Brasil

Mixtape #46 – Tá Tendo Copa! \o/

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Eu pensei em começar esse post falando que eu sei que eu estou sumida, que em meses é o perí­odo que eu fiquei mais sem atualizar o blog mas desisti por motivos de: TÁ TENDO COPA. É muita Copa. Copa pra caralho. íÉ a Copa das Copas!!!!!!!!!!!!!11111111111111111111111111111111111111

hulk

Confesso que não curto muito futebol, que sou uma São Paulina de araque mas AMO COPA. Por causa das trilhões de incertezas sobre o evento, confesso que tava super desanimada e acabei nem indo atrás de ingressos, mas foi só aproximar o início dos jogos pro meu coraçãozinho começar a bater mais forte e morrer de ódio de não ter ido atrás dos ingressos antes. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, é claro que eu estou tentando garantir pelo menos um joguinho das quartas ou da semi-final para compensar meu recalque.

E para celebrar este acontecimento histórico no Brasil (e enquanto eu não consigo comprar meus ingressos), fiz uma mixtape recheada de brasilidades que a gente ama de coração ou ama odiar. MPB? NíO! Aqui é música que o povo gosta, trilha pro churrasco em dia de jogo, pra botar os gringos tudo pra dançar até o chão. Pop, funk, pagode, axé e outras maravilhas da verdadeira música popular brasileira <3 <3 <3.

mixtape46

Gostou dessa mixtape? Para baixar, clica aqui. E para ouvir todas as outras que já passaram para o blog, vem pra cá. Tem alguma sugestão de mixtape? Deixa aí­ nos comentários ou compartilha no grupo do blog no Facebook.

david

Outras mixtapes recheadas de brasilidade: Micareta Vintage e Pagode Vintage.

VAI BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!111111111111111111111111111111

GOL2

A saga do Muse no Lollapalooza 2014

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Sou mega entusiasta de festivais de música e não é a toa que sempre tento fazer um esforço para ir na maioria deles. Enquanto a maioria das pessoas reclamam do preço, considero OK o valor que costumam cobrar por aqui, afinal, são várias atraçíµes que você pode ver pelo mesmo preço de um grande show internacional no Brasil, além de um programa diferente para fazer naquele dia.

Com o Lollapalooza 2014, não poderia ser diferente. Ao contrário da edição passada, em que eu fiquei horas de pé na grade esperando Brandão Flores surgir, neste ano não havia nada que eu morresse de amores e que me convencesse a guardar lugar perto do palco. Mas uma das bandas que constam no meu TOP10 do coração estava confirmada: o Muse.

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUí‡íƒO VEJA ONLINE)

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUí‡íƒO VEJA ONLINE)

Já vi o Muse em uma outra oportunidade, quando eles abriram para o U2 na 360º Tour -inclusive, fui mais por eles do que por Bono & cia, embora também goste muito. No ano passado, me cocei de vontade de ter ido ao Rock In Rio para ver os moços, mas acabei não comprando os ingressos e fiquei na vontade, acompanhando pela TV. Mas foi só o Lollapalooza anunciar a banda como uma das atraçíµes da edição brasileira que eu comecei a contar os dias. O countdown ganhou ainda mais força quando anunciaram que o Muse seria uma das atraçíµes dos shows solos, os “lolla parties” e enfim teria uma oportunidade de ver um show mais intimista da banda, conhecida como uma das melhores performances ao vivo do rock alternativo. Ou seja: em 3 dias, veria o show do Muse DUAS vezes. Melhor do que isso, só se fosse do Killers com direito a Meet&Greet com Brandinho.

MINHA REAí‡íƒO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

MINHA REAí‡íƒO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

Mas é claro que Murphy, esse fanfarrão, achou que minha vida tava muito legal e resolveu fazer uma zoeira. E como vocês sabem, ela não tem limites.

Na quinta-feira, dia do side show, acordei 6h com helicópteros passando em cima da minha casa. Mas né, porque ficar putézima da vida se eu ia no show do Muse a noite? Fui, me arrumei com meu look de guerrashow, sentei para tomar meu café enquanto lia os feeds do Facebook no celular e: show cancelado por motivos de saúde.

EU LENDO A NOTíCIA DO CANCELAMENTO

EU LENDO A NOTíCIA DO CANCELAMENTO

Do aviso sobre o show cancelado ao pronunciamento oficial do Matt Bellamy no Twitter sobre o estado de saúde dele, foi um show de achismos. E com o pronunciamento oficial, veio a dúvida: será que Bellamy se recuperaria da tal laringite até o dia do Lollapalooza? Será que o show seria cancelado?

Bom, confesso que cheguei no Autódromo tensa e com medo de que, a qualquer momento, fosse anunciado o cancelamento do show. Além do Muse, estava lá para ver Imagine Dragons (que eu só consegui ver um pedacinho) e NIN, mas eles ainda eram a prioridade da noite. Entre as longas caminhadas entre um show e outro, aproveitei também para ver um pedacinho da Lorde e o Phoenix de passagem.

Umas 21h, decidi me posicionar no palco Skol, e ainda que longe do palco, tinha uma boa visão do palco. Meia hora depois, o trio enfim subiu em palcos paulistas, abrindo o show de 1h30 com “New Born”, surpreendendo principalmente os fãs mais veteranos. Pouco depois, uma nova surpresa: o cover de “Lithium”, um dos grandes hits do Nirvana, para homenagear os 20 anos da morte de Kurt Cobain. Esse sem dúvidas foi um dos meus momentos favoritos do show, tanto pelo fato de Nirvana fazer parte da minha vida musical, quanto por ver o público, de todas as idades, todo cantando a plenos pulmíµes.

Desde o iní­cio do show, ficou evidente que Matt estava longe de sua melhor forma que nós nos acostumamos a ver. Era visí­vel para o público o tamanho do esforço que o vocalista estava fazendo para cumprir a promessa feita aos fãs. “Eu perdi a voz”, disse Bellamy em um momento do show. Em “Starlight”, um dos momentos mais aguardados do show, o público respondeu ao pedido do vocalista, entoando um coro de mais de 80 mil vozes emocionante. O mesmo fato se repetiu em “Madness”. Certamente, outros dois pontos altos da noite.

Por conta do problema com a voz de Matt Bellamy, a setlist foi alterada. Hits como “Supremassive Black Hole”, “Feeling Good” e “Muscule Museum” ficaram de fora, frustrando boa parte do público. Em compensação, “Knights of Cydonia” fechou com chave de ouro a performance que começou cheia de incertezas mas com duas conclusíµes: a do porque Muse é considerado um dos melhores shows do rock e o de que Matt Bellamy um dos melhores frontmen da atualidade.

Prova disso: quantas pessoas subiriam num palco, para se apresentar para mais de 80 mil pessoas, com limitaçíµes vocais e muita, mais muita dor (coisa que só quem teve laringite sabe o que é)? Ainda que com as expectativas não alcançadas, não posso negar que a banda ganhou ainda mais pontos no meu coração pela consideração e respeito que eles tiveram pelos fãs, que aguardaram ansiosamente por este dia. Valeu cada minuto da espera!

Agora, com o fim do Lollapalooza 2014, resta a expectativa da banda cumprir a promessa feita em tweet feito pouco depois do fim do show, aonde Bellamy afirma que volta no ano que vem. Não sei vocês, mas já estou aqui com os dedinhos cruzados aguardando este momento e que desta vez, o tal show intimista role mesmo :D

PS: aproveitando o post, gostaria de agradecer a ChevroletBR pelo convite para o camarote í”nix. Muito obrigada, gente! <3

The Killers sendo maravilhosos no Lollapalooza Brasil 2013

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Não é nenhum segredo o quanto eu sou apaixonada pelo The Killers. Embora seja uma pessoa movida a música e gostar de vários artistas, poucos alcançam o status de “amor incondicional” no meu coração ”“e claro que Brandon e sua trupe fazem parte deste ~seleto~ grupo, junto com o Garbage.

Acompanho a banda praticamente desde o “Hot Fuss”, de 2005. Se Garbage foi a banda da minha adolescência, posso dizer que Killers é a banda da minha vida adulta. E preciso confessar que a cada oportunidade que eu tenho de ver a banda ao vivo, este amor só aumenta. E a expectativa de vê-los é sempre gigante, acompanhada de uma certa ansiedade em vê-los novamente.

Quem já teve a oportunidade de conferir a performance ao vivo da banda de Las Vegas, ou pelo menos através de ví­deos ou do maravilhoso DVD Live From Albert Hall, sabe que Brandon, Dave, Mark e Ronnie não se contentam com pouca coisa. Além de uma setlist poderosa, a banda esbanja simpatia e carisma, com performances inesquecí­veis. E me perdoem os haters, mas se tem uma coisa que o Killers sabe fazer bem é fazer um show de encher os olhos. E o show desta sexta-feira no Lollapalooza Brasil 2013, não poderia ser diferente. Ou melhor, foi. E para a melhor.

EUZINHA FAZENDO UMA PONTA NA FOTO OFICIAL DO SHOW DO LOLLAPALOOZA 2013!

EU (SETA) E BRANDONLINDO NA FOTO OFICIAL DO SHOW: UM DIA DIFICIL NA VIDA DAS INIMIGAS

Cheguei no Jockey por volta das 13h30, dei uma volta e, ao ver que eu conseguiria um bom lugar no palco “Cidade Jardim”, dedidi ficar por lá. A partir das 14h, consegui um espacinho na grade que separava o público do palco e achei por bem ficar por lá. Dali em diante, foram horas de espera, sem comer, sem beber água, sem ir ao banheiro, sem circular, dores nos pés e nas costas. Mas eu sabia que aquele esforço valeria a pena ”“e valeu!

Depois de uma longa espera e muitos gritos durante a montagem (principalmente quando o sintetizador com o raio iluminado de Brandon chegou), a banda entrou no palco com um dos seus maiores hits, Mr. Brightside, e botou o Jockey inteiro abaixo. Brandon ficou tão emocionado que era visí­vel que ele estava tremendo nas primeiras músicas do show, e assim como restante da banda, que parecia desacreditar em tudo aquilo –nesse trecho dá pra ver a cara de surpresa dele. Durante a terceira música, “The Way It Was” (Battle Born, 2012), BFlow aproveitou para cumprimentar o público em português, muito amor.

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Gifs por oversunsetplain.tumblr.com

GIFS POR OVERSUNSETPLAIN.TUMBLR.COM

Daí­ em diante, o que se viu nas outras 1h30 de apresentação foi um show recheado de grandes hits da banda e pouquí­ssimas músicas do último álbum. Acredito que esta escolha se deva ao fato de não ser um show independente da banda, mas um formato festival, considerando que nem sempre o público presente é fã da banda a ponto de conhecer músicas que não sejam single, assim como o Brandon puxando coros em músicas não singles do BB. De qualquer forma, senti falta de músicas como Bones, Here With Me, Flesh and Bone (próximo single) e a faixa-tí­tulo da tour, Battle Born. A estrutura do palco estava linda, contando com backdrops incrí­veis e iluminação, que mudava de acordo com a era/single da banda, e efeitos especiais, como uma “bomba” inesperada em “Miss Atomic Bomb”, papéis picados em formato de raios e “K” na maravilhosa “All These Things That I’ve Done” e chuva de fogos em “When You Were Young”.

O que me deixou mais impressionada é o fato da banda estar a cada nova tour, em melhor forma ”“ e olha que os shows sempre foram fantásticos. Os CDs podem decepcionar os fãs mais xiitas (não euzinha, porque eu amo o Day and Age e o Battle Born, rsss), mas não dá para negar que no palco os filhos de Nevada estão ainda melhores, tanto em termos de carisma, quanto forma: Brandon está cantando mais do que nunca (e olha que 2 semanas atrás ele cancelou shows por conta de uma faringite) e está cada vez mais performático, carismático e usando seu poder de persuasão para conquistar plateias, que respondem prontamente com vozes, mãos e palmas.
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Britney e a Femme Fatale Tour em SP

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Foram 10 anos de espera, contagem regressiva de 30 minutos, 1h30 para a realização do sonho de 8 entre cada 10 brasileiros fãs de música pop de acordo com estudos do Instituto Borboletando de pesquisa. Na última sexta-feira, eu e mais uma legião de 29,999 fãs fomos a Arena Anhembi aqui em São Paulo realizar o sonho de ver o í­cone/diva/musa/deusa/legendária e princesa do pop nas horas vagas Britney Spears, que junto com sua equipe de dançarinos e parafernalhas trouxeram a tour Femme Fatale para o Brasil depois de um jejum de quase 10 anos. E hoje, pouco 48 horas depois da realização do sonho, ficou a sensação de vazio misturada ao gostinho de quero mais.

A FíŠMEA E OS DANí‡ARINOS FATAIS (FOTO: T4F)

Conversando com alguns amigos, lendo a opinião de outros fãs em fóruns, tive a impressão de que o show do Rio de Janeiro foi infinitamente melhor do que o de SP porque Britney talvez estivesse com mais disposição e se sentiu mais em casa com os fãs cariocas e também de que algumas pessoas se decepcionaram porque esperavam uma outra Britney, aquela que dançava sensualmente em I”™m Slave 4U ou o furacão sexual da tour Onyx Hotel que todo fã sonha em ver ao vivo. A verdade é que aquela Britney não existe mais e os possí­veis motivos são muitos: a cirurgia no joelho em 2004 que a fez interromper a Onyx Hotel Tour, a maternidade, os problemas que ela passou nos últimos anos, o trauma pós VMA 2007, a falta de motivação para continuar a carreira ou a pressão dos empresários e mí­dia .

Fui para a Arena Anhembi sexta sem maiores expectativas de encontrar a tal Britney que reinou na década passada. E o que eu encontrei foi uma Britney muito diferente daquela que eu me apaixonei, mas ainda assim bem longe do que os crí­ticos adoram escrever por aí­: ela não dança mais como antes, é verdade, mas ainda assim dança muito bem e em alguns momentos a gente vê que ela se empolga bastante, como em I”™m Slave 4U. Ela pode não estar com aquela barriga que causava inveja em 11 entre 10 mulheres em todo mundo, mas está longe de estar fora de forma ou gordinha como adoram dizer por aí­, pelo contrário: tá magra, tá gostosa e arrisco a dizer que vi uma barriga querendo se desenhar de novo. A estrutura do palco veio BEM reduzida se comparada a tour norte-americana e canadense, mas ainda assim impecável, bem como os figurinos usados por ela e a trupe de dançarinos com coreografias de tirar o fogo. Faltou hits no setlist como Ooops!, Stronger e Circus, a roupagem que deram para algumas músicas ficaram ruins como a versão japa de Toxic ou o corte desnecessário de Baby One More Time, mas a gente deixa tudo isso passar quando a gente ouve Slave na versão original com direito a coreografia e performando Gimme More lindamente depois do epic fail no VMA 2007.

LOVE BRITNEY, HATE BRITNEY (FOTO: T4F)

@FELIPZZ GANHANDO O LAPDANCE MAIS DESEJADO DO POP (Foto: T4F)

O que não dá pra negar é que falta pimenta no Cheetos e gás na Pepsi da Britney de hoje. As performances são cheias de caras e bocas, praticamente marcas registradas dela, mas por várias vezes tive minhas dúvidas se as falas e poses faziam parte do script ou se foram naturais. Como bem disse a no post sobre o show, faltou espontaneidade. Teve sorriso, cara de surpresa com mão na boca, mas faltou brilho nos olhos, conversas longas com o público, ou ao menos, a alegria e a energia que os amigos cariocas viram 3 dias antes. Tudo bem que quando ela está ali no palco, a gente fica tão encantado que esquece tudo. Mas que todo mundo queria mais, ah isso não dá pra negar!

Tenho a impressão de que a velha Britney ainda está lá, escondida e reprimida daquela loirinha com um pouco mais de 1m65, ofuscada pela pressão dos empresários e do pai em ser um sí­mbolo sexual e se manter no posto de substituta de Madonna e pela imprensa, que insiste em ficar em cima de sua forma fí­sica. Talvez Britney precise de tempo, de amor, de diversão, de espaço e dela mesma. Talvez Britney precise ser menos “overprotected” e seguir os conselhos que ela mesma canta na música.

Ainda assim, com tantas coisas que poderiam me deixar decepcionada, devo confessar que eu amei estar ali, independente de qualquer coisa. A Britney em si tem potencial para brilhar muito mais, está longe do que a maioria dos fãs gostaria de ver, mas é bom ver que ela está se ajeitando, mesmo que aos poucos. í‰ bom vê-la linda e saudável na medida do possí­vel, depois de ter acompanhado e torcido por ela durante os momentos crí­ticos. Saí­ dali emocionada, arrepiada, com lágrimas nos olhos e com o desejo de vê-la novamente em breve, e quem sabe, totalmente restabelecida.

Dualidades e incoerências que só fãs da Britney entendem.

PS: no Youtube tem o show de Toronto da tour na í­ntegra. Para matar as saudades do show enquanto o DVD oficial não chega í s lojas :D