lollapalooza

A saga do Muse no Lollapalooza 2014

postado em  •  4 comentários

Sou mega entusiasta de festivais de música e não é a toa que sempre tento fazer um esforço para ir na maioria deles. Enquanto a maioria das pessoas reclamam do preço, considero OK o valor que costumam cobrar por aqui, afinal, são várias atraçíµes que você pode ver pelo mesmo preço de um grande show internacional no Brasil, além de um programa diferente para fazer naquele dia.

Com o Lollapalooza 2014, não poderia ser diferente. Ao contrário da edição passada, em que eu fiquei horas de pé na grade esperando Brandão Flores surgir, neste ano não havia nada que eu morresse de amores e que me convencesse a guardar lugar perto do palco. Mas uma das bandas que constam no meu TOP10 do coração estava confirmada: o Muse.

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUí‡íƒO VEJA ONLINE)

FOTO: IVAN PACHECO (REPROUí‡íƒO VEJA ONLINE)

Já vi o Muse em uma outra oportunidade, quando eles abriram para o U2 na 360º Tour -inclusive, fui mais por eles do que por Bono & cia, embora também goste muito. No ano passado, me cocei de vontade de ter ido ao Rock In Rio para ver os moços, mas acabei não comprando os ingressos e fiquei na vontade, acompanhando pela TV. Mas foi só o Lollapalooza anunciar a banda como uma das atraçíµes da edição brasileira que eu comecei a contar os dias. O countdown ganhou ainda mais força quando anunciaram que o Muse seria uma das atraçíµes dos shows solos, os “lolla parties” e enfim teria uma oportunidade de ver um show mais intimista da banda, conhecida como uma das melhores performances ao vivo do rock alternativo. Ou seja: em 3 dias, veria o show do Muse DUAS vezes. Melhor do que isso, só se fosse do Killers com direito a Meet&Greet com Brandinho.

MINHA REAí‡íƒO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

MINHA REAí‡íƒO COM 2 INGRESSOS PRO MUSE NA MESMA SEMANA

Mas é claro que Murphy, esse fanfarrão, achou que minha vida tava muito legal e resolveu fazer uma zoeira. E como vocês sabem, ela não tem limites.

Na quinta-feira, dia do side show, acordei 6h com helicópteros passando em cima da minha casa. Mas né, porque ficar putézima da vida se eu ia no show do Muse a noite? Fui, me arrumei com meu look de guerrashow, sentei para tomar meu café enquanto lia os feeds do Facebook no celular e: show cancelado por motivos de saúde.

EU LENDO A NOTíCIA DO CANCELAMENTO

EU LENDO A NOTíCIA DO CANCELAMENTO

Do aviso sobre o show cancelado ao pronunciamento oficial do Matt Bellamy no Twitter sobre o estado de saúde dele, foi um show de achismos. E com o pronunciamento oficial, veio a dúvida: será que Bellamy se recuperaria da tal laringite até o dia do Lollapalooza? Será que o show seria cancelado?

Bom, confesso que cheguei no Autódromo tensa e com medo de que, a qualquer momento, fosse anunciado o cancelamento do show. Além do Muse, estava lá para ver Imagine Dragons (que eu só consegui ver um pedacinho) e NIN, mas eles ainda eram a prioridade da noite. Entre as longas caminhadas entre um show e outro, aproveitei também para ver um pedacinho da Lorde e o Phoenix de passagem.

Umas 21h, decidi me posicionar no palco Skol, e ainda que longe do palco, tinha uma boa visão do palco. Meia hora depois, o trio enfim subiu em palcos paulistas, abrindo o show de 1h30 com “New Born”, surpreendendo principalmente os fãs mais veteranos. Pouco depois, uma nova surpresa: o cover de “Lithium”, um dos grandes hits do Nirvana, para homenagear os 20 anos da morte de Kurt Cobain. Esse sem dúvidas foi um dos meus momentos favoritos do show, tanto pelo fato de Nirvana fazer parte da minha vida musical, quanto por ver o público, de todas as idades, todo cantando a plenos pulmíµes.

Desde o iní­cio do show, ficou evidente que Matt estava longe de sua melhor forma que nós nos acostumamos a ver. Era visí­vel para o público o tamanho do esforço que o vocalista estava fazendo para cumprir a promessa feita aos fãs. “Eu perdi a voz”, disse Bellamy em um momento do show. Em “Starlight”, um dos momentos mais aguardados do show, o público respondeu ao pedido do vocalista, entoando um coro de mais de 80 mil vozes emocionante. O mesmo fato se repetiu em “Madness”. Certamente, outros dois pontos altos da noite.

Por conta do problema com a voz de Matt Bellamy, a setlist foi alterada. Hits como “Supremassive Black Hole”, “Feeling Good” e “Muscule Museum” ficaram de fora, frustrando boa parte do público. Em compensação, “Knights of Cydonia” fechou com chave de ouro a performance que começou cheia de incertezas mas com duas conclusíµes: a do porque Muse é considerado um dos melhores shows do rock e o de que Matt Bellamy um dos melhores frontmen da atualidade.

Prova disso: quantas pessoas subiriam num palco, para se apresentar para mais de 80 mil pessoas, com limitaçíµes vocais e muita, mais muita dor (coisa que só quem teve laringite sabe o que é)? Ainda que com as expectativas não alcançadas, não posso negar que a banda ganhou ainda mais pontos no meu coração pela consideração e respeito que eles tiveram pelos fãs, que aguardaram ansiosamente por este dia. Valeu cada minuto da espera!

Agora, com o fim do Lollapalooza 2014, resta a expectativa da banda cumprir a promessa feita em tweet feito pouco depois do fim do show, aonde Bellamy afirma que volta no ano que vem. Não sei vocês, mas já estou aqui com os dedinhos cruzados aguardando este momento e que desta vez, o tal show intimista role mesmo :D

PS: aproveitando o post, gostaria de agradecer a ChevroletBR pelo convite para o camarote í”nix. Muito obrigada, gente! <3

Mixtape #40 – Vem Lolla!

postado em  •  8 comentários

O puxão de orelha é bem vindo. Depois de pegar um ritmo insano no blog em 2014, dei uma desaparecida. Essas últimas semanas foram cheias de coisas e, para piorar, tive uma pequena intoxicação alimentar, o que me fazia chegar em casa e desejar cama. Mas não esqueci de vocês, ok? Prometo que não vou mais abandonar o blog desse jeito.

E para retomar ao ritmo normal e entrar no clima do festival mais esperado do ano, preparei uma mixtape com as minhas músicas favoritas das atraçíµes do Lollapalooza deste ano. Dessa vez não tem mozão Brandon e Killers, mas tem um monte de bandas que eu adoro como o Imagine Dragons, Nine Inch Nails, New Order, Vampire Weekend, Arcade Fire, <3 Muse <3 (2x ainda! \o/) e aquela linda da Ellie Goulding. Será maravilhoso: sim sim? <3

E claro que a Mixtape é super democrática e permitida também para quem não vai ao Lolla ou vai curtir pela TV. Aliás, é uma oportunidade de se apaixonar por outros sons :)

mixtape40

Gostou dessa mixtape? Para baixar, clica aqui. E para ouvir todas as outras que já passaram para o blog, vem pra cá.

tumblr_m19ezzJk0s1r8a3elo1_500

E para quem vai ao Lolla, fica a dicona: ano passado fiz um pequeno guia de dignidade para Festivais, com dicas do que usar e levar para o show. Nem tão old assim, but goldí­ssimo :D.

The Killers sendo maravilhosos no Lollapalooza Brasil 2013

postado em  •  11 comentários

Não é nenhum segredo o quanto eu sou apaixonada pelo The Killers. Embora seja uma pessoa movida a música e gostar de vários artistas, poucos alcançam o status de “amor incondicional” no meu coração ”“e claro que Brandon e sua trupe fazem parte deste ~seleto~ grupo, junto com o Garbage.

Acompanho a banda praticamente desde o “Hot Fuss”, de 2005. Se Garbage foi a banda da minha adolescência, posso dizer que Killers é a banda da minha vida adulta. E preciso confessar que a cada oportunidade que eu tenho de ver a banda ao vivo, este amor só aumenta. E a expectativa de vê-los é sempre gigante, acompanhada de uma certa ansiedade em vê-los novamente.

Quem já teve a oportunidade de conferir a performance ao vivo da banda de Las Vegas, ou pelo menos através de ví­deos ou do maravilhoso DVD Live From Albert Hall, sabe que Brandon, Dave, Mark e Ronnie não se contentam com pouca coisa. Além de uma setlist poderosa, a banda esbanja simpatia e carisma, com performances inesquecí­veis. E me perdoem os haters, mas se tem uma coisa que o Killers sabe fazer bem é fazer um show de encher os olhos. E o show desta sexta-feira no Lollapalooza Brasil 2013, não poderia ser diferente. Ou melhor, foi. E para a melhor.

EUZINHA FAZENDO UMA PONTA NA FOTO OFICIAL DO SHOW DO LOLLAPALOOZA 2013!

EU (SETA) E BRANDONLINDO NA FOTO OFICIAL DO SHOW: UM DIA DIFICIL NA VIDA DAS INIMIGAS

Cheguei no Jockey por volta das 13h30, dei uma volta e, ao ver que eu conseguiria um bom lugar no palco “Cidade Jardim”, dedidi ficar por lá. A partir das 14h, consegui um espacinho na grade que separava o público do palco e achei por bem ficar por lá. Dali em diante, foram horas de espera, sem comer, sem beber água, sem ir ao banheiro, sem circular, dores nos pés e nas costas. Mas eu sabia que aquele esforço valeria a pena ”“e valeu!

Depois de uma longa espera e muitos gritos durante a montagem (principalmente quando o sintetizador com o raio iluminado de Brandon chegou), a banda entrou no palco com um dos seus maiores hits, Mr. Brightside, e botou o Jockey inteiro abaixo. Brandon ficou tão emocionado que era visí­vel que ele estava tremendo nas primeiras músicas do show, e assim como restante da banda, que parecia desacreditar em tudo aquilo –nesse trecho dá pra ver a cara de surpresa dele. Durante a terceira música, “The Way It Was” (Battle Born, 2012), BFlow aproveitou para cumprimentar o público em português, muito amor.

tumblr_mkhsmwkAKu1qhcbmno1_500

tumblr_mkhsmwkAKu1qhcbmno2_500

tumblr_mkhsmwkAKu1qhcbmno3_500

Gifs por oversunsetplain.tumblr.com

GIFS POR OVERSUNSETPLAIN.TUMBLR.COM

Daí­ em diante, o que se viu nas outras 1h30 de apresentação foi um show recheado de grandes hits da banda e pouquí­ssimas músicas do último álbum. Acredito que esta escolha se deva ao fato de não ser um show independente da banda, mas um formato festival, considerando que nem sempre o público presente é fã da banda a ponto de conhecer músicas que não sejam single, assim como o Brandon puxando coros em músicas não singles do BB. De qualquer forma, senti falta de músicas como Bones, Here With Me, Flesh and Bone (próximo single) e a faixa-tí­tulo da tour, Battle Born. A estrutura do palco estava linda, contando com backdrops incrí­veis e iluminação, que mudava de acordo com a era/single da banda, e efeitos especiais, como uma “bomba” inesperada em “Miss Atomic Bomb”, papéis picados em formato de raios e “K” na maravilhosa “All These Things That I’ve Done” e chuva de fogos em “When You Were Young”.

O que me deixou mais impressionada é o fato da banda estar a cada nova tour, em melhor forma ”“ e olha que os shows sempre foram fantásticos. Os CDs podem decepcionar os fãs mais xiitas (não euzinha, porque eu amo o Day and Age e o Battle Born, rsss), mas não dá para negar que no palco os filhos de Nevada estão ainda melhores, tanto em termos de carisma, quanto forma: Brandon está cantando mais do que nunca (e olha que 2 semanas atrás ele cancelou shows por conta de uma faringite) e está cada vez mais performático, carismático e usando seu poder de persuasão para conquistar plateias, que respondem prontamente com vozes, mãos e palmas.
Continue lendo →

Aquecimento The Killers: minhas 12 músicas favoritas

postado em  •  7 comentários

Só quem é fã de um artista ou banda sabe como é a sensação nos dias que precedem os shows e o vazio depois que o show acaba e o êxtase passa. Faltando apenas dois dias para o show do The Killers no Lollapalooza, estou assim: ansiosa, sensí­vel e com uma expectativa enorme de ver mais uma tour dos meninos de Las Vegas, liderada pelo meu muso-mor Brandon Flowers.

K5kvf

E mesmo não sendo a primeira vez que eu confiro a performance da banda ao vivo, não consigo esconder a ansiedade e a expectativa de ver tudo de novo. E essa é uma das coisas que me fazem ser cada vez mais fã do Killers: se eles são bons em estúdio, eles conseguem ser ainda melhores ao vivo.

Para dividir com vocês um pouco da minha ansiedade (rssss) e da minha expectativa da próxima sexta, fiz uma lista com as minhas 10 músicas favoritas da banda ”“e que fique registrada minha torcida para que parte dessas músicas estejam na setlist do Brasil! HAHAHA :D

#12- From Here On Out (Battle Born, 2012)

Uma das gratas supresas do “Battle Born”, último álbum da banda. Bem diferente do que o público geral conhecia de Killers, mas bem parecido com alguns b-sides e o trabalho solo de Brandon, Flamingo. Você pode não ser chegado ao country americano, mas provavelmente se apaixonará por esta música <3.

#11- Read My Mind (Sam”™s Town, 2006)

Um dos grandes clássicos do Killers, daqueles que até seu amigo que não não conhece muita coisa da banda saberia cantar ao menos o refrão.

#10- Human (Day and Age, 2008)

“Close your eyes, clear your heart”. Killers sendo Killers, ou seja, maravilhoso. E sdds Brandinho no deserto com ombreiras de pena <3.
Continue lendo →