vida

Anos 90: pequenos prazeres que as novas gerações jamais terão

postado em  •  131 comentários

Quem acompanha o blog, já sacou o quanto eu amo/sou os anos 90 né? Não sei se foi o fato de ter sido a primeira década que eu tive o prazer de viver completamente, mas cada vez mais chego a conclusão de que esta foi a melhor época ever ”“e olha que eu sou super entusiasta dos anos 80.

Depois de ter feito aquela lista das bandas que um dia nos amamos mas acabamos esquecendo que elas existem alguns anos depois e inspirada pelos posts incrí­veis e mega nostálgicos do Buzz Feed, resolvi eleger algumas das coisas que mais me marcaram ou me fizeram feliz nos anos 90 e que a nova geração, seja essa que nasceu no final desta década maravilhosa ou dos meus futuros filhos, não terão o prazer de vivenciar.

Agora pega na minha mão, dá o play e vem comigo nesta viagem pelo tunel do tempo!

Fazer mixtape de raiz na fita K7

Uma das minhas lembranças mais fortes da adolescência são das “mixtapes” que eu fazia, gravando as músicas que eu mais gostava no rádio numa fita K7. E era uma tarefa árdua: deixava o REC+play+pause devidamente posicionadas no ponto que eu queria que fosse gravada e rádio sintonizada a espera da tal música. Ah, e na maioria das vezes, você demorava um século para descobrir quem cantava e qual era o nome da música. Demorei meses para descobrir o nome do “No Doubt” e que a música que eu gostava chamava “Don”™t Speak”. Sente o drama.

K7

Quando eu viajava para a praia, levava uma porção de fitas K7 para fazer maravilhosas mixtapes lá, já que a rádio local tinha um programa diário a noite que só tocava pop e rock ”“e eu fazia a festa ligando para pedir músicas. O mais engraçado é que, de tanto ligar lá, o locutor virou brother e eu descobri que a gente tinha quase a mesma idade (eu tinha uns 13 e ele 16), e ele deixava a música até o final para eu poder gravar. Maravilhoso! HAHAHAHAHA

E, se hoje a gente fica rezando para vazar o novo single do nosso artista favorito, naquela época, o jeito era ficar atendo as vinhetas que anunciariam quando e que horas a música seria lançada. Eu lembro até hoje, quando os BSB lançaram “I Want It That Way”, fiz plantão em casa para gravar a tal música na Jovem Pan.

Nessa época, eu tinha 3 grandes pesadelos: o da fica acabar bem quando eu consegui gravar a música, de gravar uma música por cima da hora e, principalmente, da fita embolar. Mas esse último, aprendi um truque valiosí­ssimo:

SE VOCíŠ SABE A RELAí‡íƒO ENTRE ESTES 2 OBJETOS, PARABí‰NS: VOCíŠ ESTí VELHO!

SE VOCíŠ SABE A RELAí‡íƒO ENTRE ESTES 2 OBJETOS, PARABí‰NS, VOCíŠ ESTí VELHO!

Enfim, agradeça ao Napster, Kazaa, 4Shared, iTunes e Shazan e outras maravilhas da tecnologia pela graça alcançada da música fresquinha e disponí­vel quando você bem entende.

Ter uma banda cover (mesmo que de mentirinha)

Duvido que nunca na sua vida, mesmo que por brincadeira em uma festa, você brincou de ser um grande í­dolo pop ou do rock. Como boa filha dos anos 80 e adolescente nos anos 90, brincava com as minhas amigas (oi Anne, oi Jessica eu sei que vocês estão lendo este post! HAHAHAHA) de imitar as Spice Girls. Comecei sendo a Mel C, depois a Anne (que era ruiva, logo era a Geri) ficou loira e nós trocamos os personagens porque euzinha fiquei ruiva. Daí­ eu virei a ~Geri~ e ela virou a Emma.

FAZER COVER DAS SPICE GIRLS, QUEM NUNCA?

FAZER COVER DAS SPICE GIRLS, QUEM NUNCA?

Quando eu me reunia com as amigas que curtiam os Backstreet Boys, nós brincávamos de ser as Backstreet Girls e a divisão não era por semelhanças, mas entre os nossos favoritos. Sendo assim, eu era o, quero dizer, a Nick.
Continue lendo →

Como eu me sinto: no transporte público

postado em  •  17 comentários

Ah a segunda-feira! Hora de retomar a rotina diária e… se estressar. Depender de transporte público tem lá suas vantagens, mas conviver nele diariamente sem passar por ~apuros~ é uma arte. E como se não bastasse o transito e a má qualidade do transporte público (menos do metrí´, que é amor vdd amor eterno), ainda tem o fator conví­vio com outras pessoas que nem sempre, tem a mesma educação que a gente.

marilyn-bus

Por isso, baseado no meu dia-a-dia de í´nibus, trem e metrí´, fiz uma seleção de coisas que mais me irritam e/ou me deixam constrangida no transporte público inspirada nos geniais tumblrs “Como Eu Me Sinto Quando” e “Classe Média Sofre”, tendo como personagem principal a nossa musa dos gifs, Neidinha!.

#01: Quando encontro algum conhecido e não quero socializar

tumblr_mao2p2zF7s1r3ty02o1_500

Se “fazer a egipcia” fosse esporte olí­mpico, certamente eu seria campeã. Não que eu não goste de conversar ou encontrar com as pessoas, mas é que convenhamos rola toda uma preguiça de ser simpática e socializar nas primeiras horas da manhã. í‰ claro que, uma hora ou outra, você vai encontrar quem você não gostaria de encontrar na rua, como ex-namorados/peguetes/cunhados, amigos do colégio que você não vê há anos e que conseguem ser piores que as tias que perguntam dos namorados no Natal.

A solução? Leve sempre na bolsa seu iPod devidamente carregado, fone de ouvido e se possí­vel, um livro, revista ou, na pior das hipoteses, destraia-se lendo os últimos tweets na sua timelinda.

#02: Quando a egipcia não funciona e a pessoa vem falar comigo

ol

Ai não tem jeito né? Se a pessoa for querida (ou ao menos suportável), ainda rola algum entendimento e a conversa pode acabar sendo boa. Agora se for alguém não tão desejável assim, o que resta é apelar para a boa e velha conversa monossilábica no melhor estilo Guru do Gugu.

#03: Quando um estranho começa a conversar comigo

tumblr_ma5mtwzzPZ1r3ty02o1_500

Como eu já disse ali, sou blasé pela manhã e odeio socializar, mas isso fica meio impossí­vel principalmente quando você pega í´nibus no mesmo ponto e no mesmo horário todos os dias: inevitavelmente alguém vai começar a se sentir í­ntimo o suficiente para puxar conversa com você pelo simples fato de vocês se encontrarem todos os dias. Até aí­, nenhum problema. O problema é quando a pessoa começa a querer saber aonde você mora, o que você faz da vida, aonde você trabalha e começar a compartilhar os dramas da vida como se fossem amigos de infí¢ncia. Apenas não.

Continue lendo →

Aquela dos (quase) trinta

postado em  •  12 comentários

HAPPY VDAY <3[/caption] Quando fiz 25 anos, comecei a me lamentar, quase diariamente, sobre o quanto eu estava ficando velha. Lembro que naquele aniversário, cheguei do trabalho, cortei o bolo que minha famí­lia tinha preparado e subi para o quarto. Fiquei ouvindo as músicas que tocaram no meu aniversário de 15 anos e das coisas que eu costumava ouvir na minha adolescência, e pensando no quanto o tempo passou e que nem sempre as coisas correram como eu havia planejado. Aos 26, a história não foi muito diferente. No dia mesmo, mal consegui curtir: fui com o Caio comprar a decoração da festa de aniversário, que iria acontecer alguns dias e emendei com uma longa tarde no salão de cabeleireiro para ficar loira de novo depois de mais um dos meus surtos capilares. A noite saí­mos e a escolha foi uma festa anos 90, mais uma vez numa tentativa, ainda que inconsciente, de querer que o tempo voltasse.

Passei boa parte dos meus 26 anos reclamando que estava mais perto dos 30 do que dos 18, me pegando em breves amores de metrí´ por meninos que deveriam estar entrando na faculdade ou no meio delas. Tive um pequeno surto quando achei meu primeiro fio de cabelo branco (e o único, OBRIGADA DEUS!) e quando a máscara de cí­lios me deu alergia, incharam meus olhos e deixou uma pequena ruga de herança ”“e o que me fez sair correndo na farmácia para comprar o creme para área dos olhos mais potente.

Mas apesar dos apesares, devo dizer que os 26 foram muito mais incrí­veis do que meus 16. Nunca havia me divertido tanto, vivido tanto. Eu, como boa sagitariana que sou, cumpri uma das minhas promessas dos 26 e de 2012: viver mais offline e principalmente, intensamente. E vivi. E me diverti. E devo dizer que me cerquei de pessoas maravilhosas, incrí­veis, divertidas e do bem. Gente que eu conhecia há anos, gente que eu conhecia por @, gente que eu conheci na casa de amigos, gente que eu conheci no meio da balada e trocamos perfis de Facebook. Isso sem falar que tive a oportunidade de ver minha banda favorita desde os 12 pela primeira vez ao vivo, que me fez voltar alguns bons anos da minha vida.

Aos 26 também cresci e amadureci em vários aspectos. Troquei de emprego 2x e acho que finalmente me encontrei e me sinto 100% confortável profissionalmente, naquela condição de gostar do que a gente faz e também aprender diariamente algo novo.

Aprendi também a levar a vida menos a sério: me preocupar e me estressar de menos, desapegar mais. Guardar menos mágoa, rancor e mais amor e lembranças boas. E olha, recomendo fortemente por motivos de a gente já tem tantas coisas para nos preocuparmos normalmente que ficar procurando pêlo em ovo é desnecessário.

Acho que entro nos 27 entendendo que os 30 são os novos 18 e que, embora as coisas não tenham saí­do como eu planejava aos 14 (tipo casar aos 25 e ter filhos aos 27, HALP!!!!!1111), é preciso agradecer ao destino por ter dado aquele empurrãozinho para que minha vida tomasse outro curso! :D

“E há pouco tinha quase 20 tantos planos eu fazia e eu achava que em 10 anos viveria uma vida e não me faltaria tanto pra ver
Tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha, e velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem”
Sandy, Aquela dos 30

Nunca fui muito chegada í  Sandy e Junior, passei minha infí¢ncia e adolescência renegando os filhos de Xororó, mas provavelmente Sandy se tornaria minha melhor amiga neste momento. Acho que ninguém traduziria tão bem como eu me sinto rumo aos 30 :~.

[caption id="attachment_11968" align="alignnone" width="480"] PFVR soprando velinhas!

Agora só me resta uma coisa: a água que a Gwen toma para não envelhecer jamais. Kd?

Por um 2012 mais feliz e inesquecível!

postado em  •  17 comentários

POR UM 2012 LEVE, COLORIDO E FELIZ COMO ESSES BALí•ES :D

Todo último dia do ano é a mesma coisa. Parece que toda a melancolia guardada aqui dentro durante o ano inteiro é liberada e eu fico mais sensí­vel e extremamente chorona. E nem é uma coisa depressiva sabe? í‰ um choro que é uma mistura dos momentos ruins, saudades dos momentos legais e a expectativa pelo que vem de novo.

Os mais céticos costumam dizer que o ano novo é quase como um dia após o outro, uma mudança na folhinha do calendário gregoriano ”“mas confesso que não sou dessas. Eu particularmente acredito que o Ano Novo é uma nova chance de recomeçar, de botar novos planos em prática, realizar desejos e sonhos… uma nova chance de pedir coisas boas para o Universo.

Pode me chamar de piegas, mas gosto de ter todo aquele ritual pré Ano Novo, de escolher uma roupa e lingerie nova, tomar banho de sal grosso com arruda para fechar o corpo. E também não abro mão de fazer todas as mandingas que eu tenho direito depois da virada: pulo 7 ondinhas í s 0h e volto para a terra firme de costas, abraço o primeiro homem que eu vejo na frente (leia-se meu pai), como lentilha de pé em cima da cadeira e as 12 uvas para guardar as sementes na carteira com a folha de louro. Das tradiçíµes, a única coisa que eu não faço mais (mesmo!) é usar roupa branca: todas as vezes que eu usei, meus anos foram uma merda. Superstição ou TOC, honestamente prefiro não correr mais esse risco. Por isso, nem ouse me chamar para uma festa de ano novo aonde o dresscode obrigatório será branco porque certamente recusarei o convite.

Depois de um 2011 extremamente conturbado e intenso, quero só um 2012 recheado de surpresas boas porque sou dessas que não gostam de um script pré definido e histórias clichês. Quero ter saúde, paz, amor, dinheiro, carinho, felicidade, viver intensamente, ter coragem e motivação para superar obstáculos e motivos para sorrir e gargalhar. Por um 2012 mais feliz, mais leve e colorido, aonde as pessoas parem de se levar tão a sério, deixem de lado suas indiferenças, suas picuinhas, suas cagaçíµes de regra e mostrem mais suas virtudes e qualidades. Que nesse ano que teremos 366 dias, tenhamos mais uma chance de torná-lo lindamente e positivamente inesquecivel.

Que em 2012 a gente possa sorrir mais, viver mais, acreditar mais. Que nós percamos o medo de sermos nós mesmos, de superar nossos próprios limites. Que nós sejamos mais felizes e plenos neste novo ano que se inicia í  0h.

Que todos vocês tenham uma ótima virada e um feliz 2012. E a gente se vê aqui ano que vem -ou seja, amanhã! HAHAHA <3