-se um grande ciclo, uma coisa única. São como bolhas de sabão: assopramos, elas surgem e depois vão estourando pouco a pouco até desaparecerem, até assoprarmos novamente e a história se repetir. Nossas primeiras vezes tentando fazer bolhinhas de sabão quase sempre são desastrosas mas pouco a pouco vamos ganhando habilidade e aprendemos a fazer bolhinhas mais bonitas, grandes e duradouras. í€s vezes, precisamos deixar aquela bolha pequena tão bonita desaparecer para que ela abra caminho para outra nova. E sim, os minis e grandes ciclos, bem como as bolhas, também tem seu fim, o desapego quando necessário e também seu recomeço, com direito a bagagem extra de experiências com erros, acertos e tentativas.

E assim como as bolhas, aqui se encerra um desses grandes ciclos e começa um novo. Depois de alguns meses conturbados, resolvi praticar o desapego e encerrar um ciclo que mesmo com tantos saldos positivos, precisava dar lugar a algo novo. Desapeguei de sentimentos que me faziam mal, repensei sobre minha vida, tomei decisíµes que vinha adiando há meses, cortei o cabelo. Estou aprendendo a levar a vida com mais leveza, sem tantas auto-cobranças, sem neuras, sem ansiedade e sem antecipar desfechos de mini-ciclos que poderiam ser diferentes, sem roteiros. Ficam as coisas boas, o que aprendemos com as ruins e enfim, um novo ciclo com mais maturidade e experiência, como as nossas várias tentativas de fazer nossas bolhas de sabão perfeitas. E sim, o fim de um ciclo inclui o blog.

O Borboletando nasceu em maio de 2006 em um desses momentos de transição. Para muitos, o nome é só uma neologia fofinha, mas para mim, ele traz um significado muito forte: traduz um pouco do meu espí­rito, dessa minha intensidade e necessidade de sempre mudar, começar, viver e finalizar ciclos, assim como a metamorfose da borboleta. Nos últimos meses, diminui o ritmo de atualizaçíµes, analisei com olhos crí­ticos enquanto leitora, e achei que era encerrar um ciclo. Não, este não é o fim do blog, mas um recomeço.

Hoje, 11/07, ele começa um novo ciclo, que segue a mesma forma com que eu estou vivendo minha vida: sem roteiros. Não vou fazer promessas, nem falar sobre mudanças ou sobre como serão as coisas daqui para frente. A nova regra é não ter regras, estar longe do que muitas vezes parece óbvio para mim. Prefiro que elas aconteçam de forma espontí¢nea e da maneira que eu desejo.

Para celebrar esse novo ciclo, layout novo feito pela linda e talentosí­ssima Iemai, com tudo que eu gosto e como a vida deve ser: colorida, divertida e com uma pitada de ternura <3. Sejam bem vindos ao novo ciclo.

1/4 de século

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Hoje é meu aniversário e confesso que é estranho, por muitos motivos. O primeiro deles é que o ano passou tão rápido que eu fui me dar conta que ele estava se aproximando há mais ou menos 2 semanas -e daí­ sai correndo entre um trabalho e outro para tentar armar alguma festinha. O outro motivo e talvez o principal dele é a idade: estou completando 25 anos. Sei que muitos de vocês vão me responder “mas você é tão jovem” e bla bla bla, mas é assustador pensar o quanto tempo passa rápido e sem que a gente perceba. Parece que foi ontem, e não 10 anos atrás, que eu completei 15 anos. O tempo passa rápido, a gente não percebe e de repente, fica aquela confusão mental. Passei o dia numa vibe reflexiva, repensando na minha vida até aqui, no que eu melhorei, no que eu piorei e o que eu preciso mudar.

Completo 25 com espirito de adolecente, o que não é necessariamente tão bom assim. Para ser sincera, chegou num ponto preocupante, principalmente quando eu paro para pensar nos meus planos aos 12: quero casar aos 25 e ter filhos com 27. Bizarro pensar que hoje, aos 25, nem namorado eu tenho e mesmo se tivesse, provavelmente não estaria pensando nisso. Filhos então é um sonho extremamente distante. Definitivamente, não consigo sentir o peso da idade e as responsabilidades que vem junto com ela. Parece meio sindrome de Peter Pan sabe? Me dá agústia saber que estou mais perto dos 30 do que dos 15. Não sei, mas parece que aos 12, as pessoas de 25 pareciam aos nossos olhos tão maduras, tão adultas. Ao mesmo tempo, não acho isso ruim. Ainda quero aproveitar a vida, as oportunidades, conhecer pessoas e lugares diferentes…

Meus 24 anos assim como meu 2010, foram intensos e tão decisivos como se eu tivesse 17 anos. Vivi experiências novas, consegui me encontrar profissionalmente (quem acompanha o blog desde o começo sabe o quão isso foi tenso qnd eu tinha meus 20, 21), conheci pessoas que me fizeram me abrir para o mundo, quebrei tabus e preconceitos… consegui me libertar e ser a Victoria de verdade, sem máscaras ou pudores. C’est la vie no melhor sentido da palavra. Por isso, considero meus 25 como meu novo 18. Acho que estou no caminho do amadurecimento, de encontrar um meio termo entre ser a eterna menina e a mulher.

Música que embalou meu dia reflexivo de hoje. Já pode chorar em Londres ouvindo essa música?

E espero que neste meus novos “18”, eu tome vergonha na cara para dirigir -já disse que eu tenho carta, carro e não dirijo? Pois é rs.

Feliz aniversário para mim \o/

PS: o blog anda com atualizaçíµes reduzidas mas espero voltar a um rí­tmo digno em um futuro próximo. Assim espero, amém.