sem glúten

O inacreditável Pão de Mandioqueijinho (ou pão de queijo sem queijo!)

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Quando conto que sou intolerante a lactose e, mais recentemente, alérgica a proteína do leite, uma das coisas mais me perguntam é: “como você consegue ficar sem leite e derivados?”

A resposta é simples: vivendo. E digo que, ao contrário do que muitos acham, continuo vivendo e muito bem, obrigada. Já contei aqui no blog em outras ocasiões que, apesar de saber da minha intolerância desde pequenininha, sempre fui um pouco negligente com relação à isso, já que só o leite ou derivados com muita concentração de lactose me faziam mal. Mas com o diagnóstico da APLV, a coisa mudou de figura e hoje, o quanto eu puder evitar, melhor para mim e para minha saúde. Desde que eu eliminei o leite por completo da minha dieta, minha vida melhorou em muitos aspectos e percebi o quanto o consumo dele afetava no meu dia-a-dia, desde uma redução drástica nas urticárias e crises de sinusite, até disposição e concentração.

Porém, apesar de viver super bem sem o leite e derivados, confesso que sinto falta de várias coisas e que, aos poucos, tenho buscado adaptações possíveis e gostosas das minhas coisas favoritas. Uma destas coisas era o pão de queijo, que sempre foi minha opção de café da manhã ou lanche da tarde em dias corridos e amô-vdd ao lado da coxinha. Daí que, num dia desses fuçando na Internet, encontrei uma receita que tinha como base a mandioquinha (ou batata salsa/baroa, como é conhecida em outros lugares do país), e nenhum resquício de queijo ou derivado de leite. Confesso que quando eu vi, achei que fosse ficar com gosto de qualquer coisa e que a última coisa que pareceria era um pão de queijo mas, felizmente, me encanei redondamente: o resultado ficou incrível em todos os sentidos.

O melhor desta receita é que ela é muito fácil de fazer, pode ser consumida todo mundo, inclusive quem tem intolerância ou alergia ao glúten e também por veganos, já que a receita não leva ovos nem qualquer outro tipo de proteína animal. Tanto a textura quanto o gosto ficam muito próximos à receita tradicional tanto que, se você não contar que não queijo na massa, ninguém vai perceber nenhuma diferença. Aqui em casa a receita é sucesso e até meus pais que não tem alergia, aprovaram e sempre devoram quando eu faço.

Ingredientes:

500g de mandioquinha cozinha e amassada (até virar um purê)
1 xícara de polvilho doce
1 xícara de polvilho azedo
1/4 de óleo vegetal (usei azeite, mas pode ser qualquer óleo que você tenha em casa!)
1/2 de água quente
Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma vasilha, misture todos os ingredientes até virar uma massa uniforme e bem consistente. Caso seja necessário, acrescente um pouco mais de polvilho para deixar no ponto. Faça bolinhas no tamanho desejado e coloque numa forma untada com óleo. Leve para assar em fogo médio-alto por 35-40 minutos, ou até as bolinhas “estourarem” e ficarem crocantes.

Essa é uma massa básica, mas você pode turbinar para deixá-la mais nutritiva e/ou saborosa. Para quem é diabético ou está de dieta, pode acrescentar farinha de linhaça ou chia à massa, já que estas fibras ajudam a reduzir o índice glicêmico, presente no polvilho e na mandioquinha. Também pode incluir ervas e especiarias como alecrim (a-m-o!), orégano ou pimenta, para variar o sabor ou dar um toque diferente à receita.

Testou? Amou? Volta aqui pra contar para mim nos comentários ou me marca no Instagram, @borboletando. Vou amar saber sua opinião e ver o resultado <3.

Churros Assado com Creme de Alfarroba

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Umas semanas atrás contei nesse post aqui que nos últimos tempos tenho me aventurado na cozinha na busca dos doces perfeitos sem açúcar e sem lactose (não, não é por moda, só sou intolerante mesmo desde pequenininha). O motivo principal disso é que eu adoro comer (que não, né gente?) e que eu queria provar para eu mesma que comida de dieta e de restrição pode sim, ser saudável e gostosa ao mesmo tempo.

Já tinha me aventurado nesse mundo outras vezes, fazendo um bolo de chocolate sem glúten, sem lactose e sem açúcar e com um brownie de farinha de amêndoas, além das cookies integrais. Todas as experiências que eu posto no blog são resultado de tentativas de sucesso e jamais publicarei coisas que por acaso, tenham ficado ruim. Por isso, boto a casa inteira e os amigos para fazerem o testdrive antes de publicar qualquer receita no blog, para ter certeza de que as coisas ficaram delí­cias de verdade.A minha experiência do final de semana foi uma coisa que eu amo, mas há tempos não comia: <3 churros <3.

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Além de ser cada dia mais difí­cil achar um lugar que tenha aquele churros de raiz, não nasci com um estí´mago de avestruz e comer fritura é quase sempre um tiro no escuro (e quase sempre certeiro). Por isso, rolou toda uma emoção quando eu achei essa receita de ~~~churros funcional~~~~ , um nome bonito para uma versão deste doce mais saudável e permitido í  intolerantes e alérgicos de plantão. Antes de fazer, comparei a receita com as “normais” e percebi que quantidade e modo de preparo são praticamente os mesmos, só muda alguns ingredientes. A minha versão é sem açúcar, lactose e glúten, mas se você puder, pode fazer com o que você tiver em casa que muito provavelmente dará certo também!

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Ingredientes

300 ml de água
1 colher de sopa de óleo de coco (pode ser margarina ou outro óleo vegetal)
1 pitada de sal
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de açúcar de coco (pode ser mascavo ou demerara)
1 xí­cara de farinha de arroz (pode ser farinha de trigo)
1 ovo
Canela em pó para polvilhar

Modo de preparo

Coloque em uma panela a água, o óleo de coco, o açúcar, o sal e a essência de baunilha, misture e espere ferver. Desligue e misture, aos poucos (importante!), a farinha até virar um creme. Acrescente um ovo ligeramente batido í  mistura. Coloque a mistura em um saco de confeiteiro com bico pitanga.

Forre a assadeira com papel manteiga e faça os “churros” com o saco de confeiteiro, pressionando-o. Coloque no forno pré-aquecido por cerca de 20-25 minutos. Depois de assado, polvilhe com canela.
Para acompanhar, usei o Creme de Alfarroba com Avelã da Carob House que veio naquele presskit que eu recebi da Natue. Se você não sabe o que é Alfarroba, uma explicação rápida: é tipo chocolate, mas não vem do cacau. Ainda assim tem um gosto que lembra demais o chocolate que nós conhecemos e é uma opção para intolerantes a lactose e para quem tem restrição í  açúcar. E sim, é gostoso pra caramba. Esse creme é tipo um Nutella para intolerantes, que também pode ser facilmente chamado por “puro creme do amor”. Sério.

Se você não tiver Alfarroba, pode usar o doce de leite mesmo (lógico, se você puder né?), geleia, Nutella, brigadeiro ou o que mais a sua mente gordita permitir.

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A receita original retirei do blog da Lidiane Barbosa, especialista em culinária funcional, e fiz algumas adaptaçíµes. Fica a dica de leitura para quem também se interessa pelo assunto :D.

Brownie sem glúten e em leite, mas com muito amor!

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Um dos grandes desafios que eu encontrei desde que passei a evitar o consumo de glúten e o leite por conta da minha intolerância que eu disse aqui, foi buscar alternativas livres destas proteí­nas mas que fossem gostosas de verdade, e não só um tapa buraco para me alimentar. Embora hoje exista muitas opçíµes SGSL no mercado, infelizmente, este tipo de alimentação especial ainda é MUITO cara, por ser algo restrito para um nicho e usar ingredientes alternativos, que por sua vez, também custam mais caro. Fora que nem sempre a gente encontra tudo que a gente quer, então o que nos resta é fazer nossas próprias experiências na cozinha.

Eu até gosto de cozinhar, mas confesso que morro de preguiça de fazer as coisas triviais. Ter uma limitação alimentar me impulsionou a descobrir novos sabores e me arriscar mais na cozinha, chegando ao ponto até de tentar fazer receitas por minha conta e risco. E quer saber? Tenho feito isso com o maior amor, a maior boa vontade, com o sorriso no rosto.

Ontem decidi que tentaria fazer uma receita de um dos meus doces favoritos, Brownie, livre de glúten e lactose. A tentativa foi a partir da receita que eu vi no blog Delishville, especializado em comidinhas delí­cias livres de glúten, com algumas adaptaçíµes por conta da lactose. O resultado não poderia ser melhor: até meus pais, que não tem restriçíµes alimentares, amaram e devoraram a fornada <3.

Ingredientes:

180g (ou 1 barra e 1/4) de chocolate 70% cacau -Lindt e Cacau Show tem!
200g de Farinha de Amêndoas (comprei no site da Zona Cerealista)
3 colheres de sopa de Margarina Vegetal
3 Ovos
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sobremesa de fermento quí­mico
Oleaginosas da sua preferência e a vontade (usei castanha do pará)

Comofí¤s?

MANTEIGA NíƒO PODE, HONEY BOO BOO

MANTEIGA NíƒO PODE, HONEY BOO BOO

Para começar, quebre o chocolate em pedacinhos e coloque para derreter no microondas. Como varia de aparelho para aparelho, no meu 4 minutos foram o suficiente para ficar bem lí­quido. Enquanto ele derretia, deixei para bater na batedeira os ovos e a margarina, seguido da farinha de amêndoas. Adicionei o chocolate derretido, o açúcar e o fermento e bati por mais alguns minutos. Depois adicionei as castanhas picadinhas e joguei a mistura numa forma untada com óleo. 35 minutinhos no forno elétrico e…

NHAM!

NHAM!

O resultado ficou aquele brownie que nós amamos: com a parte de cima com aquela casquinha crocante e molhadinho dentro. Importante: não desenforme nem tente cortar ele ainda quente, porque ele dá uma debulhada. Segure a ansiedade, deixe-o esfriar bem e corte em quadradinhos!

PALMIRINHA CERTAMENTE TERIA ORGULHO DE MIM!

PALMIRINHA CERTAMENTE TERIA ORGULHO DE MIM!

Minha próxima tentativa vai ser uma versão mais barata e também light, substituindo o açúcar pelo adoçante de forno e fogão e o chocolate em barra por cacau em pó. Se der certo, faço um update aqui! HAHAHAHA :D

Pequeno manual dos meus dias zero glúten e lactose

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Quem me acompanhou nas últimas 2 semanas pelo Twitter, Facebook e Instagram, acompanhou os dramas e as vitorias da vida sem glúten e lactose. Para você que não acompanhou, ou acompanhou e não entendeu bulhufas, eu explico: sou uma pessoa extremamente alérgica e/ou intolerante a algumas coisas, que incluem alimentos, mas, digamos, sempre negligenciei essa condição, principalmente quando se tratava de leite e derivados. Descobri que eu era intolerante a lactose ainda pequena, mas conseguia consumir, com algumas restriçíµes, alguns derivados como queijos, iogurtes e claro, chocolate. Mas chega uma hora que a água bate na bunda, o calo aperta etc e o corpo começa a reclamar, no meu caso, por urticárias (vulgo vergíµes vermelhos) e coceiras, que da mesma forma que aparecem, somem. Como se não bastasse isso, tanto uma nutricionista que eu fiz acompanhamento algum tempo atrás quando meu endócrino já haviam recomendado a suspensão tanto da lactose quanto do glúten, por serem alimentos com alto í­ndice de intolerí¢ncia entre as pessoas e que, consequentemente, podem atrapalhar no processo de perda de peso, uma vez que essa condição causa uma espécie de inflamação no intestino e dificultando a digestão ”“se algum nutricionista/especialista ler este post, pfvr, me corrijam se eu estiver errada. Depois de muito protelar e deixar para depois, resolvi tomar uma atitude. O objetivo é que meu corpo faça um detox destes nutrientes e, daqui um tempo, retomar o consumo para sentir como ele reagirá. Embora não tenha emagrecido muita coisa (talvez algo em torno de 1kg?), meu corpo está funcionando melhor, tive uma redução significativa das urticárias e me sinto muito mais disposta.

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

Foto por: flickr.com/photos/marcosiguenza/

E, ao contrário do que muita gente me questionou, viver sem glúten não é o fim do mundo, e, inclusive diria que viver sem lactose é muito mais complicado. Digo isso porque muitas coisas livres de glúten levam lactose na receita, o que acaba complicando quem vive nessa condição dupla, como por exemplo sequilhos e biscoitos de polvilho. Não é a toa que, nesses últimos dias, os rótulos foram meus melhores amigos.

O lado bom é que, em pleno 2013 e com essa democratização da informação na Internet, a vida fica muito mais fácil. Claro que, em alguns momentos, você vai passar por apertos e vai perceber que nem sempre as coisas são tão fáceis assim para a “minoria”. Essa semana, por exemplo, pedi delivery no trabalho por um desses serviços de pedidos pela Internet, reforcei que eu queria o bife grelhado e… chegou a milanesa. Foram mais uns 50 minutos de espera pelo novo prato, dessa vez, glúten free.

E sim, existe amor sem trigo, aveia, cevada, centeio e leite. Na primeira ida ao supermercado após a decisão, achei que fosse entrar em depressão porque tudo que eu olhava, levava algum desses ingredientes. Mas do terceiro dia em diante, tudo fica mais fácil, principalmente com a ajuda do Google e de gente que passa por essa situação. Inclusive devo boa parte dessas descobertas a menina Verí´nica, aka personal recalquer do Bruno Ernica (rssss), que é celí­aca e intolerante a lactose, e me passou uma porção de dicas do que consumir nesse perí­odo.

Foi pensando nas perguntas que meus amigos fizeram constantemente nestas 2 semanas que eu vim compartilhar um pouco da minha rotina nesse perí­odo sem lactose e glúten, para vocês verem que não é nenhum bicho de 7 cabeças.

Café da Manhã

Suco Verde: tai uma coisa que eu virei uma entusiasta. Basicamente é um suco que leva uma fruta da sua preferência (limão e abacaxi são as minhas versíµes favoritas <3) + água de coco + couve. Não olha torto, eu juro que é incrivelmente bom e não tem nada a ver com a couve refogada que você come na feijoada de sábado. E a pele fica incrí­vel de linda depois de ums 4 dias consumindo.

Suco + Soja: sucos de soja sempre foram meus melhores amigos, desde a infí¢ncia. Gosto muito do Ades, mas nenhum suco deste mundo superará o Mupy, de preferência, de saquinho. Meu ví­cio desde que eu descobri a intolerí¢ncia a lactose, aos 4 anos.

Omelete: 1 ovo + atum ou peito de peru fatiado + tomatinho picado + manjericão + 1 fio de azeite + 1 pitada de sal + misturar com o garfo + colocar na frigideira = sucesso matinal.

Iogurte de soja: a Batavo tem uma linha chamada Naturis, com clássicos lácteos só que a base de soja. Amor vdd, amor eterno pelo lí­quido de Morango e pelo cremoso com pedaços de frutas vermelhas. Minha única reclamação é que é muito, mas muito difí­cil de achar, não sei se é por falta de interesse dos supermercados ou porque a galera não conhece ou tem preconceito.

Chocolate Quente: um tempinho atrás, a fofa da Debora do Cozinha Pequena (que também passou por uma situação como a minha hehehe) me ajudou na adaptação de uma receita de chocolate quente sem lactose. Para quem quiser aprender, é clicar aqui!

Almoço/Jantar

Aqui não tem muita complicação não, viu gente? O que eu percebi é que tem muita gente que acha que todo carboidrato tem glúten, mas não. Arroz não tem glúten,e se for integral, melhor ainda ”“e só tomar cuidado para não ser daqueles 7 grãos, que geralmente tem trigo. Batata e mandioquinha também são ótimas opçíµes, é só fugir das versíµes “purꔝ que certamente levam leite e farinha para dar uma ~engrossada~. E as saladas serão suas melhores amigas. Fritura também é bom evitar: mesmo que não sejam empanados, como batata frita, geralmente são feitas no mesmo óleo em que coxinhas, risoles e outras coisas que levam farinha de trigo, “contaminando” sua opção glúten free.

Para quem gosta de sair para jantar com os amigos, é só fugir de pizzarias e cantinas, a não ser que eles ofereçam opçíµes alternativas. No Outback e no America, eles tem cardápios especiais para quem tem algum tipo de restrição. Japonês também tá liberado, é só abrir mão do hot roll, tempurá, guioza e rolinho primavera. Na hora de pedir o temaki, é só pedir sem cream cheese ou maionese, e pronto. Para quem gosta de comida chinesa, uma boa opção é o bifum, aquele macarrão de arroz, que leva broto de bambu, pimentão e algum tipo de carne. Daí­ é só jogar shoyo e, voila!, fica maravilhosour.

Sobremesa

Chocolates tradicionais tem, além da lactose, glúten em sua formulação. A Nestlé tem uma versão zero açúcar e lactose e com 70% de cacau, que seria perfeita se não tivesse o maldito glúten na formulação. Tentei as versíµes de soja, mas parecia que faltava alguma coisa e aquele gosto não parecia em nada meu amado chocolatinho.

Daí­, lendo alguns blogs vegans (sim, eles foram alguns dos meus melhores amigos nesse perí­odo!), descobri que a Cacau Show tem duas opçíµes zero glúten e zero lactose, o Miau (vulgo o Lí­ngua de Gato deles) e em barra, ambos com 50% de cacau. E sim, são bem gostosos e até amigos meus extremamente chocólatras e sem nenhuma restrição experimentaram e aprovaram.

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Da mesma linha do Naturis da Batavo, tem uma sobremesa cremosa de chocolate estilo ~Danette~ e um flan de caramelo, que são bem gostosinhos mas enfrentam o mesmo problema de distribuição.

Larica dos Muleque (aka para beliscar)

Oleaginosas: nozes, amêndoas, castanhas e macadí¢mias são ótimas, mas tem que tomar cuidado para não enfiar o pé na jaca já que elas são ultra calóricas (embora tenham aquela gordura que faz bem etc). Para quem acha caro ou nunca sabe a hora de parar de comer, uma boa opção são as barrinhas de nuts, que são formadas basicamente por… nuts! Custa em torno de R$2, mas recomendo não deixar na bolsa ou em algum lugar quente, já que o que dá liga e mantém o “unidos venceremos” pode derreter e transformar sua barrinha numa maçaroca.

Frutas: também tá liberado, pessoal! Sei que não é a coisa mais deliciosa do mundo (embora eu ame cereja e amora na mesma proporção que eu idolatro chocolate), mas nessas horas, elas se tornam tão apetitosas quanto um petit gateau com sorvete.

Biscoito de polvilho: não tem glúten, mas algumas versíµes que tem soro de leite. O jeito é ler o rótulo e achar alguma versão que leve água ou gordura vegetal.

Sequilhos: mesma coisa do biscoito de polvilho. Não tem glúten, mas algumas marcas o fazem com leite. Tem que dar uma lida no rótulo também.

Pipoca de arroz: vi na bomboniere perto do trabalho, que tem uma área só destinada a produtos “especiais” e peguei para experimentar. Nada mais é do que aquele “doce” de arroz cor-de-rosa que fez parte da infí¢ncia de muita gente. Esse da Vitao é mega gostosinho, não tem corantes, e é feito de arroz integral, o que não muda, em absolutamente nada, o sabor mas pelo menos é (ou pelo menos, a gente acredita que seja) mais saudável rssss.

Barrinhas de Sementes: outra opção glúten e lactose free, docinha e com poucas calorias são as barrinhas de sementes como linhaça e gergelim. São bem gostosinhas e servem mais para dar uma tapeada na vontade de comer doce do que na fome.

No bar/balada

Quase tudo permitido, exceto, uma das paixíµes nacionais: cerveja, que leva cevada na composição. Confesso que essa tem sido a parte mais frustrante da dieta, já que sempre preferi drinks mas garrei amor por ela nos últimos 2 anos. Batidas com creme de leite ou leite condensado também estão proibidas, mas who cares quando se pode tomar caipirinha and tequila né gente? HAHAHA <3

Na hora de petiscar, o jeito é fugir das frituras e apelar para a porção de frios (nada de queijo, rsss) ou coisinhas no réchaud, tipo frango/carne grelhada. Esse final de semana fui no Coconut, um karaokê bem bacana na região central de SP, e que tem boas opçíµes de espetinhos, inclusive frios com palmito, rúcula e tomate seco <3.

Ou seja: fácil não é. Mas, também não é o fim do mundo. í‰ mais questão de paciência e boa vontade. No primeiro dia você vai sentir vontade de chorar quando seu colega do trabalho come uma empadinha enquanto você tá comendo nuts, mas depois de alguns dias, vai virar tão normal quanto comer pão na chapa e tomar leite com chocolate. Questão de adaptação.

Vale lembrar que esta foi uma experiência pessoal, recomendada por profissionais e baseada no fato de eu ser intolerante a lactose e ter uma tendência alérgica. Portanto, antes de sair cortando o pão e o leite do cardápio, converse com seu nutricionista ou endócrino para que ele possa te dar uma melhor orientação.

E para quem passa por este tipo de situação, aceito dicas e sugestíµes de coisinhas para comprar e fazer aí­ nos comentários :D.