femme fatale

Britney e a Femme Fatale Tour em SP

postado em  •  10 comentários

Foram 10 anos de espera, contagem regressiva de 30 minutos, 1h30 para a realização do sonho de 8 entre cada 10 brasileiros fãs de música pop de acordo com estudos do Instituto Borboletando de pesquisa. Na última sexta-feira, eu e mais uma legião de 29,999 fãs fomos a Arena Anhembi aqui em São Paulo realizar o sonho de ver o í­cone/diva/musa/deusa/legendária e princesa do pop nas horas vagas Britney Spears, que junto com sua equipe de dançarinos e parafernalhas trouxeram a tour Femme Fatale para o Brasil depois de um jejum de quase 10 anos. E hoje, pouco 48 horas depois da realização do sonho, ficou a sensação de vazio misturada ao gostinho de quero mais.

A FíŠMEA E OS DANí‡ARINOS FATAIS (FOTO: T4F)

Conversando com alguns amigos, lendo a opinião de outros fãs em fóruns, tive a impressão de que o show do Rio de Janeiro foi infinitamente melhor do que o de SP porque Britney talvez estivesse com mais disposição e se sentiu mais em casa com os fãs cariocas e também de que algumas pessoas se decepcionaram porque esperavam uma outra Britney, aquela que dançava sensualmente em I”™m Slave 4U ou o furacão sexual da tour Onyx Hotel que todo fã sonha em ver ao vivo. A verdade é que aquela Britney não existe mais e os possí­veis motivos são muitos: a cirurgia no joelho em 2004 que a fez interromper a Onyx Hotel Tour, a maternidade, os problemas que ela passou nos últimos anos, o trauma pós VMA 2007, a falta de motivação para continuar a carreira ou a pressão dos empresários e mí­dia .

Fui para a Arena Anhembi sexta sem maiores expectativas de encontrar a tal Britney que reinou na década passada. E o que eu encontrei foi uma Britney muito diferente daquela que eu me apaixonei, mas ainda assim bem longe do que os crí­ticos adoram escrever por aí­: ela não dança mais como antes, é verdade, mas ainda assim dança muito bem e em alguns momentos a gente vê que ela se empolga bastante, como em I”™m Slave 4U. Ela pode não estar com aquela barriga que causava inveja em 11 entre 10 mulheres em todo mundo, mas está longe de estar fora de forma ou gordinha como adoram dizer por aí­, pelo contrário: tá magra, tá gostosa e arrisco a dizer que vi uma barriga querendo se desenhar de novo. A estrutura do palco veio BEM reduzida se comparada a tour norte-americana e canadense, mas ainda assim impecável, bem como os figurinos usados por ela e a trupe de dançarinos com coreografias de tirar o fogo. Faltou hits no setlist como Ooops!, Stronger e Circus, a roupagem que deram para algumas músicas ficaram ruins como a versão japa de Toxic ou o corte desnecessário de Baby One More Time, mas a gente deixa tudo isso passar quando a gente ouve Slave na versão original com direito a coreografia e performando Gimme More lindamente depois do epic fail no VMA 2007.

LOVE BRITNEY, HATE BRITNEY (FOTO: T4F)

@FELIPZZ GANHANDO O LAPDANCE MAIS DESEJADO DO POP (Foto: T4F)

O que não dá pra negar é que falta pimenta no Cheetos e gás na Pepsi da Britney de hoje. As performances são cheias de caras e bocas, praticamente marcas registradas dela, mas por várias vezes tive minhas dúvidas se as falas e poses faziam parte do script ou se foram naturais. Como bem disse a no post sobre o show, faltou espontaneidade. Teve sorriso, cara de surpresa com mão na boca, mas faltou brilho nos olhos, conversas longas com o público, ou ao menos, a alegria e a energia que os amigos cariocas viram 3 dias antes. Tudo bem que quando ela está ali no palco, a gente fica tão encantado que esquece tudo. Mas que todo mundo queria mais, ah isso não dá pra negar!

Tenho a impressão de que a velha Britney ainda está lá, escondida e reprimida daquela loirinha com um pouco mais de 1m65, ofuscada pela pressão dos empresários e do pai em ser um sí­mbolo sexual e se manter no posto de substituta de Madonna e pela imprensa, que insiste em ficar em cima de sua forma fí­sica. Talvez Britney precise de tempo, de amor, de diversão, de espaço e dela mesma. Talvez Britney precise ser menos “overprotected” e seguir os conselhos que ela mesma canta na música.

Ainda assim, com tantas coisas que poderiam me deixar decepcionada, devo confessar que eu amei estar ali, independente de qualquer coisa. A Britney em si tem potencial para brilhar muito mais, está longe do que a maioria dos fãs gostaria de ver, mas é bom ver que ela está se ajeitando, mesmo que aos poucos. í‰ bom vê-la linda e saudável na medida do possí­vel, depois de ter acompanhado e torcido por ela durante os momentos crí­ticos. Saí­ dali emocionada, arrepiada, com lágrimas nos olhos e com o desejo de vê-la novamente em breve, e quem sabe, totalmente restabelecida.

Dualidades e incoerências que só fãs da Britney entendem.

PS: no Youtube tem o show de Toronto da tour na í­ntegra. Para matar as saudades do show enquanto o DVD oficial não chega í s lojas :D

Mixtape #12: It’s Britney, Bitch!

postado em  •  6 comentários

Falta pouco gente! Depois de 10 anos de espera, a princesa do pop já está no Brasil, já arrasou no Rio e aterrissou em Sampa para a segunda apresentação da tour Femme Fatale no paí­s. E acho que não é muito segredo para ninguém o quanto eu amo a Brit-Brit e principalmente o quanto eu estava ansiosa esperando este show né?

Então para entrar no clima de sexta, nada melhor do que um aquecimento em forma de Mixtape com as minhas músicas favoritas da diva. E para quem não pode ir, fica a dica para afastar o sofá da sala e dançar como não se houvesse o amanhã junto com a Neidoca.

Dá o play e vem gente!

Quer baixar e levar para aonde quer que você vá? Clica com o botão direito neste link aqui >> salvar link como. Para ver todas as mixtapes que já rolaram aqui no blog, clica aqui.

Agora é a hora de preparar nossas plaquinhas de OH OH OH, colocar o perucão loiro e o look de vinil para dançar até o fim do mundo com a Neidinha. Quem vamos? \o/

Isn’t she lovely this Hollywood girl?

postado em  •  9 comentários

Esse é um daqueles posts que eu venho ensaiando para fazer desde quando vazou o Femme Fatale. Como em todas as ocasiíµes que a Britney lança um trabalho novo, brinco de fazer uma review afinal, sou fã da Brit Brit desde os meus 14 anos. Mas assim como Luisa Marliac, dessa vez resolvi fazer uma coisa diferente.

Femme Fatale não é só mais um álbum de música pop, e sim o começo de uma nova era. í‰ uma nova Britney, que ainda não pode ser aquela que nós conhecemos com energia no palco, mas bem diferente daquela menina que nós nos acostumamos a ver nos últimos 4 anos, surtando pelas ruas de L.A. de cabeça raspada ou peruca pink, sempre com um copo de frapuccino na mão ou trabalhando em um cd bem aquem da sua capacidade (vulgo Circus). Gosto do Femme Fatale mas de uma forma isolada, não o suficiente para ouvir o cd inteiro e colocar no repeat várias vezes, nesse quesito o Blackout ainda fica em vantagem mesmo um álbum que não traga boas recordaçíµes da princesa. Trip To Your Heart e I Wanna Go são as minhas favoritas, mesmo que as chances da primeira ser single são praticamente iguais a 0. Mas o que me faz gostar realmente dele é o fato de ser um cd com mais identidade como o Blackout e principalmente, por me fazer sentir aquele espirito “Britney” da minha adolecência que eu falei nesse post aqui.

Se eu ainda tinha alguma dúvida que ela está no caminho de volta para o lugar que ela nunca deveria ter saí­do, ela acabou depois de assistir a participação dela com a Rihanna no Billboard agora pouco. Linda e mostrando “who owns the throne” para quem quiser ver:

E falando na Brit, tí´ encantada com o ensaio dela para a Happer Bazzar desse mês. Já pode amar?

Como diria a diva Luisa Marilac, “se isso é estar na pióóóóóoóóór, porrãn… o que é tá bem néam?”

Britney, sua linda. í‰ nessas horas que eu me orgulho de ser sua fã e de nunca ter perdido as esperanças de que você ia dar a volta por cima <3

Who Owns the Throne?

postado em  •  13 comentários

Música é uma das minhas grandes paixíµes, e isso é desde cedo. Nunca liguei muito para cinema (o filme tem que ser muito bom para me conquistar), livros (péssimo hábito) ou seriados (preguiça eterna de acompanhar, assim como novelas), mas como eu disse no post do Two Door Cinema Club, tenho a maior disposição para ouvir não só coisas novas, mas artistas de que alguma forma marcaram minha vida. Também não me considero uma pessoa com gosto musical ecletico, até porque tenho duas vertentes muito bem definidas e sem nenhum tipo de preconceito. Desde meus 12 anos tenho isso muito claro na minha mente e nos meus ouvidos: enquanto assistia o Disk MTV para assistir os clipes do Backstreet Boys e das Spice na parada, comecei a gostar de bandas como Hole, Garbage e Foo Fighters, bandas que até hoje fazem parte da minha vida e não saem do meu iPod. E foi assim que eu comecei a gostar de pop e rock ao mesmo tempo, sem preconceito ou rótulo. No fundo eu gosto de música boa independente do estilo: basta ser suficiente para me fazer dançar, tocar meu coração ou ouvir 293934x no repeat.

E a Britney é uma dessas artistas que me fazem gostar o suficiente para despertar todos esses sentimentos -e olha que ela está longe de ter um vozeirão espetacular como outras grandes divas como a Aguilera, que eu também sou fã. Gosto dela, simples assim. Mas só gostar muitas vezes não é o suficiente e eu sentia muita falta da Britney que fez parte da minha adolecência e que me fazia sentir vontade de sair dançando pela casa inteira anos mais tarde. Sentia saudades daquela euforia para assistir o clipe novo estrear no TOP EUA já que em 1990 e poucos, mal tinhamos acesso a Internet tampouco imaginavamos assistir ví­deos em um Youtube da vida.

O Blackout, álbum lançado em 2007 durante o auge do surto da Britney, foi o último trabalho que me conquistou de verdade, de ouvir o CD até a exaustão (que diga-se de passagem, nunca chegou). Ao ouvir Circus ou até mesmo o último single lançado, 3, não sentia AQUELA Britney sabe? Não que fosse ruim, mas parecia que faltava alguma coisa. Era música por si só, faltava aquele toque que conquistou fãs em todo mundo. A euforia para assistir um novo clipe simplesmente não existia, porque eu não conseguia ver boa e velha Britney ali: eram só músicas carregadas de polêmicas, como se quisessem tirar o foco da artista e deixar que as letras se encarregassem de chamar a atenção do público.

Hoje, enquanto esperava acordada (leia-se insí´nia) e ansiosa pela estréia do clipe, percebi que minha timelinda inteira compartilhava do mesmo sentimento que eu, da tal euforia que a gente sentia na premiere dos clipes dos nossos artistas favoritos nos áureos tempos da música pop. E quando Hold It Against Me finalmente estreou, conseguimos ver a menina que há 12 anos atrás conquistou o mundo.

O roteiro, que a princí­pio parece confuso, começou a fazer todo o sentido quando o pessoal do Twitter começou a divagar sobre a história: do iní­cio da carreira e o esteriótipo “garota perfeita”, as correntes que a prendiam, a luta contra “ela mesma”, a imagem manchada, a queda e claro, o controle novamente da carreira e da sua vida. Isso sem dizer nas inúmeras referências de seus álbuns e os quase 12 anos de carreira. í‰ o tipo de clipe que quanto mais você assistir, mais vai gostar e mais vai entender o que ela quis dizer com essas mensagens “subliminares”.

Muito mais do que um clipe a altura da música, em Hold It Against Me Brit-Brit mostrou que AQUELA Britney que enchia os fãs de orgulho e sacudia o mundo pop está de volta. E voltou digna de aplausos e mostrando que quem é princesa jamais perde a majestade.

Samba Britney, samba na cara de todas elas e de quem te gongava. Samba que a gente tá amando, sua linda!