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Killers sambando sem prometer em “Shot At The Night”

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Esse final de semana estava pensando o quanto algumas coisas me fazem mais feliz e uma delas, é ainda ter meus í­dolos. Sou fanática por música, movida por ela, continuo consumindo CDs fí­sicos (e mais recentemente, vinis), e uma das coisas que me fazem uma pessoa mais feliz é ter meus artistas favoritos. Gente que eu admiro, gosto de saber novidades, de acompanhar a carreira e tudo mais. E confesso que a cada novidade de algum artista que eu gosto muito, sinto aquela euforia fangirling, não muito diferente do que eu sentia na adolescência pelas Spice e os Backstreet Boys, HAHAHA. Sei lá, tem gente que é fanático por futebol. Eu sou pelas bandas e cantores que eu gosto. E quer saber? Não me envergonho disso.

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E é nenhuma novidade para os leitores do blog o tamanho do meu amor pelo The Killers e pelo mozão Brandon Flowers, e que eles disputam o topo com o Garbage e a Britney. Com a era Battle Born chegando ao fim, estava começando a me sentir órfã da banda até o próximo álbum (ou o ~Flamingo 2~, aka o trabalho solo do Brandon) quando eles anunciaram, sem maiores detalhes, que grandes novidades estavam por vir.

COMO EU ME SINTO QUANDO MINHA BANDA FAVORITA ANUNCIA NOVIDADES

COMO EU ME SINTO QUANDO MINHA BANDA FAVORITA ANUNCIA NOVIDADES

Daí­ em diante, foram dias juntando peças de um quebra-cabeça que a banda soltou nos últimos meses. Da entrevista para a NME em junho, em que a banda apresentou para o jornalista um trecho de uma nova música produzida em parceria com Anthony Gonzalez do M83 (aliás, se você ainda não conhece, corre pra ouvir que também é coisa linda de Deus!), aos tweets misteriosos que eram misteriosamente apagados dias depois, tudo se encaixou perfeitamente na semana passada, quando foi publicado nos canais oficiais uma imagem em código Morse, anunciando o nome do novo single, “Shot At The Night”, previsto para o dia 16. Ou seja, fiquei esperando o final de semana inteiro aguardando o vazamento, fazendo uma varredura na Internet inteira e nenhum indí­cio -apenas que a faixa estaria disponí­vel em breve no Rdio.

Por incrí­vel que pareça, em pleno 2013, a faixa conseguiu a proeza de não vazar antes do lançamento oficial na Radio BBC1 do Reino Unido, e eu me senti praticamente nos tempos que eu ficava com a boa e velha fita K7 com o play+rec+pause pressionados só aguardando o lançamento da nova música dos Backstreet Boys nos áureos tempos pré-Internet. Como não estou no UK e também não tenho mais meu toca-fitas, o jeito foi acompanhar ligadinha o lançamento pelo stream enquanto trabalhava e…

"AI ME DEUS VAZOU E í‰ MARAVILHOSA, SOCORRRRRRR CHAMA O SAMU!!!!!!111 #EARGASM"

“AI ME DEUS VAZOU E í‰ MARAVILHOSA, SOCORRRRRRR CHAMA O SAMU!!!!!!111 #EARGASM”

A faixa, que foi exatamente a produzida por Anthony Gonzalez, traz alguma das caracterí­sticas que fizeram com que eu me apaixonasse pela banda anos atrás: a forte influência do synthpop dos anos 80. Ou seja, a música é puro luz, raio, estrela e luar, o mais puro creme do amor, entre outros adjetivos que eu poderia citar por horas. Se você ainda não ouviu, se dê a este luxo e escute esse primor:

Carregada por <3 sintetizadores <3 e uma melodia quase lúdica, a música é tão viciante que eu criei uma teoria de usaram samples de I-Doser (alguém mais lembrava disso? HAHAHA) no single. Outro ponto que eu gostei é porque achei que a faixa lembra, mesmo que de longe, a vibe ~~~~música de consultório odontológico~~~ de “Deadlines and Commitments”, uma das minhas favoritas do Battle Born.

SAMBANDO NO RECALQUE E NA CARA DOS HATERS

SAMBANDO NO RECALQUE E NA CARA DOS HATERS

“Shot At The Night” faz parte do “Direct Hits: 2003-2013”, primeira coletí¢nea da banda que celebra os 10 anos de carreira desses lindos e dá um tapa na cara da sociedade que acha que eles são one hit wonder por causa de Mr. Brightside, e será lançada no dia 11 de novembro. Além do single, o álbum terá mais uma música inédita, “Just Another Girl” e eu já estou aqui de boní­ssima fazendo os paranaués todos para que essa faixa seja tão maravilhosa quando “Shot At The Night”.

Para quem é ansioso/obcecado pela banda tipo euzinha, fica a dica: dá para comprar o álbum na pré-venda do Amazon UK , que eu super recomendo (e inclusive prometo fazer um post em breve sobre esse achado que tem feito minha alegria enquanto consumidora de CDs HAHAHA).

The Killers sendo maravilhosos no Lollapalooza Brasil 2013

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Não é nenhum segredo o quanto eu sou apaixonada pelo The Killers. Embora seja uma pessoa movida a música e gostar de vários artistas, poucos alcançam o status de “amor incondicional” no meu coração ”“e claro que Brandon e sua trupe fazem parte deste ~seleto~ grupo, junto com o Garbage.

Acompanho a banda praticamente desde o “Hot Fuss”, de 2005. Se Garbage foi a banda da minha adolescência, posso dizer que Killers é a banda da minha vida adulta. E preciso confessar que a cada oportunidade que eu tenho de ver a banda ao vivo, este amor só aumenta. E a expectativa de vê-los é sempre gigante, acompanhada de uma certa ansiedade em vê-los novamente.

Quem já teve a oportunidade de conferir a performance ao vivo da banda de Las Vegas, ou pelo menos através de ví­deos ou do maravilhoso DVD Live From Albert Hall, sabe que Brandon, Dave, Mark e Ronnie não se contentam com pouca coisa. Além de uma setlist poderosa, a banda esbanja simpatia e carisma, com performances inesquecí­veis. E me perdoem os haters, mas se tem uma coisa que o Killers sabe fazer bem é fazer um show de encher os olhos. E o show desta sexta-feira no Lollapalooza Brasil 2013, não poderia ser diferente. Ou melhor, foi. E para a melhor.

EUZINHA FAZENDO UMA PONTA NA FOTO OFICIAL DO SHOW DO LOLLAPALOOZA 2013!

EU (SETA) E BRANDONLINDO NA FOTO OFICIAL DO SHOW: UM DIA DIFICIL NA VIDA DAS INIMIGAS

Cheguei no Jockey por volta das 13h30, dei uma volta e, ao ver que eu conseguiria um bom lugar no palco “Cidade Jardim”, dedidi ficar por lá. A partir das 14h, consegui um espacinho na grade que separava o público do palco e achei por bem ficar por lá. Dali em diante, foram horas de espera, sem comer, sem beber água, sem ir ao banheiro, sem circular, dores nos pés e nas costas. Mas eu sabia que aquele esforço valeria a pena ”“e valeu!

Depois de uma longa espera e muitos gritos durante a montagem (principalmente quando o sintetizador com o raio iluminado de Brandon chegou), a banda entrou no palco com um dos seus maiores hits, Mr. Brightside, e botou o Jockey inteiro abaixo. Brandon ficou tão emocionado que era visí­vel que ele estava tremendo nas primeiras músicas do show, e assim como restante da banda, que parecia desacreditar em tudo aquilo –nesse trecho dá pra ver a cara de surpresa dele. Durante a terceira música, “The Way It Was” (Battle Born, 2012), BFlow aproveitou para cumprimentar o público em português, muito amor.

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Gifs por oversunsetplain.tumblr.com

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Daí­ em diante, o que se viu nas outras 1h30 de apresentação foi um show recheado de grandes hits da banda e pouquí­ssimas músicas do último álbum. Acredito que esta escolha se deva ao fato de não ser um show independente da banda, mas um formato festival, considerando que nem sempre o público presente é fã da banda a ponto de conhecer músicas que não sejam single, assim como o Brandon puxando coros em músicas não singles do BB. De qualquer forma, senti falta de músicas como Bones, Here With Me, Flesh and Bone (próximo single) e a faixa-tí­tulo da tour, Battle Born. A estrutura do palco estava linda, contando com backdrops incrí­veis e iluminação, que mudava de acordo com a era/single da banda, e efeitos especiais, como uma “bomba” inesperada em “Miss Atomic Bomb”, papéis picados em formato de raios e “K” na maravilhosa “All These Things That I’ve Done” e chuva de fogos em “When You Were Young”.

O que me deixou mais impressionada é o fato da banda estar a cada nova tour, em melhor forma ”“ e olha que os shows sempre foram fantásticos. Os CDs podem decepcionar os fãs mais xiitas (não euzinha, porque eu amo o Day and Age e o Battle Born, rsss), mas não dá para negar que no palco os filhos de Nevada estão ainda melhores, tanto em termos de carisma, quanto forma: Brandon está cantando mais do que nunca (e olha que 2 semanas atrás ele cancelou shows por conta de uma faringite) e está cada vez mais performático, carismático e usando seu poder de persuasão para conquistar plateias, que respondem prontamente com vozes, mãos e palmas.
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