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Dos discos que marcaram minha vida

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Quem acompanha o blog já deve ter percebido que música é um dos meus assuntos favoritos. E é mesmo. Sou movida í  ela em todos os momentos: da hora que eu acordo ao momento até o momento que eu chego em casa depois de um longo dia. Gosto mesmo e adoraria que minha vida, que eu costumo brincar que é um grande sitcom dado as bizarrices que acontecem nela todo o dias, tivesse uma trilha sonora.

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Para celebrar o “Dia do Disco”, comemorado no último dia 20, o Rotaroots propí´s nesta blogagem coletiva que nós contássemos quais eram os discos que marcaram nossa vida ”“e não necessariamente os favoritos. E olha, vou fizer que foi difí­cil pra caramba separar os meus favoritos dos que realmente marcaram minha vida, ainda que eles se confundam em vários momentos.

Vamos a minha lista? :)

1986-1995: Xuxa, Xou da Xuxa (todos)

Xou_da_Xuxa

Assim como boa parte das crianças nascidas entre os anos 80 e começo dos anos 90, Xuxa foi meu primeiro í­dolo. Eu AMAVA a Xuxa, era louca por ela e meu grande sonho era ser paquita, só para ficar perto dela todos os dias. Tomava café da manhã na hora do “quem quer pão”, fazia altas coreografias nas festinhas infantis ao som dos hits da rainha dos baixinhos, tinha o microfone, a sandália, comprava sopa de letrinhas dela, enfim, muito fãzoca.

Aliás, pode incluir nesse cálculo todos os álbums da Xuxa até o “Tí´ de Bem Com a Vida”.

1992: Freddie Mercury, Barcelona

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Meus pais nunca foram muito musicais, mas sempre ouviram poucas e boas coisas, daquelas músicas para a eternidade. Cresci ouvindo Abba, Cher, Gal, Madonna, Michael Jackson e principalmente, Queen e Freddie Mercury.

Lembro que todos o dias, minha mãe colocava a vitrola o vinil do “Barcelona”, trabalho solo do Freddie com Montserrat Caballe. Na época achava um saco porque eu queria ouvir Xuxa, Paquitas ou Trem da Alegria, mas hoje acho o máximo. Toda vez que eu escuto “How Can I Go On”, lembro da minha infí¢ncia, dos meus pais e do apartamento que a gente morava.
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Comprando na Gringa: Amazon UK

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Sempre fui uma pessoa consumista, preciso admitir. Mas nos últimos anos, ando com uma master preguiça de fazer uma das coisas que eu mais gosto na vida que é sair para fazer compras. Poderia ser hipócrita e dizer que existem coisas mais importantes na vida que o dinheiro não compra (e sim, elas são!) mas eu gosto de poder me dar ao luxo de me presentear com coisas que me fazem mais feliz. Aliás, quem não gosta?

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Bom, durante algum tempo, embora adepta convicta de e-commerce, tive um pé atrás com compras na gringa e por isso, demorei (muito!) para entrar na onda das lojas internacionais. Mas aí­ foi só ter a primeira experiência, positiva de cara, para virar adepta de carteirinha e praticamente abolir boa parte das minhas compras no Brasil, inclusive em lojas fí­sicas. Não é a toa que meu mais novo apelido entre os amigos é rainha da muamba, porque quase toda semana tem compra nova chegando em casa HAHAHA!

Com essa fama, vários amigos começaram a me pedir dicas de como e onde comprar determinadas coisas, além de como foram minhas experiências nestes sites internacionais. Por isso, resolvi compartilhar alguns dos meus delí­rios de consumo nas minhas lojas favoritas aqui no blog, e encorajar quem sempre quis se arriscar mas ainda tem algum receio.

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E para abrir esta maravilhosa série de posts, resolvi falar sobre meu mais novo ví­cio: o Amazon UK, a versão do Reino Unido para um dos maiores sites de compra do mundo. Ok, você deve estar neste momento querendo me perguntar qual a diferença entre o charme o funk a versão EUA e UK, certo? Pois então, a diferença está no valor do frete e das taxas, o que significa uma diferença absurda na hora de fechar o carrinho. Ao contrário da versão americana, o Amazon UK não cobra taxas de importação e o frete do Reino Unido para o Brasil é bem amigável, em torno de 3 libras (mais ou menos R$12, quase o valor do frete de um sedex para o mesmo estado). E embora os preços estejam em libras, o valor é mais ou menos equivalente ao que seria em dólar, nada absurdo e muito mais em conta do que no Brasil.

Além dos produtos vendidos pela própria Amazon, dá para comprar pelos sellers, vendedores afiliados ao site e que costumam oferecer por um preço mais em conta. Os sellers também vendem além dos produtos novinhos, versíµes usadas em excelente estado por preços módicos ”“alguns chegam até a £0,01. E olha que nem é truque: comprei alguns destes CDs de £0,01 e vieram perfeitos, tanto o encarte quando a mí­dia em si. O meu do Aqua e o do Semisonic, por exemplo, chegaram inteirinhos e funcionando lindamente, assim como meu DVD do Clueless, que saiu em torno de £2,50.

A grande vantagem de comprar no Amazon UK, além da questão do frete e das taxas, está em comprar coisas que não foram lançadas aqui no Brasil, estão fora de linha ou ainda, custam absurdamente caro por aqui. Grande parte da minha coleção do Killers, por exemplo, comprei por lá ”“ do Hot Fuss Limited Edition que não foi lançado aqui aos vinis as lojas brasileiras cobram até 4x mais do que na gringa. Refiz também minha coleção de álbuns do Garbage, do Hole e das Spice Girls, que foram tirados de circulação.

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A entrega costuma variar, mas a média de acordo com as minhas experiências, é de 2 semanas. Já aconteceu de receber em mais ou menos 1 semana, e já aconteceu também de demorar mais de 2 meses (caso do meu Direct Hits, que eu comprei na pré-venda em setembro, enviaram no começo de novembro e só recebi semana passada :B). O lado bom é que o Amazon se responsabiliza pela entrega e caso aconteça alguma coisa pelo meio do caminho, eles mesmos entram em contato para avisar, além de estornar o valor e fazer um novo envio como pedido de desculpas. Como não amar? <3 Enfim. Se você é dos meus e gosta de ter uma cópia fí­sica dos seus álbuns e filmes favoritos, o Amazon UK é uma excelente opção para completar sua coleção da sua banda favorita ou encontrar aquele álbum que não vende mais no Brasil por um preço bem acessí­vel e sem taxas!

Em 1 relacionamento sério com Imagine Dragons

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Já disse algumas vezes aqui no blog que eu tenho uma certa resistência e preguiça de conhecer novos artistas. Mas confesso que, por outro lado, essa coisa do meu gosto musical ter estagnado na primeira metade da década passada (sim, estou falando de 2006 e não 1996 rsss) também me incomoda bastante. Nesses últimos 6 anos, alguns novos artistas tem ganhado meu coração e toda vez que eu vicio em algum deles, venho contar e indicar para vocês conhecerem -e o que também é ótimo me forço a sair da minha zona de conforto musical.

Meu mais novo ví­cio é o Imagine Dragons. Conheci a banda em uma coletí¢nea que a Universal mandou aqui para casa com vários outros artistas com uma pegada mais indie/folk, mas só fui me apaixonar mesmo alguns meses depois, assistindo um show da banda no Lollapalooza Chicago. Achei um rock tão delicinha que não me contentei com as amostras e fui ouvir o álbum completo no Deezer e mais recentemente, acabei comprando o CD também (dsclp, mas não consigo abandonar o hábito de comprar cópias fí­sicas!).

IMAGINE DRAGONS: ROCK FOFINHO SEM SER GRUDENTO

IMAGINE DRAGONS: ROCK FOFINHO SEM SER GRUDENTO

Assim como o Killers, o Imagine Dragons também é de Vegas, o que mostra que a cidade do pecado também já pode virar a cidade mais legal do mundo quando lembramos que Britney fará residência lá pelos próximos dois anos. A banda está na ativa desde 2007 e o primeiro álbum, “Night Visions”, foi lançado ano passado. Diga-se de passagem, o álbum é a mais pura delí­cia cremosa da música e dá vontade de ouvir em looping eterno. Sabe aquela trilha delicinha para ouvir num domingo de preguiça? Ou ainda para acompanhar a ida para o trabalho numa manhã ligeralmente ensolarada de primavera? Então, é isso!

A minha favorita até o momento? “It’s Time”, com letra e melodias fofinhas, impossí­vel não viciar e sair cantarolando por aí­ ~~~~~<3.

Agora é só torcer para que a banda venha em breve para o Brasil. Será que no LollaBR 2014 eles estarão escalados para representar Vegas no festival? Tí´ aqui acompanhando e fazendo minha torcida :D.

E para quem quiser conhecer mais sobre a banda, o álbum está disponí­vel na í­ntegra para os assinantes do Deezer e do Rdio.

Tenho mais CDs do que amigos (e maquiagem)

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Encerrei as atividades da sexta passada com um único desejo: tirar meu final de semana para me dar um tempo. Nada de baladas, ou programas que exigissem o mí­nimo de esforço fí­sico e mental meu. Estava precisando disso, talvez mais do que uma viagem ou algo que tecnicamente me revigoraria normalmente.

Aproveitei meu final de semana no mais puro ócio para fazer algo que eu vinha protelando há muito tempo: reorganizar meu quarto. Não sou a pessoa mais organizada do mundo e confesso que sou bem baguceira, dessas que deixam as roupas acumularem em cima da cama (e não, não me orgulho disso), mas botar as coisas em ordem costuma funcionar quase como uma auto-faxina mental, principalmente quando não estou no meu melhor humor. E a reorganização funciona quase como um ritual: antes de começar, separo os meus CDs favoritos, pego meu aparelho de som e me tranco lá o dia inteiro.

Desta vez, a arrumação foi um pouco mais profunda que das anteriores, e em todos os sentidos. Além das várias caixas de coisas que estavam guardadas e esquecidas no armário, como roupas, bichos de pelúcia, sapatos que eu não uso mais e bijuterias que comprei e jamais usei, resolvi liberar a parte aonde eu guardava meus CDs. E o que era para ser só um bota-fora, acabou se tornando uma viagem no tempo.

MEUS CDS FAVORITOS: PODERIA VIVER OUVINDO-OS EM LOOPING PELO RESTO DA VIDA

MEUS CDS FAVORITOS: PODERIA VIVER OUVINDO-OS EM LOOPING PELO RESTO DA VIDA

Sempre fui uma grande consumidora de CDs, talvez tanto quanto roupas e maquiagem, e este é um hábito que eu cultivo até hoje. Enquanto a maioria das pessoas nutrem amores por DVDs e livros e mulheres por sapatos e batons (não que eu não seja assim, pelo contrário) eu nutro por CDs fí­sicos, mesmo em tempos de MP3 e músicas disponí­veis para serem baixadas gratuitamente pela Internet toda. Claro que eu não vou ser hipócrita de dizer que eu não baixo músicas, inclusive faço isso todos os dias, mas se eu gosto muito de um artista ou de um determinado álbum, faço questão de também ter uma versão fí­sica ”“mesmo que ela fique guardada em algum cantinho no meu quarto.

Para mim, meus CDs contam um pouco da minha história. A cada caixinha que eu pegava e decidia se iria guardar para a posteridade ou se levaria para o armário da garagem, fiquei pensando nas lembranças que cada um deles trazia. Dos mais trashes como as coletí¢neas no melhor estilo “As 7 Melhores da Jovem Pan” e “Axé Brasil 96” a CDs de bandas e artistas que eu amo até hoje como Killers e Hole, cada um deles contavam uma parte do que eu vivi nesses últimos 18 anos, quase como uma trilha sonora da minha vida.

Demodê, vintage ou ultrapassado para as novas geraçíµes, o que importa é que eu pretendo continuar comprando CDs e transformá-los em trilhas de pequenos contos da minha vida real enquanto puder colecioná-los.

E vocês, também continuam comprando CDs ou se contentam apenas com versíµes digitais?