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Receita: barrinhas de chocolate e nuts

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Quando eu conto que eu evito comer coisas com leite por conta do combo intolerância à lactose + APLV, a pergunta clássica é: “mas como você consegue viver sem chocolateeeeeeeeeeeeeeeeeeeee?”. BREAKING NEWS: eu como chocolate, mais do que eu deveria, inclusive. E nem só de Chocosoy ou Alfarroba se vive, apesar de confessar que as vezes eu pulo a cerca e acabo fugindo da restrição. Quanto maior a % de cacau na formulação, maiores as chances da receita não ter nenhum derivado de leite. Só que nem tudo é perfeito então, conforme vai aumentando a % de cacau, vão diminuindo as variações. E por isso, tenho me arriscado na cozinha e buscando alternativas fáceis e gostosas para satisfazer meu desejo por chocolate.

Uma das receitas incríveis que eu testei em casa e que repeti algumas vezes são essas barrinhas de chocolate meio-amargo com nuts e/ou frutas secas. Além de super gostoso, a receita é bem mais saudável do que os tradicionais porque combina o chocolate com maior % em cacau (que faz super bem!) com as oleaginosas e de quebra, satisfaz a vontade de comer doce sem ter que comer uma barra inteira. Quer mais vantagens? Pois então: é super fácil de fazer, rápido e dá para adequar de acordo com seu gosto pessoal, combinando diferentes nuts e frutas <3 <3 <3.

Ingredientes

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1 barra de chocolate meio-amargo ou 70% sem leite
1 xícara de nuts (usei castanha do pará, amêndoas em lasca e pistache)
1/2 xícara frutas secas (usei damasco, mas já fiz com cranberry/blueberry e recomendo fortemente!)

Modo de Preparo

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Quebre os chocolates em pedaços e coloque para derreter no microondas por cerca de 90 segundos, parando e mexendo a cada 30. Quando estiver derretido, espalhe o chocolate em cima do papel manteiga, usando o fundo de uma assadeira como “base”. Espalhe as nuts e frutas em cima da base de chocolate e leve para a geladeira por mais ou menos 40 minutos. Depois é só quebrar em pedaços com a mão e pronto!

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Receita: picolé de paçoca sem leite <3

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Eu já disse que eu AMO paçoca? Pois bem, eu amo paçoca e qualquer doce que tenha amendoim no meio. Amo mesmo, talvez mais do que chocolate que eu ando conseguindo viver de boas sem. Mas paçoca amigos, não dá para viver e todas as vezes que eu prometi que não comeria mais, falhei miseravelmente.

Outro dia, fui em uma paleteria mexicana e vi que eles tinham um sorvete de paçoca, mas como vocês já podem imaginar, tinha leite e obviamente, eu não poderia comer. Mas com o resultado super positivo do picolé de Negresco, achei que com algumas adaptações, seria possível tornar meu sonho do sorvete de paçoca próprio sem leite em realidade. E não é que deu muito, mas muito certo?

Bom, e é claro que eu não poderia deixar de dividir essa com vocês, ainda mais depois de saber do tanto de gente que eu ajudei com a receita da semana passada. Assim como o de Negresco, usei como base o leite de coco tradicional e apenas acrescentei a pasta integral de amendoim, que eu também já ensinei como fazer num passado não tão distante do blog. Ou seja: com apenas 4 ingredientes, você pode fazer um dos melhores picolés da sua vida, sem complicações. Vamos a receita? :D

Ingredientes:

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– 200 ml de leite de coco tradicional (ou 1 garrafinha)
– 3 colheres de sopa de pasta integral de amendoim (tem receita aqui!)
– 1/3 xícara de café de calda de agave (escolhi o agave para reduzir um pouco o açúcar da receita, mas se preferir, pode substituir por 1 xícara de café de açúcar demerara, de coco ou tradicional)
– 1 a 2 paçocas (vai depender do tamanho e de quantos pedaços você vai querer colocar na mistura)

Modo de Preparo:

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Primeiramente, despeje o leite de coco em um recipiente e coloque no congelador por mais ou menos 1 hora ou até ficar bem gelado. Depois, coloque o leite de coco no processador (ou batedeira) e bata por uns 10 minutos, ou até ficar com uma textura mais grossa, semelhante ao chantilly. Quando estiver com esta textura, acrescente a pasta de amendoim e calda de agave ou açúcar. Deixe bater por mais alguns minutinhos. A mistura deve ficar bem cremosa. Depois, acrescente as paçocas picadas a mistura e despeje nas forminhas de picolé. Aguarde pelo menos 3 horas, desenforme e pronto! <3

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Como fiz metade da base que eu usei na receita anterior, rendeu cerca de 4 picolés do tamanho tradicional. Se você quiser fazer mais, é só dobrar a quantidade dos ingredientes. As forminhas comprei no eBay, mas é bem fácil achar em lojas de utilidade doméstica ou artigos para confeitaria.

Antes de encerrar o post, queria responder uma dúvida e deixar um recadinho do <3:

– Recebi várias perguntas sobre substitutos ao leite de coco por inúmeros motivos, já que alguns não gostam do sabor do coco ou tem algum tipo de problema com ele. Para ser bem sincera, não testei com outros leites vegetais e não posso indicar nenhum substituto, mas acredito que o leite de coco seja o ideal por conta do percentual de gordura, que ajuda a chegar naquele ponto de “chantilly” que eu indiquei acima. Apesar do leite de coco ter um sabor bem neutro, se você achar necessário, pode acrescentar uma colherzinha de essência de baunilha para dar uma ~bossa~. Se eu descobrir alguma alternativa dou um edit aqui!

– Recebi também alguns comentários no blog e em redes sociais pelo fato da receita ser sem leite, comentários esses “torcendo o nariz” pelo fato de ser à base de leite vegetal. Confesso que fiquei chateada pela falta de sensibilidade e noção destas pessoas, já que a ideia de compartilhar esta receita foi por conta da minha dificuldade pessoal em encontrar sorvetes gostosos sem leite e ajudar outras pessoas nesta mesma situação. É óbvio que se eu pudesse, tomaria sorvete a base de leite tradicional, até porque apesar de eu ter conseguido me adaptar facilmente à esta realidade, não deixa de ser chato, principalmente quando vou em lugares que eu não tenho outras opções. Então, se você não curte a ideia de leite vegetal e pode comer coisas com leite de vaca, parabéns champs, mas entenda que esta TAG não é pra você e sim para pessoas que tem uma condição que impedem elas de terem essa opção ou ainda, que conseguem enxergar alternativas além do tradicional. Além disso, o que mais tem na Internet são opções de receitas à base de leite, então use o Google a seu favor.

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Receita: picolé de Negresco (sem leite!)

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Já chegou verão, calor no coração -e aonde quer que a gente vá. E nessa época do ano confesso que não consigo pensar em outra coisa a não ser beber e comer coisas geladinhas e refrescantes como chás, sucos, saladas e sorvetes.

Este verão foi oficialmente o meu primeiro sem qualquer derivado de leite. Já contei no blog minha relação com o leite em outros posts e, embora seja diagnosticada como intolerância a lactose desde pequena, insistia em tomar sorvetes industrializados convencionais (e arcando com as consequências). Com o diagnóstico da APLV e de entender os riscos que o consumo pode trazer no futuro, decidi levar a dieta sem leite a risca e por conta desta nova condição, vivo testando e inventando receitas para tentar ajudar outras pessoas com as mesmas dificuldades a encontrarem alternativas mais saudáveis e tão gostosas quanto.

Apesar de ser louca por sorvete de frutas, confesso que ás vezes batia a vontade de tomar um sorvete cremosinho e foi a partir disso que eu criei esta receita, usando apenas 3 ingredientes e levando como ingrediente-base, o leite de coco -sim, aquele de garrafinha que vende em qualquer supermercado. Para quem tem intolerância, APLV ou é vegano, o leite de coco é uma mão na roda e dá para criar várias receitas a partir dele, inclusive brigadeiro (receita que eu prometo publicar aqui em um futuro próximo!), que não deixam nadinha a desejar para os tradicionais.

E foi assim que nasceu essa receita de picolé cremoso de Negresco sem qualquer resquício leite, inclusive na bolacha. Uma receita ridiculamente fácil de fazer, prática, gostosa, sem ingredientes mirabolantes e sem leite para fazer seu verão mais feliz, gostoso e sem consequências indesejáveis.

Ingredientes:

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1/2 pacote de Negresco (sim, não tem leite!)
400ml de Leite de Coco Tradicional (sim, aqueles que vendem no mercado. A quantidade é equivalente a 2 garrafinhas)
1/2 xícara de café de Calda de Agave (escolhi o agave para reduzir um pouco o açúcar da receita, mas se preferir, pode substituir por 1 xícara de café de açúcar demerara, de coco ou tradicional)

Modo de Preparo:

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Primeiramente, despeje o leite de coco em um recipiente e coloque no congelador por mais ou menos 1 hora ou até ficar bem gelado (não congelado, pfvr). Depois, coloque a mistura no processador (ou batedeira) e deixe bater por uns 10 minutos, ou até ficar com uma textura mais grossa, semelhante ao chantilly. Quando estiver com esta textura, acrescente a calda de agave ou açúcar e deixe bater mais um pouquinho. Depois, acrescente as bolachas picadas a mistura e despeje nas forminhas de picolé. Aguarde pelo menos 3 horas, desenforme e pronto! <3

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A receita rende mais ou menos 10 picolés do tamanho tradicional. As minhas forminhas comprei no eBay, mas elas são super fáceis de encontrar em lojas de utilidade doméstica, supermercados ou depósitos de doces e material para confeitaria. Para quem não gosta de Negresco, não come chocolate ou quer dar uma variada na receita, uma dica é aproveitar a base da receita e substituir a bolacha por coco ralado. Assim, você ganha um picolé de coco ultra gostoso e super cremoso.

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O inacreditável Pão de Mandioqueijinho (ou pão de queijo sem queijo!)

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Quando conto que sou intolerante a lactose e, mais recentemente, alérgica a proteína do leite, uma das coisas mais me perguntam é: “como você consegue ficar sem leite e derivados?”

A resposta é simples: vivendo. E digo que, ao contrário do que muitos acham, continuo vivendo e muito bem, obrigada. Já contei aqui no blog em outras ocasiões que, apesar de saber da minha intolerância desde pequenininha, sempre fui um pouco negligente com relação à isso, já que só o leite ou derivados com muita concentração de lactose me faziam mal. Mas com o diagnóstico da APLV, a coisa mudou de figura e hoje, o quanto eu puder evitar, melhor para mim e para minha saúde. Desde que eu eliminei o leite por completo da minha dieta, minha vida melhorou em muitos aspectos e percebi o quanto o consumo dele afetava no meu dia-a-dia, desde uma redução drástica nas urticárias e crises de sinusite, até disposição e concentração.

Porém, apesar de viver super bem sem o leite e derivados, confesso que sinto falta de várias coisas e que, aos poucos, tenho buscado adaptações possíveis e gostosas das minhas coisas favoritas. Uma destas coisas era o pão de queijo, que sempre foi minha opção de café da manhã ou lanche da tarde em dias corridos e amô-vdd ao lado da coxinha. Daí que, num dia desses fuçando na Internet, encontrei uma receita que tinha como base a mandioquinha (ou batata salsa/baroa, como é conhecida em outros lugares do país), e nenhum resquício de queijo ou derivado de leite. Confesso que quando eu vi, achei que fosse ficar com gosto de qualquer coisa e que a última coisa que pareceria era um pão de queijo mas, felizmente, me encanei redondamente: o resultado ficou incrível em todos os sentidos.

O melhor desta receita é que ela é muito fácil de fazer, pode ser consumida todo mundo, inclusive quem tem intolerância ou alergia ao glúten e também por veganos, já que a receita não leva ovos nem qualquer outro tipo de proteína animal. Tanto a textura quanto o gosto ficam muito próximos à receita tradicional tanto que, se você não contar que não queijo na massa, ninguém vai perceber nenhuma diferença. Aqui em casa a receita é sucesso e até meus pais que não tem alergia, aprovaram e sempre devoram quando eu faço.

Ingredientes:

500g de mandioquinha cozinha e amassada (até virar um purê)
1 xícara de polvilho doce
1 xícara de polvilho azedo
1/4 de óleo vegetal (usei azeite, mas pode ser qualquer óleo que você tenha em casa!)
1/2 de água quente
Sal a gosto

Modo de Preparo:

Em uma vasilha, misture todos os ingredientes até virar uma massa uniforme e bem consistente. Caso seja necessário, acrescente um pouco mais de polvilho para deixar no ponto. Faça bolinhas no tamanho desejado e coloque numa forma untada com óleo. Leve para assar em fogo médio-alto por 35-40 minutos, ou até as bolinhas “estourarem” e ficarem crocantes.

Essa é uma massa básica, mas você pode turbinar para deixá-la mais nutritiva e/ou saborosa. Para quem é diabético ou está de dieta, pode acrescentar farinha de linhaça ou chia à massa, já que estas fibras ajudam a reduzir o índice glicêmico, presente no polvilho e na mandioquinha. Também pode incluir ervas e especiarias como alecrim (a-m-o!), orégano ou pimenta, para variar o sabor ou dar um toque diferente à receita.

Testou? Amou? Volta aqui pra contar para mim nos comentários ou me marca no Instagram, @borboletando. Vou amar saber sua opinião e ver o resultado <3.