hold it against me

Who Owns the Throne?

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Música é uma das minhas grandes paixíµes, e isso é desde cedo. Nunca liguei muito para cinema (o filme tem que ser muito bom para me conquistar), livros (péssimo hábito) ou seriados (preguiça eterna de acompanhar, assim como novelas), mas como eu disse no post do Two Door Cinema Club, tenho a maior disposição para ouvir não só coisas novas, mas artistas de que alguma forma marcaram minha vida. Também não me considero uma pessoa com gosto musical ecletico, até porque tenho duas vertentes muito bem definidas e sem nenhum tipo de preconceito. Desde meus 12 anos tenho isso muito claro na minha mente e nos meus ouvidos: enquanto assistia o Disk MTV para assistir os clipes do Backstreet Boys e das Spice na parada, comecei a gostar de bandas como Hole, Garbage e Foo Fighters, bandas que até hoje fazem parte da minha vida e não saem do meu iPod. E foi assim que eu comecei a gostar de pop e rock ao mesmo tempo, sem preconceito ou rótulo. No fundo eu gosto de música boa independente do estilo: basta ser suficiente para me fazer dançar, tocar meu coração ou ouvir 293934x no repeat.

E a Britney é uma dessas artistas que me fazem gostar o suficiente para despertar todos esses sentimentos -e olha que ela está longe de ter um vozeirão espetacular como outras grandes divas como a Aguilera, que eu também sou fã. Gosto dela, simples assim. Mas só gostar muitas vezes não é o suficiente e eu sentia muita falta da Britney que fez parte da minha adolecência e que me fazia sentir vontade de sair dançando pela casa inteira anos mais tarde. Sentia saudades daquela euforia para assistir o clipe novo estrear no TOP EUA já que em 1990 e poucos, mal tinhamos acesso a Internet tampouco imaginavamos assistir ví­deos em um Youtube da vida.

O Blackout, álbum lançado em 2007 durante o auge do surto da Britney, foi o último trabalho que me conquistou de verdade, de ouvir o CD até a exaustão (que diga-se de passagem, nunca chegou). Ao ouvir Circus ou até mesmo o último single lançado, 3, não sentia AQUELA Britney sabe? Não que fosse ruim, mas parecia que faltava alguma coisa. Era música por si só, faltava aquele toque que conquistou fãs em todo mundo. A euforia para assistir um novo clipe simplesmente não existia, porque eu não conseguia ver boa e velha Britney ali: eram só músicas carregadas de polêmicas, como se quisessem tirar o foco da artista e deixar que as letras se encarregassem de chamar a atenção do público.

Hoje, enquanto esperava acordada (leia-se insí´nia) e ansiosa pela estréia do clipe, percebi que minha timelinda inteira compartilhava do mesmo sentimento que eu, da tal euforia que a gente sentia na premiere dos clipes dos nossos artistas favoritos nos áureos tempos da música pop. E quando Hold It Against Me finalmente estreou, conseguimos ver a menina que há 12 anos atrás conquistou o mundo.

O roteiro, que a princí­pio parece confuso, começou a fazer todo o sentido quando o pessoal do Twitter começou a divagar sobre a história: do iní­cio da carreira e o esteriótipo “garota perfeita”, as correntes que a prendiam, a luta contra “ela mesma”, a imagem manchada, a queda e claro, o controle novamente da carreira e da sua vida. Isso sem dizer nas inúmeras referências de seus álbuns e os quase 12 anos de carreira. í‰ o tipo de clipe que quanto mais você assistir, mais vai gostar e mais vai entender o que ela quis dizer com essas mensagens “subliminares”.

Muito mais do que um clipe a altura da música, em Hold It Against Me Brit-Brit mostrou que AQUELA Britney que enchia os fãs de orgulho e sacudia o mundo pop está de volta. E voltou digna de aplausos e mostrando que quem é princesa jamais perde a majestade.

Samba Britney, samba na cara de todas elas e de quem te gongava. Samba que a gente tá amando, sua linda!