shirley manson

Perfeccionismo, Saudosismo e o Garbage, ah o Garbage!

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Eu sei. Tí´ sumida. E eu sei que eu sempre prometo ficar menos tempo sem dar notí­cias, mas desta vez resolvi ser sincera com vocês: ás vezes tenho até tempo de escrever, mas meu perfeccionismo acha que os textos não estão tão bons assim. Daí­ espero o final de semana seguinte para conseguir escrever e Pí, a sí­ndrome dos textos não tão bons o suficientes ressurge e me impede de vir aqui escrever. Poderia escrever qualquer groselha aqui, mas convenhamos que vocês merecem um post bom para compensar meus desaparecimentos. Por isso, depois de desabafar no Feicetruque e quase ter uma crise se nervos neste final de domingo, resolvi seguir os conselhos do André Pacheco e to aqui escrevendo, sem revisar e me dando o direito de escrever um texto desconecto e longe de ser perfeitinho ”“mas juro que é de coração e cheio de emoção tá ok?

Então. Daí­ que semana passada realizei um dos maiores sonhos da minha vida: o de ver minha banda favorita ao vivo. Ok, sei que as pessoas sonham em conhecer a Disney, casar e ter uma famí­lia digna de comerciais de margarina, ter a casa própria e outros desejos clichês dignos da Porta da Esperança (e também não vou negar que eu não tenha esses sonhos), mas preciso admitir que ver o Garbage ao vivo foi a realização de um desejo e o fim de uma espera de 15 anos.

GARBAGE: AMOR VERDADEIRO, AMOR ETERNO -E DURADOURO

Minha paixão pelo Garbage começou quando eu tinha lá pelos meus 11 anos, dividindo minhas atençíµes com os Backstreet Boys e as Spice Girls, nos áureos tempos da MTV e sua programação que marcou uma geração (sdds Sabrina Parlatore e Disk MTV). Com 15 anos, o Garbage assumiu a posição de minha banda favorita para nunca mais sair ”“o Killers tá ali, quase junto, mas Shirley & Cia ainda são soberanos no meu iPod e no meu coração. E para quem não lembra ou sabe, meu primeiro blog-domí­nio, o solikearose.net de 2005, era por causa de uma das minhas músicas favoritas da banda.

Nunca achei que eu fosse ver a banda ao vivo, por isso, quando começaram os primeiros boatos de que eles viriam ao Brasil neste ano, fiquei aguardando ansiosamente a confirmação. E ela veio, no final de julho. Da compra do ingresso (que eu acabei passando para frente, graças aos lindos a Voe Gol, muito obrigada pessoal!) ao dia do show, foram milhares de esquentas diários no iPod, uma ~bizoiada~ em trechos dos shows que tinham disponí­veis no Youtube e, ao lado da expectativa enorme, o medo da decepção afinal, já pensou se ao vivo não fosse do jeito que eu sonhava que seria?

Chegado o grande dia, nada estragou meu humor. Nem a chuva, nem a enxaqueca, nem o sapato que machucou, meu pé durante o evento que eu cuidei do trabalho muito menos meu celular que resolveu pifar, do nada, bem naquela ocasião. E, se eu duvidava que existem coisas e situaçíµes mágicas, neste dia passei a acreditar: cheguei em cima da hora, tive que deixar o carro num canto, procurar taxi em pela Berrini faltando poucos minutos para o show e, quando pisei no Jockey imaginando encontrar o Main Stage lotado e me contentar em ver tudo do telão, vejo quase vazio porque toda a galera estava no Indie Stage acompanhando a performance da Azealia Banks. Resultado: comecei o show mais ou menos na 10 fileira e terminei na 3, mais um pouco, grudava na grade \o/.

Ajustes posicionados, desligam as luzes e nem precisaram tocar os primeiros acordes de Automatic Systematic Habit para eu sentir meu coração desparar, meu corpo tremer e meus olhos lacrimejarem. Quando a Shirley Manson entrou, demorou a ficha para saber que um dos meus sonhos haviam se tornado realidade e que minha diva era real. Era como se eu tivesse voltado 15 anos da minha vida e eu estava ali, finalmente de frente, a banda que fez a trilha sonora da minha vida e a mulher que inspirou meu estilo na adolescência.

O show foi tecnicamente perfeito e, mesmo a banda tendo um estilo de rock mais eletrí´nico, fica maravilhoso ao vivo. A banda inteira é extremamente simpática e enérgica. Fez um setlist recheado de hits, uma média de 3 de cada álbum, que fizeram todo mundo cantar e vibrar. Difí­cil escolher uma performance favorita, mas preciso confessar que três em especial me chamaram mais atenção: #1 Crush, Special e Push It, que foi seguida pelo hit Only Happy When It Rains de 1996 ”“que diga-se de passagem, poderia ter chovido neste momento porque seria épico.

E o que dizer da Shirley Manson? Maravilhosa em todos os sentidos, entrou divando mostrando que os anos não passam nunca para ela, cheia de energia e desenvoltura (dizem que ela fez aulas de tratro para fazer bonito no palco), não desafinou nenhum segundo e soube se sair super bem mesmo quando errou as próprias letras. Encarnou cada personagem de acordo com as ERAS da banda: da melancolia-sexy do álbum Garbage í  androgenia cheia de atitude de Beautiful Garbage, Shirley foi as várias mulheres que ela mesma interpretou ao longo desses 18 anos de carreira. Não poupou elogios ao público brasileiro e estava visivelmente feliz por estar no Brasil ”“tanto é que nos dias que seguiram sua permanência no paí­s, não cansou de elogiar São Paulo e disse que estava apaixonada pela cidade e pelas pessoas.

Quando acabou o show, um misto de euforia com um vazio, que se soma a incerteza se irei vê-los novamente um dia ao vivo. Já fui em muitos shows na minha vida, mas acho que essa foi a primeira vez que tive essa sensação de êxtase, de realização, quase alma lavada. Como eu já disse um pouco acima, é como se eu tivesse voltado no tempo e revivido uma época muito boa e feliz da minha vida. Acho que essa é uma das grandes vantagens de quando você tem uma banda favorita há anos: o poder quase que mágico dela de teletransportar para vários momentos da sua vida, contando um pouco da sua história através de músicas.

Obrigada Garbage por fazer parte da minha vida há tantos anos e por ter proporcionado esse que deve ter sido, se não o mais, um dos mais felizes da minha vida. E obrigada a Gol pelos convites e por ter permitido que eu proporcionasse essa mesma sensação de euforia para o Caio, que é um dos meus melhores amigos, fã de Garbage e pode dividir comigo este momento.

E por último, se me permitem, gostaria de deixar registrado um conselho aqui: jamais deixem a oportunidade de ver sua banda favorita ao vivo. Se ela estiver no paí­s ou na sua cidade, simplesmente vá e seja uma pessoa mais feliz.

O comeback de Garbage com Blood For Poppies

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Sou aquele tipo de pessoa que tem um gosto musical bem eclético, daquelas que tem arquivos e cds de tudo que é gênero. Para mim música boa é aquela que agrada meus ouvidos ou que ao menos me divirta de alguma maneira -e talvez isso justifique o fato de eu também adorar uma música bagaceira. Meu iTunes, por exemplo, é uma verdadeira salada de frutas musical: vai de Britney a Hole, de Killers a Gaiola das Popozudas e Funk a Madonna.

GARBAGE E O COMEBACK MAIS AGUARDADO DE 2012

Mas dentre tantas músicas no meu iTunes e cds nos meus cases, uma banda tem um lugar mais do que especial. Comecei a gostar do Garbage no final dos anos 90, nos áureos tempos de Disk MTV com Sabrina Parlattore, entre um clipe e outro dos meus í­dolos pop da época como Backstreet Boys, Spice Girls e 5ive. A banda estava trabalhando em seu segundo álbum, o Version 2.0, que mesmo sendo um rock com batidas eletrí´nicas, soava para mim como um pop mais maduro. Não demorou muito para não só gostar de assistir os clipes na programação da MTV, mas gravá-los em fita VHS e comprar os álbuns. Virei fã, de acompanhar carreira, de desejar um cabelo ruivo a la Shirley Manson. O nome do meu primeiro domí­nio, o SoLikeaRose.net, é o nome de uma das minhas músicas favoritas da banda e da vida.

Depois de um hiatus de 7 anos, o Garbage anunciou no ano passado que estava trabalhando em um novo álbum de inéditas, que seria lançado neste ano. Desde então, a cada notí­cia e novidade sobre o álbum, eu vibrava e ficava ainda mais ansiosa pelo que viria de novo. E finalmente saiu -e valeu cada segundo de espera.

Blood For Poppies é o primeiro single do álbum Not Your Kind Of People e traz de volta o bom e velho Garbage dos anos 90, aquele que conquistou milhares de fãs ao redor do mundo. De cara, já deu pra sacar que ao menos o single de comeback é uma mistura do rock alternativo que nós conhecemos no Garbage (1996) com algo que lembra um pouco a sonoridade meio pop da faixa Shut Your Mouth do Beautiful Garbage (2001).

Como se não bastasse uma música incrí­vel, do jeitinho que os fãs do Garbage esperavam, a banda lançou hoje o clipe da música, toda trabalhado na vibe retrí´-hipster em preto e branco, que me lembrou bastante dois outros clipes da banda, Queer e Push It, e até um Q de Erotica da Madonna com esse filme B&W meio antiguinho. O resultado não poderia ser outro: amor verdadeiro, amor eterno.

Além de Blood For Poppies, outra música já foi liberada pela banda para acalmar os í¢nimos dos fãs mais afoitos (ou seria para nos deixar mais ansiosos pelo álbum completo? HAHAHA), Battle In Me, que foi lançado como single no Reino Unido, e segue a mesma linha “pesada” do novo Garbage.

Agora resta torcer para que Shirloca & Cia venham para o Brasil com a nova tour que deverá começar em breve e para que eu possa enfim ver a minha banda favorita de perto :D

PS: Shirley, compartilha aí­ qual água cê tá bebendo para não envelhecer nunca e ficar mais bonita a cada ano que passa.