vida real

Pequeno guia de ~sobrevivência~ para dias preguiçosos

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Quem nunca acordou com aquela preguiça de se arrumar para ir trabalhar ou ir para a faculdade? Ou sair para resolver alguma coisa em pleno final de semana? Ou pior: quando o gatchenho te ligou avisando que vai passar na sua casa em 40 minutos e você está jogadí­ssima no sofá com ressaca da noite anterior?

PREGUIí‡A MAS PFVR GATíSSIMA

Não adianta: todo mundo tem daqueles dias em que a última coisa que você quer é penssar em se arrumar -e, se sair na rua cagadí­ssima, certamente será o dia em que você vai encontrar todo mundo que você NíƒO gostaria de encontrar.

Eu confesso que tem dias que eu acordo e morro de preguiça de pensar qual será o look do dia, quase sempre acompanhada da sensação do “eu não tenho roupa” mesmo tendo um guarda-roupa abarrotado dela. O mesmo vale para os finais de semana, em que tudo que eu desejo é ir para aquela balada animadí­ssima, o El Dredon e divar ao som do DJ Pillow.

Há quem recomende deixar a roupa separada a noite para o dia seguinte, mas comigo não funcionou muito porque sou dessas que gosta de se vestir de acordo com o humor, mesmo que eu não o faça sempre. O mesmo vale para os looks de balada, que muitas vezes eu idealizo durante todo o dia e na hora de vestir, desisto.

Por isso, inspirada nos dias de preguiça e zero inspiração, em que ~euzinha~ bem desejaria sair por aí­ usando pijama e pantufa, selecionei algumas ideias práticas e fáceis para dar um tapa no visual enquanto a cafeteira não passa o café.

#01- Coques fofos em 30 segundos

Sabe aquele dia que você acorda e o cabelo não tá legal, fazendo jus a expressão “bad hair day”? Que você prefere dormir mais 20 minutinhos do que acordar mais cedo para lavar o cabelo? O secador quebrou ou tá um calor tipicamente senegalês e você nem quer saber daquele ar quente na sua cara? í‰ esses momentos que um bom coque alto pode salvar vidas e ainda, te deixar com um ~ar~ super cool.

O site da marca Free People produziu um ví­deo aonde eles ensinam 3 tipos de coques fofos e cheios de estilo em apenas 30 segundos/cada.

E acredite: é possí­vel, inclusive para cabelo que não são nem médios nem tão longos, como o meu. Fiz o Carly”™s Bun, que é um com mais voluminho e bagunçadinho e consegui fazer de primeira.

COQUE ALTO PROPOSITALMENTE BAGUNí‡ADO EM ALGUNS SEGUNDOS: BAD HAIR DAY AGRADECE

Outra dica legal envolvendo coques, principalmente quando você lava o cabelo de manhã e vai sair para a balada a noite: deixe o coque bem torcido e solte só depois de algumas (boas) horas. O cabelo vai ficar levemente ondulado, e dá até para improvisar um penteado de lado, colocando um grampo na parte de trás para dar uma segurada no picumã.

#02 Mini-Rockabilly para o dia-a-dia

Quem tem ou já teve franja sabe como a relação é de amor e ódio. Para falar a verdade, mais ódio do que amor. Tem quem corte e se arrependa, os momentos em que dorme com a cara enfiada no travesseiro e ela acorda torta/amassada, quando o cabelo começa a ficar oleoso e ela fica desmilinguida. E no calor então? Um verdadeiro inferno. Mas confesso que apesar dos apesares, não consigo ficar muito tempo sem.

Para os dias de calor ou quando ela não está tão favorecida, apelo para um mini-topete, que eu faço em alguns minutinhos usando só um pente fino, grampos e spray fixador. Achei esse ví­deo da Jessy do Two Dots que ensina a fazer direitinho e sem firulas:

O mais legal é que além de fácil, ele pode ser feito também por quem não tem franja mas quer incrementar o penteado do dia-a-dia, como um rabo de cavalo ou o solto basicão.

#03 Cores na make para animar

Quanto acordo de mal humor, durmo mal ou estou com preguiça de fazer algo muito elaborado, geralmente recorro para algum batom colorido, como o vermelho ou pink, mesmo durante o dia, combinado ao meu bom e velho delineador gatinho preto. Dentre os vermelhos, o meu favorito de longe é o Ruby Woo da MAC, mas o das meninas do Starving para a Tracta, com um tom mais fechado e puxado para o vinho, também é magní­fico e baratchinho. Dentre os pinks, amor verdadeiro amor eterno para o Rare Exotic (linha semi-matte) da MAC e o Rosa do Mar da coleção da Bru Tavares para a Tracta.

ALGUMAS IDEIAS E INSPIRAí‡í•ES DE MAKE PARA DIAS DE PREGUIí‡A

Não curte batons muito coloridos? Anda cansada do delineador preto de cada dia? Então troque o delineador preto pelas versíµes coloridas como o azul. Apesar de nada básico, ao mesmo tempo não é ultra ousado mas faz uma baita diferença. Eu, que sempre fui apegada ao preto, virei fã dos delineadores coloridos, e costumo combiná-los com algum batom mais cor-de-boca ou rosa clarinho como o Pink Plaid da MAC e o Califórnia da Contém 1g. Dentre os delineadores, estou amando a Cor 6 da coleção Jeans da linha Intense de O Boticário -é um azul marinho, bem cor de jeans lindo, metálico e lindo.

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Rehab 2.0

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Antes de começar este post, gostaria de lançar uma pergunta a você, caro leitor deste humilde blog. Você consegue se lembrar como era sua vida não só antes da Internet, mas principalmente antes dos comunicadores instantí¢neos (e eu não estou falando só do MSN, lembra do ICQ?) e principalmente das redes sociais?

CUTUCAí‡íƒO FRENí‰TICA OFFLINE: TRABALHAMOS (OU AO MENOS ESTAMOS TENTANDO)

Fazem pouco mais de 12 anos que eu tenho Internet em casa e mais ou menos 7 que eu aderi a onda das Redes Sociais como conhecemos hoje. Se hoje faço amizades pelo Twitter ou pelo blog, antigamente era pelo chat da UOL que evoluí­a para o ICQ. Ironicamente, pouco antes de fazer minha primeira conexão na Internet, achava bizarro ouvir por aí­ que duas pessoas poderiam se conhecer através de um bate papo, assim como aquela sua tia que não manja nada de web e acha que você é um viciado hoje.

Tão irí´nico quanto meu pensamento de quando eu tinha lá meus 11 anos é pensar em como seria de fato minha vida hoje se a Internet não tivesse de fato aparecido. Talvez teria seguido a carreira de veterinária que era meu sonho da infí¢ncia se não tivesse tanto pavor de sangue ou sensí­vel demais para conviver com animais sofrendo ou ainda ter seguido a carreira de administração, usando roupas coxinhas e resolvendo tarefas burocráticas. Certamente não teria descoberto minha vocação para a publicidade e muito menos, meu gosto por escrever. E talvez seria uma pessoa mais fechada e low profile do que eu sou hoje. Ou não.

Não posso negar o quanto a Internet me ajudou a superar a barreira da minha timidez em partes (sim, não sou antipática, sou tí­mida gente!) e me aproximou de pessoas maravilhosas. Hoje a maior parte dos meus amigos reais conheci blogando, twittando ou de alguma forma com que a Internet possibilitasse a aproximação, o famoso amigo do amigo que você conheceu no Twitter mas que vocês se conheceram pessoalmente em uma festa e a partir daí­ engataram uma amizade. Por outro lado, tamanha praticidade e comodismo talvez tenham me deixado mais individualista, egocêntrica e impaciente com pessoas que talvez não tenham a mesma compatibilidade com meus gostos musicais e até mesmo que não entendam minhas piadas infames ou memes, frutos da minha convivência praticamente diária dentro da Internet. Gente que te olha com cara de tacho quando você manda um “aham Claudia, senta lᔝ, corrige teu “TODOS CHORA” ou “bons drink”. Mas afinal, quem está certo nessa história?

Se a Internet possibilitou coisas maravilhosas nas nossas vidas, por outra está nos afetando na forma com que nos relacionamentos na vida real: estamos de fato cada vez mais intolerantes com pessoas que tem um gosto, um comportamento ou uma opinião diferente das nossas. Com profiles nas redes sociais e nossos gostos e dia-a-dia escancarados para quem quiser ver, passamos a priorizar aquelas pessoas que tem um estilo de vida mais compatí­vel com os nossos, deixando o mundo mais “ervilha” do que ele já é ”“talvez essa seja uma explicação para o fato de eu, você e mais um montão de gente com interesses semelhantes termos amigos, reais ou virtuais, em comum.

Ainda mais irí´nico do que tudo isso é perceber que a mesma ferramenta que nos possibilita desbravar o universo e conhecer gente de todos os lugares do planeta sem sair de casa é a mesma que nos prende dentro do nosso próprio mundinho. Basta dar uma volta por aí­ para ver que nós estamos sempre conectados com nossos smartphones checando e-mails, notificaçíµes dos amigos e atualizando nossos status. Açíµes que fazemos enquanto almoçamos, estamos em um bar ou balada com os amigos, vivendo de fato a nossa vida real, de carne e osso. Queremos mostrar o que fazemos, com quem andamos, para aonde vamos, tudo em troca de algumas mentions e likes no Facebook feitos na maioria das vezes por pessoas que sequer fazem parte da nossa vida de verdade.

O ví­deo “You Need To Get Off Facebook” mostra mais ou menos tudo que eu disse aqui em cima e nos convida a refletir e entender que nós somos muito mais do que rostinhos bonitos escondidos em avatares, status feitos a partir do que estamos fazendo ou de frases impactantes da Clarice Lispector e do Fernando Pessoa e talvez o mais importante: você não tem 5 mil amigos.

Sinceramente não acho que existe um certo ou errado. Não acho que hoje, em pleno 2011, temos que abolir nossas formas de comunicação online ou ignorar que elas existam como alguns conhecidos meus. Porém, também não acho que devemos concentrar toda nossa energia social nela. Em outras palavras, não acho que devemos abrir mão da nossa vida on-line, de conhecer pessoas ou compartilhar aquilo que estamos vivendo naquele momento, mas não podemos deixar que isso defina nossa personalidade ou nossa vida real. Tão importante quanto isso é lembrar que existem pessoas incrí­veis por aí­ no mundo offline esperando por um ”like” ou uma cutucada ao vivo, mesmo que elas não freqí¼entem os mesmos lugares ou escutem a mesma banda que você. Ou ainda, que não entendem o meme do dia do Twitter.

Precisamos reaprender a tolerar as pessoas com seus defeitos e gostos opostos mas principalmente, interagir de verdade, nos permitir a desbravar um território desconhecido e menos obvio do que o nosso mundinho, nos surpreender com as pessoas.

Eu estou me dando uma chance de reaprender a viver offline e você?