dueto

Vale tudo mesmo, Rihanna?

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Sí‰RIO QUE VOCíŠ FEZ ISSO RIHANNA? ME DIZ QUE í‰ UMA PIADA DE MAL GOSTO VAI!

Eu sou do tipo de pessoa extremamente sincera e honesta comigo e com meus princí­pios. Desculpa se para algumas pessoas soa hipocrisia, mas eu realmente acredito que algumas coisas estão acima de tudo e dinheiro nenhum pode comprar. Dignidade, integridade, amor próprio e honestidade são algumas delas. Sabe a paz de poder encostar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente? Então. Eu não abro mão disso, e não são verdinhas que me fariam mudar de idéia. E talvez seja por isso que em algumas ocasiíµes, fico extremamente assustada e inconformada como as pessoas agem sem escrúpulos, só vislumbrando um resultado que mais me parece uma realização financeira do que pessoal, mesmo que seja preciso pisar em cima dos próprios princí­pios.

Isso talvez justifique o tamanho da minha decepção pela Rihanna, cantora que até pouco mais de 24h atrás admirava não só musicalmente, mas principalmente por ter conseguido reerguer sua carreira e se estabelecer como um dos maiores nomes da música pop atual depois de ter seu auge nos tempos de Good Girl Gone Bad ofuscado pela agressão causada pelo ex-namorado Chris Brown após uma discussão a caminho do Grammy 2009. Minha admiração não se limitava ao fato de reerguer a carreira, mas também como pessoa, pelo fato de ter conseguido superar, ao menos publicamente, este triste e lamentável acontecimento. E acredito que mesmo quem não a acompanhe, seja por incompatibilidade musical ou por qualquer outro motivo, ficou chocado com a história e admirado com a força que ela teve para reerguer sua vida e a carreira, afinal, violência contra a mulher é uma daquelas coisas que revoltam qualquer pessoa com o mí­nimo de bom senso e compaixão.

Quando começaram os primeiros boatos sobre uma possí­vel parceria do ex-casal para o single de Birthday Cake, confesso que não botei muita fé, bem como uma possí­vel reconciliação noticiadas pelos tablóides depois de todos os ocorridos e das justificativas bizarras de Chris Brown sobre o ocorrido. Até que ontem, no dia do aniversário de 24 anos da Rihanna, eles resolveram dar um presente (só que ao contrário) para os fãs e todos aqueles que torceram por ela: a versão remix de Birthday Cake, novo single do ótimo Talk That Talk, que já contava com uma letra cheia de trocadilhos sexuais e ganhou uma nova estrofe, dessa vez cantada por ninguém menos do que Chris Brown. Estrofe, diga-se de passagem, abusando do mal gosto, algo do tipo “quero te ****** agora, faz muito tempo que não tenho seu corpo”. A questão não é bem a letra ou pagar de puritana em pleno 2012 com a música pop cada vez mais apelativa e sexual, mas com tantos rappers por aí­ e Rihanna bombando no mundo com várias músicas em #1 nas paradas, ela precisava se rebaixar a este ponto com o cara que quase acabou com a vida e a carreira dela? Mesmo?

Há quem diga que tudo isso é “mí­dia” e propositalmente pensado para gerar “polêmica”, mas tudo que eu consigo pensar é numa inversão de valores e a perda do bom senso. Como eu comentei com o André Pacheco, para tudo nessa vida existe um bom senso, inclusive para a máxima do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. A questão aqui não é um reencontro após uma briga boba de casal, uma rixa criada entre fãs a la Britney x Gaga, um desentendimento: foi um crime. Crime esse que acontece todos os dias em todo o mundo, dentro da casa de muitas pessoas. E desculpa: gerar mí­dia em cima disso é vexatório e vergonhoso. Rihanna não precisava levantar bandeira contra a violência, abrir ONG, virar embaixadora de alguma campanha, mas o que deveria ter no mí­nimo era respeito por outras mulheres que assim como ela, sofreram nas mãos de seus ex-companheiros. Deveria permanecer calada e fazendo o trabalho mega bacana enquanto que ela estava fazendo até então.

Rihanna já é grandinha, completou 24 anos, já sabe muito bem o que fazer da vida. Perdoar alguém que te fez mal em algum momento da sua vida é uma atitude louvável, mas acho que para tudo existe um limite. Guardar mágoa é natural, afinal, quem nunca? O que me assusta nesse caso é essa falta de bom senso, respeito e princí­pios. Será que vale mesmo a pena se sujeitar a isso publicamente só para gerar “mí­dia” e polêmicas desgastantes? Será que vale a pena colocar a ganí¢ncia por mais um #1 nas paradas e pisar em cima dos próprios princí­pios? Acho uma pena que um single, que é ótimo e tinha tudo para ser mais um sucesso, e uma cantora incrí­vel precisem deste tipo de apelo. O resultado está aí­: fãs inconformados, pessoas que admiravam sua carreira e sua garra decepcionados. Ao que parece, o tiro saiu pela culatra e grande parte dos seus admiradores repudiaram a atitude.

Se para ela falta amor próprio, ela deveria ao menos ter compaixão por outras tantas mulheres que passaram pela mesma situação. Lamentável.

Isn’t she lovely this Hollywood girl?

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Esse é um daqueles posts que eu venho ensaiando para fazer desde quando vazou o Femme Fatale. Como em todas as ocasiíµes que a Britney lança um trabalho novo, brinco de fazer uma review afinal, sou fã da Brit Brit desde os meus 14 anos. Mas assim como Luisa Marliac, dessa vez resolvi fazer uma coisa diferente.

Femme Fatale não é só mais um álbum de música pop, e sim o começo de uma nova era. í‰ uma nova Britney, que ainda não pode ser aquela que nós conhecemos com energia no palco, mas bem diferente daquela menina que nós nos acostumamos a ver nos últimos 4 anos, surtando pelas ruas de L.A. de cabeça raspada ou peruca pink, sempre com um copo de frapuccino na mão ou trabalhando em um cd bem aquem da sua capacidade (vulgo Circus). Gosto do Femme Fatale mas de uma forma isolada, não o suficiente para ouvir o cd inteiro e colocar no repeat várias vezes, nesse quesito o Blackout ainda fica em vantagem mesmo um álbum que não traga boas recordaçíµes da princesa. Trip To Your Heart e I Wanna Go são as minhas favoritas, mesmo que as chances da primeira ser single são praticamente iguais a 0. Mas o que me faz gostar realmente dele é o fato de ser um cd com mais identidade como o Blackout e principalmente, por me fazer sentir aquele espirito “Britney” da minha adolecência que eu falei nesse post aqui.

Se eu ainda tinha alguma dúvida que ela está no caminho de volta para o lugar que ela nunca deveria ter saí­do, ela acabou depois de assistir a participação dela com a Rihanna no Billboard agora pouco. Linda e mostrando “who owns the throne” para quem quiser ver:

E falando na Brit, tí´ encantada com o ensaio dela para a Happer Bazzar desse mês. Já pode amar?

Como diria a diva Luisa Marilac, “se isso é estar na pióóóóóoóóór, porrãn… o que é tá bem néam?”

Britney, sua linda. í‰ nessas horas que eu me orgulho de ser sua fã e de nunca ter perdido as esperanças de que você ia dar a volta por cima <3