Chilly

Amor que não se pede, amor que não se mede

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Sou apaixonada por bichos desde que eu me entendo por gente. Tenho uma coisa meio Felí­cia e não posso ver um bichinho que já vou fazendo carinho e desejando abraçar. Sou dessas que sempre sonhou em ter a casa repleta deles, de ir na casa dos outros e ficar mais brincando com o cachorro do que com o anfitrião. Daquelas que conversam com cães de rua e da um jeito de comprar água e comida para eles.

Meu amor por eles definitivamente não vê cara, nem raça. Desde pequena entendi isso. Tanto acredito nisso que todas as cachorras que eu tive até hoje, foram adotadas e, em todos os casos, amor a primeira vista ”“inclusive, contei aqui no blog sobre a adoção emocionante da Lilly e da Chilly. Eu realmente acredito que o amor não escolhe absolutamente nada, ele simplesmente acontece. E quando ele acontece, não tem dinheiro nenhum deste mundo que pague. Posso afirmar seguramente para vocês que não existe nada mais valioso e gratificante no universo que chegar em casa depois de um longo dia de trabalho e ser recebida com pulos, rabos abanando e beijocas em forma de lambidas.

LILLY E CHILLY, MINHAS COISINHAS MAIS LINDAS E VALIOSAS <3

LILLY E CHILLY, MINHAS COISINHAS MAIS LINDAS E VALIOSAS <3

Eu, particularmente, sou contra a compra de animais e muito a favor da adoção, mas não julgo quem o faz. Julgo quem, independente de comprar ou adotar, maltrata ou abandona os animais. Gente que pega o filhote porque acha fofinho, mas na primeira sujeira que faz pela casa já cogita abandonar. Gente que pega o bicho e simplesmente esquece que ele é uma vida que depende do dono para sobreviver, necessitando de água, comida, atenção e cuidados, e deixa de lado porque não quer ter trabalho. Gente que abandona o animal quando ele fica velhinho ou doente. Enfim, gente que não entende a responsabilidade que é levar um animal para casa, afinal, não é porque ele não é uma pessoa que não deixa de ser uma vida.

Quem ama o animal, deve prezar pelo bem estar dele. Por isso, é importante que antes de sair pegando um bichinho seja ele cão, gato, coelho ou qualquer outro animal doméstico, você esteja consciente sobre sua decisão de ser responsável por uma vida. Por isso, é importante conhecer os 10 pilares da Guarda Responsável, que são:

01. Educação das crianças sobre a necessidade do respeito aos animais;
02. Denúncia e vigilí¢ncia contra maus tratos aos animais;
03. Castração dos peludinhos pra evitar o abandono dos filhotes não planejados;
04. Vacinação para todos;
05. Visitas regulares ao veterinário;
06. Conscientização contra os abandonos, principalmente no final do ano;
07. Necessidade de auxí­lio aos cães e gatinhos mais idosos;
08. Alimentação digna e saudável;
09. Espaços adequados para a diversão e bem-estar;
10. Higiene constante do local onde moram e também deles mesmos.

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Chilly, a pimenta mais doce da cidade

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Há exatos 4 meses e 3 dias, contava aqui no blog sobre a minha dor de perder a minha pequena e amada cadelinha Jully. Dois meses e alguns dias depois, vinha contar para vocês a história da adoção da Lilly. E hoje, venho oficializar a notí­cia que quem me segue no Twitter ou curte o blog no Facebook está sabendo desde ontem: adotei mais uma cachorrinha! \o/

O desejo de ter 2 cachorrinhas é antigo. Quem é leitor do blog há tempos deve se lembrar da Belly que partiu no final de 2007 e era minha fiel escudeira junto com a Jully. Desde então, a idéia de adotar um segundo cachorrinho era recorrente, mas meus pais sempre vetavam toda e qualquer tentativa de adoção já que a Jully havia se adaptado muito bem como “filha única”. Quando a Jully partiu e eu comecei a cogitar as possibilidades de adoção, minha idéia já era de adotar duas cadelinhas, uma para fazer companhia para outra.

Na mesma semana que eu adotei a Lilly, uma amiga da minha mãe havia comentado com ela que a cadelinha do tio dele estava prenha e ele doaria os filhotes para quem realmente gostasse de animais. Para a minha surpresa nem precisei insistir para minha mãe para adotar um dos filhotes: ela mesma disse que queria uma fêmea para fazer companhia para a Lilloca, já que nós já haviamos notado que ela sentia falta de outros cães.

Ontem, 45 dias depois do nascimento, fui buscar a nova filhota, que é a coisa mais pequena e roliça da cidade!

Colocamos o nome de Chilly (é, com LLY para fazer jus aos cães da famí­lia) é por dois motivos: porque segundo a Alyce ela parece um Chinchilla e porque ela, segundo o tio da amiga da minha mãe, tem cor de pimenta do reino.

Já sobre a Lilly, ela está se adaptado ao pouco com a novidade. Apesar dela ter sentido a falta de outros cães antes da chegada da Chilly, ela anda super carente e morrendo de ciúmes da caçula, mesmo quando nós pegamos as duas no colo ou fazemos carinho ao mesmo tempo. A melhor parte é que o ciúmes da Lilly tem rendido boas risadas pra gente, como a bundada que ela dá na Chilly no ví­deo abaixo:

Enfim, tí´ feliz pra caramba Brasyl! Claro que ainda sinto saudades da Jully, mas tenho certeza que ela está duplamente feliz por mim agora, afinal, Lilly e Chilly tem feito meus dias muito mais divertidos e cheios de amor. E isso, não tem dinheiro neste mundo que pague.

Como eu já disse na outra ocasião, não sou só a favor da adoção de animais como também o faço e ajudo algumas protetoras independentes e ONGs de animais abandonados. Adotar um animal não é só um ato de amor pelos animais, mas também de cidadania. Antes de comprar um animal, que muitas vezes pode ser fruto de uma exploração animal, cogite a possibilidade de adotar um dos milhares cães e gatos que estão abandonados a espera de um lar em ONGs, CCZ e protetores independentes na sua cidade :D