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Dos discos que marcaram minha vida

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Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que música é um dos meus assuntos favoritos. E é mesmo. Sou movida í  ela em todos os momentos: da hora que eu acordo ao momento até o momento que eu chego em casa depois de um longo dia. Gosto mesmo e adoraria que minha vida, que eu costumo brincar que é um grande sitcom dado as bizarrices que acontecem nela todo o dias, tivesse uma trilha sonora.

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Para celebrar o “Dia do Disco”, comemorado no último dia 20, o Rotaroots propí´s nesta blogagem coletiva que nós contássemos quais eram os discos que marcaram nossa vida ”“e não necessariamente os favoritos. E olha, vou fizer que foi difí­cil pra caramba separar os meus favoritos dos que realmente marcaram minha vida, ainda que eles se confundam em vários momentos.

Vamos a minha lista? :)

1986-1995: Xuxa, Xou da Xuxa (todos)

Xou_da_Xuxa

Assim como boa parte das crianças nascidas entre os anos 80 e começo dos anos 90, Xuxa foi meu primeiro í­dolo. Eu AMAVA a Xuxa, era louca por ela e meu grande sonho era ser paquita, só para ficar perto dela todos os dias. Tomava café da manhã na hora do “quem quer pão”, fazia altas coreografias nas festinhas infantis ao som dos hits da rainha dos baixinhos, tinha o microfone, a sandália, comprava sopa de letrinhas dela, enfim, muito fãzoca.

Aliás, pode incluir nesse cálculo todos os álbums da Xuxa até o “Tí´ de Bem Com a Vida”.

1992: Freddie Mercury, Barcelona

Freddie-Mercury-y-Montserrat-Caballe-Barcelona

Meus pais nunca foram muito musicais, mas sempre ouviram poucas e boas coisas, daquelas músicas para a eternidade. Cresci ouvindo Abba, Cher, Gal, Madonna, Michael Jackson e principalmente, Queen e Freddie Mercury.

Lembro que todos o dias, minha mãe colocava a vitrola o vinil do “Barcelona”, trabalho solo do Freddie com Montserrat Caballe. Na época achava um saco porque eu queria ouvir Xuxa, Paquitas ou Trem da Alegria, mas hoje acho o máximo. Toda vez que eu escuto “How Can I Go On”, lembro da minha infí¢ncia, dos meus pais e do apartamento que a gente morava.
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Comprando na Gringa: Amazon UK

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Sempre fui uma pessoa consumista, preciso admitir. Mas nos últimos anos, ando com uma master preguiça de fazer uma das coisas que eu mais gosto na vida que é sair para fazer compras. Poderia ser hipócrita e dizer que existem coisas mais importantes na vida que o dinheiro não compra (e sim, elas são!) mas eu gosto de poder me dar ao luxo de me presentear com coisas que me fazem mais feliz. Aliás, quem não gosta?

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Bom, durante algum tempo, embora adepta convicta de e-commerce, tive um pé atrás com compras na gringa e por isso, demorei (muito!) para entrar na onda das lojas internacionais. Mas aí­ foi só ter a primeira experiência, positiva de cara, para virar adepta de carteirinha e praticamente abolir boa parte das minhas compras no Brasil, inclusive em lojas fí­sicas. Não é a toa que meu mais novo apelido entre os amigos é rainha da muamba, porque quase toda semana tem compra nova chegando em casa HAHAHA!

Com essa fama, vários amigos começaram a me pedir dicas de como e onde comprar determinadas coisas, além de como foram minhas experiências nestes sites internacionais. Por isso, resolvi compartilhar alguns dos meus delí­rios de consumo nas minhas lojas favoritas aqui no blog, e encorajar quem sempre quis se arriscar mas ainda tem algum receio.

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E para abrir esta maravilhosa série de posts, resolvi falar sobre meu mais novo ví­cio: o Amazon UK, a versão do Reino Unido para um dos maiores sites de compra do mundo. Ok, você deve estar neste momento querendo me perguntar qual a diferença entre o charme o funk a versão EUA e UK, certo? Pois então, a diferença está no valor do frete e das taxas, o que significa uma diferença absurda na hora de fechar o carrinho. Ao contrário da versão americana, o Amazon UK não cobra taxas de importação e o frete do Reino Unido para o Brasil é bem amigável, em torno de 3 libras (mais ou menos R$12, quase o valor do frete de um sedex para o mesmo estado). E embora os preços estejam em libras, o valor é mais ou menos equivalente ao que seria em dólar, nada absurdo e muito mais em conta do que no Brasil.

Além dos produtos vendidos pela própria Amazon, dá para comprar pelos sellers, vendedores afiliados ao site e que costumam oferecer por um preço mais em conta. Os sellers também vendem além dos produtos novinhos, versíµes usadas em excelente estado por preços módicos ”“alguns chegam até a £0,01. E olha que nem é truque: comprei alguns destes CDs de £0,01 e vieram perfeitos, tanto o encarte quando a mí­dia em si. O meu do Aqua e o do Semisonic, por exemplo, chegaram inteirinhos e funcionando lindamente, assim como meu DVD do Clueless, que saiu em torno de £2,50.

A grande vantagem de comprar no Amazon UK, além da questão do frete e das taxas, está em comprar coisas que não foram lançadas aqui no Brasil, estão fora de linha ou ainda, custam absurdamente caro por aqui. Grande parte da minha coleção do Killers, por exemplo, comprei por lá ”“ do Hot Fuss Limited Edition que não foi lançado aqui aos vinis as lojas brasileiras cobram até 4x mais do que na gringa. Refiz também minha coleção de álbuns do Garbage, do Hole e das Spice Girls, que foram tirados de circulação.

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A entrega costuma variar, mas a média de acordo com as minhas experiências, é de 2 semanas. Já aconteceu de receber em mais ou menos 1 semana, e já aconteceu também de demorar mais de 2 meses (caso do meu Direct Hits, que eu comprei na pré-venda em setembro, enviaram no começo de novembro e só recebi semana passada :B). O lado bom é que o Amazon se responsabiliza pela entrega e caso aconteça alguma coisa pelo meio do caminho, eles mesmos entram em contato para avisar, além de estornar o valor e fazer um novo envio como pedido de desculpas. Como não amar? <3 Enfim. Se você é dos meus e gosta de ter uma cópia fí­sica dos seus álbuns e filmes favoritos, o Amazon UK é uma excelente opção para completar sua coleção da sua banda favorita ou encontrar aquele álbum que não vende mais no Brasil por um preço bem acessí­vel e sem taxas!

Perfeccionismo, Saudosismo e o Garbage, ah o Garbage!

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Eu sei. Tí´ sumida. E eu sei que eu sempre prometo ficar menos tempo sem dar notí­cias, mas desta vez resolvi ser sincera com vocês: ás vezes tenho até tempo de escrever, mas meu perfeccionismo acha que os textos não estão tão bons assim. Daí­ espero o final de semana seguinte para conseguir escrever e Pí, a sí­ndrome dos textos não tão bons o suficientes ressurge e me impede de vir aqui escrever. Poderia escrever qualquer groselha aqui, mas convenhamos que vocês merecem um post bom para compensar meus desaparecimentos. Por isso, depois de desabafar no Feicetruque e quase ter uma crise se nervos neste final de domingo, resolvi seguir os conselhos do André Pacheco e to aqui escrevendo, sem revisar e me dando o direito de escrever um texto desconecto e longe de ser perfeitinho ”“mas juro que é de coração e cheio de emoção tá ok?

Então. Daí­ que semana passada realizei um dos maiores sonhos da minha vida: o de ver minha banda favorita ao vivo. Ok, sei que as pessoas sonham em conhecer a Disney, casar e ter uma famí­lia digna de comerciais de margarina, ter a casa própria e outros desejos clichês dignos da Porta da Esperança (e também não vou negar que eu não tenha esses sonhos), mas preciso admitir que ver o Garbage ao vivo foi a realização de um desejo e o fim de uma espera de 15 anos.

GARBAGE: AMOR VERDADEIRO, AMOR ETERNO -E DURADOURO

Minha paixão pelo Garbage começou quando eu tinha lá pelos meus 11 anos, dividindo minhas atençíµes com os Backstreet Boys e as Spice Girls, nos áureos tempos da MTV e sua programação que marcou uma geração (sdds Sabrina Parlatore e Disk MTV). Com 15 anos, o Garbage assumiu a posição de minha banda favorita para nunca mais sair ”“o Killers tá ali, quase junto, mas Shirley & Cia ainda são soberanos no meu iPod e no meu coração. E para quem não lembra ou sabe, meu primeiro blog-domí­nio, o solikearose.net de 2005, era por causa de uma das minhas músicas favoritas da banda.

Nunca achei que eu fosse ver a banda ao vivo, por isso, quando começaram os primeiros boatos de que eles viriam ao Brasil neste ano, fiquei aguardando ansiosamente a confirmação. E ela veio, no final de julho. Da compra do ingresso (que eu acabei passando para frente, graças aos lindos a Voe Gol, muito obrigada pessoal!) ao dia do show, foram milhares de esquentas diários no iPod, uma ~bizoiada~ em trechos dos shows que tinham disponí­veis no Youtube e, ao lado da expectativa enorme, o medo da decepção afinal, já pensou se ao vivo não fosse do jeito que eu sonhava que seria?

Chegado o grande dia, nada estragou meu humor. Nem a chuva, nem a enxaqueca, nem o sapato que machucou, meu pé durante o evento que eu cuidei do trabalho muito menos meu celular que resolveu pifar, do nada, bem naquela ocasião. E, se eu duvidava que existem coisas e situaçíµes mágicas, neste dia passei a acreditar: cheguei em cima da hora, tive que deixar o carro num canto, procurar taxi em pela Berrini faltando poucos minutos para o show e, quando pisei no Jockey imaginando encontrar o Main Stage lotado e me contentar em ver tudo do telão, vejo quase vazio porque toda a galera estava no Indie Stage acompanhando a performance da Azealia Banks. Resultado: comecei o show mais ou menos na 10 fileira e terminei na 3, mais um pouco, grudava na grade \o/.

Ajustes posicionados, desligam as luzes e nem precisaram tocar os primeiros acordes de Automatic Systematic Habit para eu sentir meu coração desparar, meu corpo tremer e meus olhos lacrimejarem. Quando a Shirley Manson entrou, demorou a ficha para saber que um dos meus sonhos haviam se tornado realidade e que minha diva era real. Era como se eu tivesse voltado 15 anos da minha vida e eu estava ali, finalmente de frente, a banda que fez a trilha sonora da minha vida e a mulher que inspirou meu estilo na adolescência.

O show foi tecnicamente perfeito e, mesmo a banda tendo um estilo de rock mais eletrí´nico, fica maravilhoso ao vivo. A banda inteira é extremamente simpática e enérgica. Fez um setlist recheado de hits, uma média de 3 de cada álbum, que fizeram todo mundo cantar e vibrar. Difí­cil escolher uma performance favorita, mas preciso confessar que três em especial me chamaram mais atenção: #1 Crush, Special e Push It, que foi seguida pelo hit Only Happy When It Rains de 1996 ”“que diga-se de passagem, poderia ter chovido neste momento porque seria épico.

E o que dizer da Shirley Manson? Maravilhosa em todos os sentidos, entrou divando mostrando que os anos não passam nunca para ela, cheia de energia e desenvoltura (dizem que ela fez aulas de tratro para fazer bonito no palco), não desafinou nenhum segundo e soube se sair super bem mesmo quando errou as próprias letras. Encarnou cada personagem de acordo com as ERAS da banda: da melancolia-sexy do álbum Garbage í  androgenia cheia de atitude de Beautiful Garbage, Shirley foi as várias mulheres que ela mesma interpretou ao longo desses 18 anos de carreira. Não poupou elogios ao público brasileiro e estava visivelmente feliz por estar no Brasil ”“tanto é que nos dias que seguiram sua permanência no paí­s, não cansou de elogiar São Paulo e disse que estava apaixonada pela cidade e pelas pessoas.

Quando acabou o show, um misto de euforia com um vazio, que se soma a incerteza se irei vê-los novamente um dia ao vivo. Já fui em muitos shows na minha vida, mas acho que essa foi a primeira vez que tive essa sensação de êxtase, de realização, quase alma lavada. Como eu já disse um pouco acima, é como se eu tivesse voltado no tempo e revivido uma época muito boa e feliz da minha vida. Acho que essa é uma das grandes vantagens de quando você tem uma banda favorita há anos: o poder quase que mágico dela de teletransportar para vários momentos da sua vida, contando um pouco da sua história através de músicas.

Obrigada Garbage por fazer parte da minha vida há tantos anos e por ter proporcionado esse que deve ter sido, se não o mais, um dos mais felizes da minha vida. E obrigada a Gol pelos convites e por ter permitido que eu proporcionasse essa mesma sensação de euforia para o Caio, que é um dos meus melhores amigos, fã de Garbage e pode dividir comigo este momento.

E por último, se me permitem, gostaria de deixar registrado um conselho aqui: jamais deixem a oportunidade de ver sua banda favorita ao vivo. Se ela estiver no paí­s ou na sua cidade, simplesmente vá e seja uma pessoa mais feliz.

O comeback de Garbage com Blood For Poppies

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Sou aquele tipo de pessoa que tem um gosto musical bem eclético, daquelas que tem arquivos e cds de tudo que é gênero. Para mim música boa é aquela que agrada meus ouvidos ou que ao menos me divirta de alguma maneira -e talvez isso justifique o fato de eu também adorar uma música bagaceira. Meu iTunes, por exemplo, é uma verdadeira salada de frutas musical: vai de Britney a Hole, de Killers a Gaiola das Popozudas e Funk a Madonna.

GARBAGE E O COMEBACK MAIS AGUARDADO DE 2012

Mas dentre tantas músicas no meu iTunes e cds nos meus cases, uma banda tem um lugar mais do que especial. Comecei a gostar do Garbage no final dos anos 90, nos áureos tempos de Disk MTV com Sabrina Parlattore, entre um clipe e outro dos meus í­dolos pop da época como Backstreet Boys, Spice Girls e 5ive. A banda estava trabalhando em seu segundo álbum, o Version 2.0, que mesmo sendo um rock com batidas eletrí´nicas, soava para mim como um pop mais maduro. Não demorou muito para não só gostar de assistir os clipes na programação da MTV, mas gravá-los em fita VHS e comprar os álbuns. Virei fã, de acompanhar carreira, de desejar um cabelo ruivo a la Shirley Manson. O nome do meu primeiro domí­nio, o SoLikeaRose.net, é o nome de uma das minhas músicas favoritas da banda e da vida.

Depois de um hiatus de 7 anos, o Garbage anunciou no ano passado que estava trabalhando em um novo álbum de inéditas, que seria lançado neste ano. Desde então, a cada notí­cia e novidade sobre o álbum, eu vibrava e ficava ainda mais ansiosa pelo que viria de novo. E finalmente saiu -e valeu cada segundo de espera.

Blood For Poppies é o primeiro single do álbum Not Your Kind Of People e traz de volta o bom e velho Garbage dos anos 90, aquele que conquistou milhares de fãs ao redor do mundo. De cara, já deu pra sacar que ao menos o single de comeback é uma mistura do rock alternativo que nós conhecemos no Garbage (1996) com algo que lembra um pouco a sonoridade meio pop da faixa Shut Your Mouth do Beautiful Garbage (2001).

Como se não bastasse uma música incrí­vel, do jeitinho que os fãs do Garbage esperavam, a banda lançou hoje o clipe da música, toda trabalhado na vibe retrí´-hipster em preto e branco, que me lembrou bastante dois outros clipes da banda, Queer e Push It, e até um Q de Erotica da Madonna com esse filme B&W meio antiguinho. O resultado não poderia ser outro: amor verdadeiro, amor eterno.

Além de Blood For Poppies, outra música já foi liberada pela banda para acalmar os í¢nimos dos fãs mais afoitos (ou seria para nos deixar mais ansiosos pelo álbum completo? HAHAHA), Battle In Me, que foi lançado como single no Reino Unido, e segue a mesma linha “pesada” do novo Garbage.

Agora resta torcer para que Shirloca & Cia venham para o Brasil com a nova tour que deverá começar em breve e para que eu possa enfim ver a minha banda favorita de perto :D

PS: Shirley, compartilha aí­ qual água cê tá bebendo para não envelhecer nunca e ficar mais bonita a cada ano que passa.