recordações

Tenho mais CDs do que amigos (e maquiagem)

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Encerrei as atividades da sexta passada com um único desejo: tirar meu final de semana para me dar um tempo. Nada de baladas, ou programas que exigissem o mí­nimo de esforço fí­sico e mental meu. Estava precisando disso, talvez mais do que uma viagem ou algo que tecnicamente me revigoraria normalmente.

Aproveitei meu final de semana no mais puro ócio para fazer algo que eu vinha protelando há muito tempo: reorganizar meu quarto. Não sou a pessoa mais organizada do mundo e confesso que sou bem baguceira, dessas que deixam as roupas acumularem em cima da cama (e não, não me orgulho disso), mas botar as coisas em ordem costuma funcionar quase como uma auto-faxina mental, principalmente quando não estou no meu melhor humor. E a reorganização funciona quase como um ritual: antes de começar, separo os meus CDs favoritos, pego meu aparelho de som e me tranco lá o dia inteiro.

Desta vez, a arrumação foi um pouco mais profunda que das anteriores, e em todos os sentidos. Além das várias caixas de coisas que estavam guardadas e esquecidas no armário, como roupas, bichos de pelúcia, sapatos que eu não uso mais e bijuterias que comprei e jamais usei, resolvi liberar a parte aonde eu guardava meus CDs. E o que era para ser só um bota-fora, acabou se tornando uma viagem no tempo.

MEUS CDS FAVORITOS: PODERIA VIVER OUVINDO-OS EM LOOPING PELO RESTO DA VIDA

MEUS CDS FAVORITOS: PODERIA VIVER OUVINDO-OS EM LOOPING PELO RESTO DA VIDA

Sempre fui uma grande consumidora de CDs, talvez tanto quanto roupas e maquiagem, e este é um hábito que eu cultivo até hoje. Enquanto a maioria das pessoas nutrem amores por DVDs e livros e mulheres por sapatos e batons (não que eu não seja assim, pelo contrário) eu nutro por CDs fí­sicos, mesmo em tempos de MP3 e músicas disponí­veis para serem baixadas gratuitamente pela Internet toda. Claro que eu não vou ser hipócrita de dizer que eu não baixo músicas, inclusive faço isso todos os dias, mas se eu gosto muito de um artista ou de um determinado álbum, faço questão de também ter uma versão fí­sica ”“mesmo que ela fique guardada em algum cantinho no meu quarto.

Para mim, meus CDs contam um pouco da minha história. A cada caixinha que eu pegava e decidia se iria guardar para a posteridade ou se levaria para o armário da garagem, fiquei pensando nas lembranças que cada um deles trazia. Dos mais trashes como as coletí¢neas no melhor estilo “As 7 Melhores da Jovem Pan” e “Axé Brasil 96” a CDs de bandas e artistas que eu amo até hoje como Killers e Hole, cada um deles contavam uma parte do que eu vivi nesses últimos 18 anos, quase como uma trilha sonora da minha vida.

Demodê, vintage ou ultrapassado para as novas geraçíµes, o que importa é que eu pretendo continuar comprando CDs e transformá-los em trilhas de pequenos contos da minha vida real enquanto puder colecioná-los.

E vocês, também continuam comprando CDs ou se contentam apenas com versíµes digitais?

Whitney e a carência de divas e músicas para a eternidade

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MAIS UMA DIVA DEIXANDO O Cí‰U MAIS ESTRELADO

Algumas das coisas boas que eu aprendi a apreciar musicalmente foram ouvindo o que meus pais costumavam ouvir em casa. Madonna por exemplo, foi a minha primeira artista “adulta” favorita e olha que eu tinha lá pelos meus 6 anos quando comecei a gostar, no ápice da sua fase bitch. E também sempre teve espaço para as grandes divas. Cresci ouvindo alguns dos clássicos das grandes divas dos anos 90 em alto em bom som por influência dos meus pais, mas despertei minha paixão por elas lá pelos meus 13, 14 anos. Nessa época, era bem fã da Mariah Carey, que me levou a ouvir outras coisas no mesmo estilo que ela, como a Whitney.

Quem tem lá pelos seus vinte e poucos anos deve lembrar das mães se acabarem de tanto chorar assistindo O Guarda Costas, dos grandes duetos e especiais como o Divas Live. E com certeza deve ter entrado na valsa de 15 anos de uma das suas melhores amigas com seu par embalada por alguma dessas vozes. Na minha festa, apesar de não ter sido nos moldes tradicionais, Whitney estava lá com It’s Not Right But It’s Ok, um dos hits do comecinho dos anos 2000, mas perdi a conta de quantas amigas e conhecidas vi entrarem ao som de I Will Always Love You ou Greatest Love Of All.

Confesso que não sou fã da Whitney como fui da Mariah por exemplo, mas é impossí­vel não lamentar a perda de mais uma voz que fez parte das nossas vidas em algum momento delas. E tão triste como a perda de vozes poderosas como a da Amy no ano passado e este ano da Etta James e agora Whitney, é ver que estamos ficando cada vez mais carente de grandes í­cones da música, de hinos e de músicas para a eternidade. Músicas como essas que passam de pai para filho, assim como meus pais passaram para mim o gosto por artistas como Whitney.

PS: esse não era o comeback que eu gostaria de fazer no blog depois de semanas sem atualizar, mas como fã da boa música pop e de uma “velhinha”, me dei este direito. E sim, amanhã as atualizaçíµes voltam ao ritmo normal, amém.

Lista5: minhas músicas favoritas do Queen

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Dizem por aí­ que nós formamos nosso gosto musical de acordo com o que nossos pais costumavam ouvir quando nós éramos pequenos. Aqui em casa, isso é uma verdade em partes: pais são bem ecléticos, daqueles que gostam de música boa sem rótulos. Apesar de nossos gostos não serem tão compatí­veis, algumas das coisas que eles ouviam quando eu pequena fazem parte hoje, vinte e poucos anos depois, no meu iPod.

O Queen é uma das bandas que eu automaticamente associo principalmente ao meu pai, que sempre foi admirador das músicas e principalmente da voz do saudoso divo Freddie Mercury. Lembro que How Can I Go On, dueto dele com Montserrat Cabaret, era uma das trilhas sonoras diárias na vitrola lá de casa. Quando meus pais compraram o primeiro aparelho que tocava CD, um dos primeiros álbuns comprados foi justamente um greatest hits do Queen, que anos depois surrupiei para mim.

Não me considero uma fã de Queen, mas uma profunda admiradora da banda e do talento de Freddie não só por sua voz, mas principalmente por sua presença de palco e estilo inconfundí­veis, icí´nicos – ou vai dizer que quando você vê a moda do bigodinho não lembra automaticamente dele?

O DEUSO, O MUSO, O íCONE

Ouvindo Queen e conhecendo a trajetória da banda, a gente consegue entender porque Freddie e sua banda influenciaram tantos artistas que admiramos hoje, embora a maioria não tenha acompanhado, assim como eu e você, de perto o auge. O nome artí­stico da Lady Gaga por exemplo, veio da música Radio Ga Ga. Olhar o Brandon Flowers, suas performances e ouvir as músicas do The Killers e não associar de alguma forma ao Queen e ao Freddie também é quase impossí­vel.

Hoje, dia 5 de setembro, Freddie comemoraria 65 anos se estivesse vivo. Por isso, resolvi fazer um momento “Vitrola Velha” aqui no blog fazendo um TOP 5 das minhas músicas favoritas do Queen. Porque começar a semana com música boa, mesmo que empoeiradinha, não faz mal a ninguém ;)

01- I Want To Break Free

Como se não bastasse a música incrí­vel, no clipe Freddie aparece vestido de dona de casa aspirando o tapete. Tem como não amar? <3

02- Under Pressure

Quando um deuso (Freddie) encontra outro deuso (Bowie). Preciso explicar mais alguma coisa?

03- Radio Ga Ga

Ouvindo dá para entender porque a Lady Gaga é tão boa assim :D

04- We Will Rock You

Hino. Regravado por 5ive e depois pelas divas pop Britney, Beyoncé e Pink para o comercial da Pepsi.

05- Bohemian Rhapsody

Clássico do Queen. í‰ quase impossí­vel falar de Queen e não lembrar de Bohemian Rhapsody. A música é tão clássica que ganhou um cover super fofo dos The Muppets. Coisa mais linda do mundo:

E falando em homenagens, o Doodle de hoje no Google é um dos mais lindos e geniais EVER, com uma animação de Freddie para a música Don’t Stop Me Now com alguns flashes de momentos icí´nicos do divo. Tem como não amar? :D