Internet

E se os gatinhos fossem capa de álbuns lendários?

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Não é muito segredo que eu sou louca e apaixonada por bichos e muito menos de que eu adoro uma música boa né? Agora imagina quando essas minhas duas paixíµes se encontram em um tumblr que além de ser fofí­ssimo, ainda rende ótimas risadas?

Se você é como eu, vai morrer de fofura e amor pelo The Kitten Covers, um tumblr que reune releituras de capas de discos clássicas do rock com… gatos!

LONDON MEOWING X LONDON CALLING

HISS X KISS

BOB KITTEN x BOB DYLAN

DAVID MEOWIE X DAVID BOWIE

JOAN KITT X JOAN JETT

NEVERKITTEN X NEVERMIND

KITTEN FANTASY X DOUBLE FANTASY

THE KITTEN X THE BEATLES

O tumblr é relativamente novo, por isso, ainda espero outras capas épicas revisitadas para a versão cute. Mas diz se não é para morrer de tanto amor e ternura? <3 [caption id="attachment_9488" align="aligncenter" width="500" caption="VOMITAY ARCO-IRIS"] [/caption]

Rehab 2.0

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Antes de começar este post, gostaria de lançar uma pergunta a você, caro leitor deste humilde blog. Você consegue se lembrar como era sua vida não só antes da Internet, mas principalmente antes dos comunicadores instantí¢neos (e eu não estou falando só do MSN, lembra do ICQ?) e principalmente das redes sociais?

CUTUCAí‡íƒO FRENí‰TICA OFFLINE: TRABALHAMOS (OU AO MENOS ESTAMOS TENTANDO)

Fazem pouco mais de 12 anos que eu tenho Internet em casa e mais ou menos 7 que eu aderi a onda das Redes Sociais como conhecemos hoje. Se hoje faço amizades pelo Twitter ou pelo blog, antigamente era pelo chat da UOL que evoluí­a para o ICQ. Ironicamente, pouco antes de fazer minha primeira conexão na Internet, achava bizarro ouvir por aí­ que duas pessoas poderiam se conhecer através de um bate papo, assim como aquela sua tia que não manja nada de web e acha que você é um viciado hoje.

Tão irí´nico quanto meu pensamento de quando eu tinha lá meus 11 anos é pensar em como seria de fato minha vida hoje se a Internet não tivesse de fato aparecido. Talvez teria seguido a carreira de veterinária que era meu sonho da infí¢ncia se não tivesse tanto pavor de sangue ou sensí­vel demais para conviver com animais sofrendo ou ainda ter seguido a carreira de administração, usando roupas coxinhas e resolvendo tarefas burocráticas. Certamente não teria descoberto minha vocação para a publicidade e muito menos, meu gosto por escrever. E talvez seria uma pessoa mais fechada e low profile do que eu sou hoje. Ou não.

Não posso negar o quanto a Internet me ajudou a superar a barreira da minha timidez em partes (sim, não sou antipática, sou tí­mida gente!) e me aproximou de pessoas maravilhosas. Hoje a maior parte dos meus amigos reais conheci blogando, twittando ou de alguma forma com que a Internet possibilitasse a aproximação, o famoso amigo do amigo que você conheceu no Twitter mas que vocês se conheceram pessoalmente em uma festa e a partir daí­ engataram uma amizade. Por outro lado, tamanha praticidade e comodismo talvez tenham me deixado mais individualista, egocêntrica e impaciente com pessoas que talvez não tenham a mesma compatibilidade com meus gostos musicais e até mesmo que não entendam minhas piadas infames ou memes, frutos da minha convivência praticamente diária dentro da Internet. Gente que te olha com cara de tacho quando você manda um “aham Claudia, senta lᔝ, corrige teu “TODOS CHORA” ou “bons drink”. Mas afinal, quem está certo nessa história?

Se a Internet possibilitou coisas maravilhosas nas nossas vidas, por outra está nos afetando na forma com que nos relacionamentos na vida real: estamos de fato cada vez mais intolerantes com pessoas que tem um gosto, um comportamento ou uma opinião diferente das nossas. Com profiles nas redes sociais e nossos gostos e dia-a-dia escancarados para quem quiser ver, passamos a priorizar aquelas pessoas que tem um estilo de vida mais compatí­vel com os nossos, deixando o mundo mais “ervilha” do que ele já é ”“talvez essa seja uma explicação para o fato de eu, você e mais um montão de gente com interesses semelhantes termos amigos, reais ou virtuais, em comum.

Ainda mais irí´nico do que tudo isso é perceber que a mesma ferramenta que nos possibilita desbravar o universo e conhecer gente de todos os lugares do planeta sem sair de casa é a mesma que nos prende dentro do nosso próprio mundinho. Basta dar uma volta por aí­ para ver que nós estamos sempre conectados com nossos smartphones checando e-mails, notificaçíµes dos amigos e atualizando nossos status. Açíµes que fazemos enquanto almoçamos, estamos em um bar ou balada com os amigos, vivendo de fato a nossa vida real, de carne e osso. Queremos mostrar o que fazemos, com quem andamos, para aonde vamos, tudo em troca de algumas mentions e likes no Facebook feitos na maioria das vezes por pessoas que sequer fazem parte da nossa vida de verdade.

O ví­deo “You Need To Get Off Facebook” mostra mais ou menos tudo que eu disse aqui em cima e nos convida a refletir e entender que nós somos muito mais do que rostinhos bonitos escondidos em avatares, status feitos a partir do que estamos fazendo ou de frases impactantes da Clarice Lispector e do Fernando Pessoa e talvez o mais importante: você não tem 5 mil amigos.

Sinceramente não acho que existe um certo ou errado. Não acho que hoje, em pleno 2011, temos que abolir nossas formas de comunicação online ou ignorar que elas existam como alguns conhecidos meus. Porém, também não acho que devemos concentrar toda nossa energia social nela. Em outras palavras, não acho que devemos abrir mão da nossa vida on-line, de conhecer pessoas ou compartilhar aquilo que estamos vivendo naquele momento, mas não podemos deixar que isso defina nossa personalidade ou nossa vida real. Tão importante quanto isso é lembrar que existem pessoas incrí­veis por aí­ no mundo offline esperando por um ”like” ou uma cutucada ao vivo, mesmo que elas não freqí¼entem os mesmos lugares ou escutem a mesma banda que você. Ou ainda, que não entendem o meme do dia do Twitter.

Precisamos reaprender a tolerar as pessoas com seus defeitos e gostos opostos mas principalmente, interagir de verdade, nos permitir a desbravar um território desconhecido e menos obvio do que o nosso mundinho, nos surpreender com as pessoas.

Eu estou me dando uma chance de reaprender a viver offline e você?

Blog Day e um post como nos velhos tempos

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Ontem, dia 31/08, foi celebrado o Blog Day, uma data criada em 2005 pelo blogueiro israelense Nir Ofir para incentivar seus leitores a não só conhecerem, mas também indicarem outros blogs neste dia -3108, que se você observar bem, lembra um pouco a palavra “blog”). A idéia surgiu depois que Ofir percebeu que a maior parte dos leitores acabam lendo sempre os mesmos blog o que, diga-se de passagem é uma das grandes verdades da blogosfera.

Conversando ontem no Twitter com o Phellipe, surgiu o desejo de brincar de Blog Day, coisa que eu não fazia há pelo menos uns 3 anos porque simplesmente eu esquecia. Mas porque eu decidi brincar esse ano? Por um simples motivo: momento nostalgia da old school blogosfera.

Coincidência ou não, tenho estudado muito sobre os blogs e a evolução da blogosfera nos últimos dias por conta da minha monografia do semestre na pós graduação, que será justamente sobre o quanto os blogs mudaram ao longo dos anos e tentar entender um pouco sobre esse boom que aconteceu principalmente nos últimos 2 anos. O mais engraçado de tudo isso é que buscando referências para embasar meu estudo, me sinto viajando no tempo e relembrando tudo o que eu vivi nesses quase 10 anos blogando, sendo 5 deles neste domí­nio. Acho que só quem viveu todas essas épocas de uma forma intensa, tanto como blogueiro ou como leitor, vai entender o que eu to falando. Da época que os blogs eram atualizados com gifs piscantes e frases motivacionais “sua inveja faz a minha fama” com brilhos (como já diria Katylene, quem nooooooooonca?) , os layouts gratuitos e o fórum do By Marina, as trocas quase que semanais de layouts, o saudoso Barraco Virtual da Lari Ventorim (e você ai achando que o Tipo de Blogueira era ~inovador~), os awards organizados por domí­nios, layouts feitos em blender, o Deletéria e mais recentemente os blogs abordando temas mais especí­ficos. Claro que nem todo mundo aderiu a todas as fases, mas é curioso olhar e ver como a blogosfera funciona quase como a nossa vida, cheia de épocas, fases e tendências que desaparecem, voltam ou simplesmente mudam. E eu falo principalmente por mim, que passei por todas essas fases e hoje estou em uma outra que anda lado a lado com meu modo de vida atual: sem roteiros, sem regras, prezando apenas pela liberdade e pelo lado “fun” de tudo aquilo que eu gosto e acredito. E é assim que eu pretendo ficar daqui pra frente, porque é justamente “o do meu jeito” que me faz feliz.

De fato, devo muito do que eu sou hoje ao blog e minha convivência na blogosfera: os amigos que eu fiz, as oportunidades que eu tive e principalmente, em descobrir minha real vocação profissional. Foi blogando que eu descobri que eu gostava de escrever e me comunicar com as pessoas, e mais tarde, participando de açíµes, que eu descobri minha vocação para a área de publicidade ”“e daí­ o resto da história vocês já conhecem. Talvez se eu nunca tivesse blogado, estaria em um escritório trabalhando na área de administração de algum hotel infeliz. E não pense que eu sou a única: conheço muita gente que descobriu, blogando, o que queria ser quando crescer. Ou ainda quem percebeu, fazendo layout, que gostava tanto da coisa que acabou virando designer.

Nos últimos meses tenho blogado muito menos do que eu gostaria pela mais pura falta de tempo. Além estar trabalhando bastante (tks God né gente? Trabalhar e ter dim dim no bolso é sempre bom) estou fazendo pós-graduação, então preciso conciliar meu tempo que anda bastante corrido com tudo isso, meu tempo de lazer (que ultimamente virou lenda) e também praticando a arte que eu mais entendo: a de fazer absolutamente nada, ou seja, dormir. Por outro lado, tenho aproveitado os momentos de folga no trabalho para ler alguns blogs fora do circuito moda-beleza, porque confesso que o fato de trabalhar com este segmento me deixou um pouco de saco cheio desse tipo de leitura nos meus momentos off-work.

Por isso, resolvi fazer um Blog Day “de raiz”, seguindo o principal objetivo do tio Nir Ofir: estimular a leitura de blogs fora do circuito que muitos de vocês estão acostumados a ler no Reader. Gente que compartilha vários assuntos de uma maneira única, divertida e principalmente, cheia de paixão <3

Engraçado, divertido e deliciosamente incrí­vel. Essa é algum dos adjetivos que eu associo quando penso no Maçãs Verdes, blog daquela lindja da Mandy Arruda. Sabe aquelas situaçíµes que nós passamos todos os dias mas nunca sabemos como nos expressar? Aquela sensaão meio que indescrití­vel? A Mandy é craque em traduzir esses nossos sentimentos em posts deliciosos. O post sobre o constrangimento de comprar lingeries mais sexies é um bom exemplo disso.

E a Mandy abriu um novo blog, o “E agora, Donna Reed?”, com o dia-a-dia de uma menina prestes a subir ao altar e o desespero de se tornar, dentro outras mil funçíµes, “do lar”. O blog é novinho em folha, mas tem muitas dicas, principalmente sobre organização. Vale também a indicação e a leitura!

O Spicy Vanilla Cinthia do Make Up Atelier e confesso que se eu já amava o de maquiagem, passei a amar ainda mais esse. O foco aqui são as experiências da Cih em viagens e também em restaurantes em São Paulo e em outras partes do mundo, inclusive sobre o casamento dela em Las Vegas. Inspiração define.

E foi graças a Cih e ao Spicy Vanilla que eu conheci a Clau da Che Peccato, que além de ser minha “cupcakera” oficial, virou uma das pessoas mais queridas da minha vida.

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140 caracteres de cultura

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Momento Borboletando também é cultura!

Para quem não sabe eu estou postando sobre Internet no blog do Link Ninja, mas achei o post de hoje tão válido que resolvi chupinhar ele de lá pra cá, uma vez que o público de lá é bem diferente do daqui.

Hoje tive a grata surpresa de conhecer o coletivo @semruido, um projeto criado no Twitter com o objetivo de usar os 140 caracteres de forma útil na rede de microblogins. O lema? Um micro-conto por dia.

Não satisfeitos em divulgar essas pí­lulas literárias via Twitter, influenciados pela poesia Haikai e o movimento da Sticker Art eles decidiram espalhar as tweetadas pelas ruas de Sampa:

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