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01/52 Álbuns: para embalar começos e recomeços

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Este post faz parte do desafio “52 Álbuns em 2015”, que consiste na indicação de um álbum por semana até a primeira semana de 2016. Para saber sobre o desafio e como participar, clique aqui. Acompanhe as resenhas do blog lendo a TAG “52 álbuns”. Para acompanhar as indicações dos outros participantes, entre no grupo do blog no Facebook.

Para começar o desafio “52 Álbuns em 2015”, decidi escolher um que já é um velho conhecido, figura entre os meus favoritos da vida mas que eu não consegui imaginar outro para abrir o desafio e que se encaixasse no conceito de “recomeços” de forma tão perfeita como ele.

O escolhido é o Blackout (2007), quinto álbum de estúdio de Britney Spears e lançado em meio à sua pior fase na vida pessoal. Da separação aos passeios sem calcinha ao lado,das então amigas e eternas bad girls de Hollywood, Paris Hilton e Lindsay Lohan, aos cabelos raspados e o ataque de fúria, tudo foi acompanhado de perto por paparazzis e consequentemente, por pessoas do mundo inteiro. Como fã da moça, confesso que foi difícil acompanhar este processo e juro que eu temia acordar um dia e ler que o pior havia acontecido. E felizmente não aconteceu e hoje podemos usar o mantra com convicção.

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Bom, no meio do furacão, quando todo mundo achava que era o fim e a fanbase inteira havia perdido as esperanças de ter algo novo, Miss Spears vai e lança um teaser do novo trabalho em seu site oficial, com as primeiras batidas do single “Gimme More” e apresentando pela primeira vez o agora icônico “It’s Britney, bitch”. O single escolhido para abrir os trabalhos da nova era trazia uma amostra do que deveríamos esperar dele: batidas futurísticas para a época e letras transformariam o álbum em quase auto-biografia auditiva. Uma prova disso fica evidente no próprio clipe de “Gimme More”, aonde a Britney loira ~pré-surto~ observa a Britney morena sendo desconstruída na forma de stripper de boate.

Dúvidas sobre a integridade mental de Britney e um grandioso retorno foram elevados a milésima potência após a performance polêmica no VMA 2007, em que a princesa pop performou visivelmente dopada perturbada e incomodada por estar ali. Neste momento, fãs e críticos do mundo inteiro se perguntaram: será o fim de Britney Spears? Pois para o terror dos haters, a resposta foi não.

Se por um lado 2007 foi um ano terrível para a vida pessoal de Brit-Brit, não podemos dizer o mesmo sobre sua carreira. Pouco tempo depois do VMA, Britney lançou oficialmente “Blackout” sem qualquer outro tipo de divulgação, e que ainda assim é considerado o melhor e mais ousado trabalho da cantora por fãs e crítica, que consideram o álbum como um divisor de águas da música pop (também conhecido como a biblianey do pop).

"ESCREVENDONEY A BIBLIANEY DO POPNEY"

“ESCREVENDONEY A BIBLIANEY DO POPNEY”

O nome do álbum e seu significado definem porque eu escolhi para abrir o desafio. “Blackout”, além de definir o breu em que se encontrava a vida de Britney naquele momento, também representa a desmistificação e desconstrução do mito da “Miss American Dream”. Prova disso é que boa parte das canções trazem uma carga auto-biográfica como em “Why Should I Be Sad?”, que fala sobre sua relação com Kevin Federline (¨Why should I be sad, heaven knows / From the stupid freakin’ things that you do / Or should I get back or sad, who knows / Just take it all as a sign that we’re through”), e no segundo single da era, “Piece Of Me”, que ela fala sobre a pressão de ser um ícone pop e a perseguição por parte da imprensa (“I’m Mrs. Lifestyles of the rich and famous / I’m Mrs. Oh my God that Britney’s Shameless / I’m Mrs. Extra! Extra! this just in / I’m Mrs. she’s too big now she’s too thin”). O fato fica ainda mais evidenciado no clipe, aonde Britney ironiza as perseguições da mídia e manda todos eles para aquele lugar que vocês sabem.

Assim como nos demais clipes, o terceiro (e último) vídeo da era Blackout “Break The Ice” apresenta o ponto final da desconstrução do mito. Se em em “Gimme More”, a “America’s Sweetheart era desconstruída para mostrar um lado mais humano e verdadeiro do ícone pop e “Piece Of Me” ela ironizava e colocava a mídia em seu devido lugar, em “Break The Ice” a Britney em processo de desconstrução luta contra seus demônios internos e externos enquanto sua versão “american dream” repousa “in vitro”. O clipe (e a era) acaba quando a câmara em que a outra Britney era conservada explode e ela então torna-se uma fênix, seguido de um “to be continued”.

Muito mais do que letras auto-biográficas e uma videografia que supostamente explica o mistério do surto de Britney, vejo “Blackout” como um grito de liberdade de alguém sufocado por padrões, exigências do mercado e que só queria ser ouvido de alguma forma. Um pedido de uma pessoa que só queria ter o direito de ser ela mesma, com todos os defeitos e inseguranças, e a chance de um recomeço.

Ficha Técnica:
Blackout (2007)Spotify | Deezer
Melhor música: “Break The Ice”
Pior música (ou a menos menos boa): “Radar”
Não deixe de ouvir: “Outta This World” e “Get Back”, que entraram apenas na tracklist da edição especial mas são excelentes.
Por que você deveria ouvir?: é, de longe, o melhor trabalho da Britney. É o tipo de álbum que mesmo quem não gosta dela por algum motivo perde o preconceito e se rende as graças da princesa do pop.
Na escala de 1 a 5 Neydezinhas Sorridentes, quanto vale “Blackout”? britneyescala

Clique aqui para acompanhar todos os posts do “52 álbuns para ouvir em 2015”. Tem algum álbum para indicar para as próximas fases do desafio? Então deixa nos comentários ou sugere no grupo do blog no Facebook. Para acompanhar as indicações de outros blogueiros este tema do desafio, vemk. :)

Nasceu: Pool Be8

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Uma das sensaçíµes mais indescrití­veis que nós podemos sentir ao longo da nossa vida é quando conseguimos realizar tirar um projeto do papel e vê-lo tomar forma e virar realidade. E todo o processo é bacana: a criação, os primeiros rabiscos, a construção e por fim, a execução.

Sempre gostei de fazer coisas diferentes e evitar a mesmice, sair do mais do mesmo, e esse comportamento também reflete na minha vida como blogueira. Em 2006, estive envolvida na transformação do saudoso Barraco Virtual (para quem não era da época de ouro da blogosfera, era como uma Blogueira Shame do copycat) para um site mais diní¢mico e que integrasse a blogosfera como um todo, que acabou virando alguns meses depois o Mix Virtual. Um tempo depois eu, Paulinha e Lia começamos a organizar o Blogueria, um encontro de blogueiras que acontecia a cada dois ou três meses em algum lugar de São Paulo e teve momentos épicos como todo mundo cantando “Oh Happy Day” no meio do Mercado Mundo Mix e fazendo cover de Spice Girls em um bar coxinha com tiozinhos executivos fazendo happy hour e tomando uí­sque. Os encontros, diga-se de passagem, acontecem ainda, não com a mesma frequência de sempre, mas vira e mexe alguém do grupo organiza alguma coisa para matar as saudades dos áureos tempos.

Desde o final de 2010, tenho conversado com algumas amigas que também são blogueiras sobre uma forma de filtrar melhor o conteúdo e principalmente, fazer um trabalho sério mostrando que é possí­vel ser transparente e honesto com seus leitores. As ideias foram muitas, mas ainda não era aquilo que eu desejava e sentia vontade de abraçar a causa. Tudo começou a mudar quando eu conheci a Cinthya e a Maraisa, e começamos a pensar no que nós poderí­amos fazer para nos ajudar não só em termos de audiência, mas principalmente de mostrar que em meio a tanto mais do mesmo e pouco compromisso com leitor, no que se diz respeito a transparência, nós tí­nhamos nosso diferencial. E o que começou há uns 4 meses com uma troca de links, diversão e milhares de trocas de mensagem ganhou forma, outras blogueiras bacanas adeptas e virou coisa séria.

E é com muito orgulho que eu anuncio o Be8, um pool de blogs femininos pensantes que tem como objetivo valorizar e respeitar as diferentes opiniíµes sobre um determinado assunto (por isso o nome Be, de ser, 8, que representa a quantidade de blogs participantes) e principalmente, o leitor, oferecendo conteúdo e informação de qualidade, bem como o compromisso com a transparência no que se diz respeito a publicidade. Em outras palavras, nosso pool tem como principal motivação o respeito pelo leitor, que merece ler um conteúdo transparente, de qualidade e cheio personalidade, longe da pasteurização e do mais do mesmo, escrito por pessoas reais e “pensantes” como você, caro leitor.

MOLECO E BAGS PERSONALIZADAS COM O LOGO DO BE8, DESENVOLVIDO PELA GABI

Além do Borboletando, as Be8 são: Pensamentos Insanos da Cinthya Rachel, Beleza Interior da Maraisa Fidelis, Lipstick Corner da Gabi Rabelo, Cabideiro da Mari Zanin, TPM Moderna da Mari Bombonato e Daí­ Cravo, Botica Urbana da Thálassa Coutinho e Hi-Lo da Narda Negrão. O pool também conta com uma madrinha mais do que especial: a empresária da beleza (e minha chefe HAHAHA!) Cris Arcangeli, que aceitou o convite para apadrinhar nosso projeto de cara e abraçou o conceito Be8, que segundo palavras dela é encantador e inovador.

AS LINDAS E MOOOSAS DO BE8 <3

O lançamento da nossa cria aconteceu ontem, com um evento fechado para algumas leitoras, blogueiras, asssessoras e social medias no Shopping Iguatemi aqui em São Paulo, que contou com vários mimos para nossas convidadas como cupcakes (estamos falando de evento de blogs né gente? HAHAHA), massagem, maquiagem e váááaários presentinhos dos nossos parceiros que eu prometo contar com mais calma e com riqueza de detalhes ao longo da semana. Por ora, gostaria de agradecer publicamente a Kiehl”™s por ter ajudado a gente nessa empreitada e viabilizado nosso evento de lançamento, as meninas que estão envolvidas no projeto pela oportunidade e parceria e também todos que compareceram ontem no lançamento, especialmente minhas convidadas Bah, Paulinha, Paris e Pam, que eu conheci graças ao blog anos atrás (com excessão da Paris, da época do So Like a Rose!) e viraram amigas pessoais. Espero que em uma oportunidade eu possa levar mais leitoras para curtir um dia feliz e menininha comigo e as outras meninas!

Com relação ao conteúdo, fiquem tranquilos: como eu disse ali em cima, o blog continuará do mesmo jeitinho que vocês conhecem hoje afinal, nosso principal objetivo é que cada um dos 8 blogs tenham e respeitem sua personalidade e individualidade. O que muda daqui para frente é apenas um reforço de que vocês estão acompanhando uma informação de qualidade e que preza pela transparência e o respeito pelo leitor. Nem preciso dizer o quanto eu estou feliz, emocionada e lisonjeada em participar de um projeto tão bacana e verdadeiro quanto o Be8, principalmente em dividir este momento com meninas tão inteligentes, talentosas e extremamente profissionais.

Enquanto o post sobre o lançamento do Be8 não vai ao ar, vai fuçar na nossa página do Facebook e seguir a gente no Twitter para saber o que rolou na nossa festa de lançamento e conhecer um pouco mais sobre nosso conceito :D.

PS: voltamos enfim a programação normal nesta semana e com servidor novo que não vai mais deixar o blog cair toda hora. Uma salva de vivas galera! \o/

Para morrer de tanto amor: Dogs In Cars

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Tem coisa mais fofa do que quando você está no carro ou parado no trí¢nsito e o cachorro vai lá e coloca a cabeça para fora? Não sei vocês, mas eu, que sou tipo aloca dos cachorros, morro de tanto amor quando vejo eles se divertindo enquanto o carro anda e o vento bate na carinha deles.

E deve ser motivado por essa mesma paixão que o cineasta norte-americano Keith Hopkin acompanhou e registrou este momento de vários doguinhos para o ví­deo Dogs In Cars. E tudo em slowmotion para garantir que toda a emoção e felicidade desse “momento” fosse registrada tá?

Assistindo esse ví­deo não dá vontade de sair por aí­, dirigindo com os ventos batendo nos cabelos e sentindo essa sensação de liberdade e felicidade? São 5:05 do mais puro amor para aquecer nossos coraçíµes nesta quinta-feira <3 E falando em felcidade, amor e cachorro, a Gabi resgatou a mamãe e uma ninhada do mais puro pedigree viralatês (ou seja, amor) e está procurando lar para todos eles. Para quem mora em SP e está procurando uma companha, vai lá no tumblr que ela montou para contar a história desses pequenos e encontrar um lar feliz para todos!